Polícia
Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia
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Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.
Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.
A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.
De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.
O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.
A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.
O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.
Polícia
PM e Polícia Civil apreendem adolescente após roubo a residência em Nova Xavantina
A atuação conjunta da Polícia Militar e da Polícia Civil apreendeu um adolescente de 17 anos, nesta terça-feira (13.10), em Nova Xavantina (a 645 km de Cuiabá). Ele é investigado por envolvimento em um roubo à mão armada. Durante a ocorrência, as equipes apreenderam um rifle, munições e uma motocicleta.
O crime ocorreu no último dia 6, quando dois homens armados e encapuzados invadiram uma residência e renderam um casal. Os suspeitos recolheram joias de aproximadamente R$ 12 mil e realizaram transferências bancárias de R$ 22 mil. A dupla ainda roubou um veículo Onix e deixou as vítimas amarradas.
Desde o roubo, as equipes do Grupo de Apoio (GAP) em conjunto da PJC, reforçaram as ações de policiamento no município. Nesta terça-feira (13), os policiais obtiveram informações sobre o possível paradeiro de um dos envolvidos, em uma casa no bairro Jardim Oliveira.
O adolescente foi abordado e detido no local. Questionado sobre ação criminosa, o menor confessou a participação no crime e passou identificação de outros envolvidos, que não foram localizados até o momento.
Na casa, as equipes apreenderam a arma de fogo, sendo um rifle calibre .22 com supressor de ruído, 122 munições do mesmo calibre, uma moto utilizada no apoio dos suspeitos, além de dois aparelhos celulares.
Os militares também encontraram peças de roupas utilizadas durante o roubo. O menor e todo material apreendido foram encaminhados à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
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