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Escândalo em Várzea Grande: Dossiê Caio Cordeiro Revela Coação Armada e Trama para Abafar CPI

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Várzea Grande

Uma grave crise política estourou na Câmara Municipal de Várzea Grande com as denúncias formalizadas pelo vereador Caio Cordeiro ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Em depoimento prestado ao órgão, o parlamentar detalhou um cenário de intensa perseguição política, coação armada e o furto de provas fundamentais que sustentavam as investigações da CPI da União Transporte.

Retaliação e Perseguição Política

Segundo o depoimento colhido pelo Ministério Público, a escalada de pressões teve início após o rompimento político de Caio Cordeiro com o grupo governista.

Como retaliação direta, o vereador relatou ter sofrido a exoneração em massa de assessores e servidores lotados em seu gabinete por ordem da presidência da Câmara Municipal. Além do cerceamento da sua atuação parlamentar, Cordeiro apontou interferências diretas em sua carreira profissional como jornalista, culminando na sua demissão da TV Cidade Verde após recusar-se a apoiar a recondução da atual cúpula do Legislativo municipal.

O Furto da Mochila com Provas da CPI

Um dos episódios mais graves narrados no inquérito envolveu a tentativa de obstruir a atuação fiscalizatória do parlamentar. Cordeiro denunciou o furto de sua mochila pessoal, que continha um notebook e documentos cruciais para o andamento da CPI da União Transporte.

Entre o material levado estavam:

 Cópias de assinaturas de apoio à investigação;

 Contratos de concessão da empresa de transporte público;

 Gravações de áudio e vídeo comprometedoras.

Intimidação Virtual e Ameaças com Armas de Fogo

Dias após o crime, o vereador tornou-se alvo de intimidações virtuais. De acordo com o relatório do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Cordeiro recebeu mensagens de um indivíduo não identificado que demonstrava conhecimento exato sobre o conteúdo do notebook furtado.

O chantagista exigia a retirada imediata do Boletim de Ocorrência (B.O.). As exigências foram acompanhadas de ameaças explícitas e do envio de fotos de armas de fogo — incluindo pistolas e revólveres —, acompanhadas de mensagens de coação como “Vamo vê se a polícia vai te proteger”.

Investigações Prosseguem

As investigações do Ministério Público e do Gaeco prosseguem com base nos relatórios técnicos, mídias e documentos apreendidos durante as operações. O caso segue sob análise das autoridades para identificar os responsáveis pelo furto e pelas ameaças armadas contra o parlamentar.

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Várzea Grande

Corpo de Bombeiros é acionado na Câmara de Várzea Grande um dia após operação do Gaeco

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Um dia após ser o epicentro de uma operação de grande repercussão contra supostas irregularidades políticas, a Câmara Municipal de Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, voltou a registrar movimentação de equipes de emergência na tarde desta quinta-feira (21). O Corpo de Bombeiros foi acionado para o local após um chamado de possível curto-circuito nas instalações do prédio. 

Até o momento, não há informações oficiais detalhadas sobre a dimensão do problema elétrico ou se houve danos materiais expressivos na Casa de Leis. O susto, no entanto, somou-se ao clima de instabilidade gerado pelo cerco policial deflagrado no dia anterior.

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