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FISCALIZAÇÃO

Ação integrada fiscaliza estabelecimentos com suspeitas de furto de energia em VG

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Polícia

Quatorze pessoas foram detidas durante trabalho de fiscalização realizado pela Polícia Civil, Perícia Oficial e Identificação Técnica, e a concessionária de energia de Mato Grosso, na quinta-feira (7.5), em Várzea Grande.

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A ação faz parte da Operação Energia Limpa, realizada de forma contínua com foco no enfrentamento às fraudes e irregularidades no consumo de energia elétrica no estado.

As equipes fiscalizaram 15 locais em diferentes bairros de Várzea Grande, previamente mapeados pelas forças de segurança e pelos setores técnicos da concessionária. Foram alvos distribuidoras, mercearias, lava-jatos, borracharias, empresas de reciclagem e estabelecimentos situados na região do Zero KM.

Nos endereços foram constatadas irregularidades configurando o crime de furto de energia. Ao todo 14 pessoas foram encaminhadas à Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) de Várzea Grande.

A operação mobilizou mais de 70 profissionais, entre policiais civis, peritos oficiais e equipes técnicas da Energisa.

Conforme a Polícia Civil, ligações clandestinas direto da rede da concessionária sem medidor, ou a manipulação do relógio de luz para reduzir o registro de consumo, é crime previsto no artigo 155 do Código Penal Brasileiro.

Além de causar prejuízos financeiros e impactos diretos na qualidade do fornecimento, as ligações clandestinas representam riscos à segurança da população, podendo provocar acidentes, curtos-circuitos e incêndios.

O gerente de combate a perdas da Energisa Mato Grosso, Luciano Lima, destacou a importância da atuação integrada no enfrentamento às fraudes e reforçou o papel da parceria entre os órgãos envolvidos.

“Essa atuação conjunta tem sido fundamental para ampliar a eficiência das fiscalizações e garantir resultados expressivos no combate ao furto de energia. É uma ação que protege a população, combate a ilegalidade e contribui diretamente para a segurança e a qualidade do fornecimento de energia”, afirmou.

A Energisa reforça que o furto de energia é crime e orienta a população a denunciar irregularidades de forma anônima pelos canais oficiais das forças de segurança e da concessionária.

As denúncias podem ser realizadas pelos telefones 197, 190 e 181.

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Polícia

Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia

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Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.

A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.

O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.

A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.

O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.



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