Política
Valorizar quem move Várzea Grande é fazer justiça *Por Flavia Moretti*
Política
Quando assumi a Prefeitura de Várzea Grande, encontrei uma cidade que precisava avançar em muitas áreas. A defasagem não estava apenas na tecnologia, na estrutura e nos serviços. Também estava na valorização de quem faz a Prefeitura funcionar todos os dias, os servidores públicos.
Encontrei profissionais que, por muitos anos, conviveram com salários defasados, poucas perspectivas de crescimento e a sensação de que seu trabalho não recebia o reconhecimento merecido. Pessoas que continuaram servindo à população, mesmo diante das dificuldades.
Não era justo. E eu sabia que precisava mudar essa realidade.
Por isso, nossa gestão enfrentou um desafio histórico de atualizar os Planos de Cargos, Carreiras e Salários, corrigir distorções e devolver aos servidores a perspectiva de crescimento profissional. Foram criadas quatro novas carreiras e revisadas outras 13, em um trabalho que alcança milhares de profissionais.
Mas a maior recompensa vai além dos números e dos contracheques. Está em olhar para esses servidores e ver a esperança voltar, a alegria de se sentirem reconhecidos e a confiança de que seus esforços têm valor.
Ver a felicidade de quem esperou tanto tempo por esse reconhecimento me emociona. Porque valorizar o servidor é respeitar sua história, sua família e sua dedicação a Várzea Grande.
Uma cidade não avança sozinha. Por trás de cada escola, de cada atendimento de saúde, de cada rua cuidada e de cada serviço prestado, existem pessoas. São elas que movem a máquina pública e fazem a diferença na vida da população.
Tenho consciência de que ainda há muito a fazer. Mas tenho também a certeza de que estamos no caminho certo.
Governar é cuidar das pessoas. E cuidar de Várzea Grande também significa cuidar de quem trabalha todos os dias para fazer nossa cidade acontecer. Valorizar o servidor é fazer justiça com quem nunca deixou de servir à nossa gente.
*Flavia Moretti, prefeita de Várzea Grande
Política
STF nega ter ordenado buscas em endereços de Flávio Bolsonaro
O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou nesta quarta-feira (28) nota em que nega a existência de operação de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) tendo como alvo endereços ligados ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), recém-derrotado na eleição para a Presidência da República.
“É falsa a informação veiculada sobre a existência ou o cumprimento de qualquer mandado de busca e apreensão direcionado ao senador Flávio Bolsonaro ou a seus endereços. Não há nenhuma decisão judicial nesse sentido, tampouco realização de diligência policial ou de busca e apreensão.”
A manifestação do STF foi divulgada após surgirem na imprensa, nesta quarta, notícias de que a PF estaria realizando uma operação na mansão de Flávio no Lago Sul, bairro de alto padrão em Brasília.
Dois dias após perder as eleições para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que conseguiu se reeleger com uma margem de mais de 4,4 milhões de votos no segundo turno, Flávio Bolsonaro fugiu do Brasil por via terrestre e embarcou em um jatinho particular com destino aos Estados Unidos.
Passaporte
A fuga ocorreu depois de o ministro Alexandre de Moraes ter proibido o senador de deixar o país e determinado a apreensão dos passaportes de Flávio. A decisão foi tomada após a PF ter informado a chance concreta de fuga do parlamentar do país, logo após a apuração do resultado da eleição.
Na segunda (27), dia seguinte ao pleito, Flávio foi abordado por agentes da PF e intimado a entregar seus passaportes (o regular e o diplomático), ao sair da residência de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena em regime domiciliar por tentativa de golpe de Estado.
A abordagem foi relatada pelo próprio parlamentar em vídeo publicado nas redes sociais, no qual ele afirmou que cumpriria a decisão judicial e que nunca pensou em deixar o país . Ele disse que enfrentaria as acusações a que responde no STF.
Na terça (27), porém, Flávio fugiu pela fronteira com a Argentina, violando a proibição de deixar o país.
A decisão de apreensão do passaporte de Flávio foi tomada por Moraes no âmbito de um inquérito relatado pelo ministro em que o parlamentar é investigado por lavagem de dinheiro e evasão de divisas, junto com o advogado e amigo próximo Willer Tomaz, que também deixou o país rumo aos EUA, ainda antes da eleição.
Inquéritos
Mesmo com a fuga, os inquéritos aos quais Flávio responde no Supremo continuam a tramitar. Além da investigação relatada por Moraes, o parlamentar também é alvo de um inquérito no caso do Banco Master, sob relatoria do ministro André Mendonça.
Neste caso, ele é investigado por ter pedido ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Master, o equivalente a R$ 134 milhões, supostamente para financiar a produção do filme Dark Horse , cinebiografia de seu pai.
A solicitação da quantia foi identificada pela PF em mensagens extraídas do celular apreendido de Vorcaro. O áudio com o pedido de dinheiro foi revelado pelo site The Intercept Brasil .
Flávio Bolsonaro reconheceu a autoria do áudio e das mensagens trocadas com Vorcaro, mas nega irregularidades no pedido de financiamento, afirmando ter se tratado de uma captação de recursos privados, sem nenhuma ilegalidade.
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