Mato Grosso
Operação na zona sul do Rio tem 6 presos e homem baleado em ônibus
Mato Grosso
A comunidade Dona Marta, na Zona Sul do Rio de Janeiro, amanheceu sob tiroteio em meio a mais uma fase da Operação Contenção, para combater a facção criminosa Comando Vermelho. Até às 12h, seis suspeitos foram presos.
Um homem foi baleado na perna dentro de um ônibus, enquanto passava pela Rua São Clemente, uma das principais vias do bairro de Botafogo, que fica ao lado da comunidade . A Secretaria Municipal de Saúde ainda não informou o estado de saúde dele.
Com este caso, chega a 51 o número de vítimas de balas perdidas na Região Metropolitana do Rio, segundo mapeamento do Instituto Fogo Cruzado. Ainda de acordo com o instituto, 13 dessas pessoas morreram e 38 ficaram feridas.
Os tiros também assustaram dezenas de turistas e visitantes que estavam no Mirante Dona Marta, para assistir ao nascer do sol. O local é um importante ponto turístico da cidade e fica próximo ao local onde foi feita a incursão policial.
Operação Contenção
A operação é liderada pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital, após um trabalho de inteligência e investigação identificar alvos estratégicos ligados à estrutura e à logística da facção.
“As diligências possibilitaram, ainda, identificar a liderança responsável pela administração das atividades criminosas desenvolvidas no Morro Dona Marta, incluindo a coordenação da logística do tráfico de drogas, a distribuição de funções entre integrantes da facção e a manutenção do domínio territorial armado na localidade”, afirmou a Polícia Civil em nota.
A ação faz parte da “Operação Contenção” , ofensiva que tem sido realizada pelas forças de segurança do Rio de Janeiro para conter o avanço territorial da facção criminosa Comando Vermelho e desarticular suas estruturas financeira, logística e operacional.
O episódio mais emblemático da Operação Contenção foi a ação nos Complexos do Alemão e da Penha, em outubro de 2025, que deixou mais de 120 mortos, se tornando a mais letal da história do país.
Balanço do governo do Estado do Rio de Janeiro informa que, em todas as etapas da Contenção, 137 pessoas foram mortas e cerca de 360 suspeitos foram presos . As forças de segurança também apreenderam cerca de 480 armas, sendo 190 fuzis, e mais de 51 mil munições.
Mato Grosso
Rodoviários do Rio participam de audiência de conciliação
Rodoviários e patrões de empresas de ônibus da cidade do Rio de Janeiro participam nesta quarta-feira (15), às 11 h, de mais uma audiência de conciliação na sede do Tribunal Regional do Trabalho a 1ª Região (TRT-RJ) para chegar a um acordo sobre o reajuste da categoria.
A data-base dos rodoviários é 1º de julho. Para a campanha salarial em andamento, o Sindicato dos Rodoviários do Rio e o patronal Rio Ônibus já fizeram três rodadas de negociação no TRT-RJ, sem chegar a um acordo.
Durante as negociações mediadas pela Justiça do Trabalho, a categoria flexibilizou a reivindicação de reajuste salarial de 17% para 12% (dividido em parcelas), mas as empresas ofereceram 4,5%. Antes, o Rio Ônibus havia ofertado 4,39%.
O desembargador Gustavo Tadeu Alkmim, da Seção Especializada em Dissídios Coletivos (Sedic), pediu que os patrões aumentem a oferta de reajuste para 5%, o mesmo valor pago as categorias de rodoviários das cidades de Duque de Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
Paralisação
No dia 27 de junho, o Sindicato dos Rodoviários ajuizou o dissídio coletivo de greve e de natureza econômica. Na mesma data, o TRT-RJ, considerou a greve legal e concedeu liminar autorizando o início da paralisação. Determinou a manutenção de, no mínimo, 50% da frota operacional em cada linha e itinerário, sob pena de multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento da medida.
Dois dias depois, no dia 29 de junho, os rodoviários do município do Rio de Janeiro iniciaram a paralisação. No dia 2 de julho, suspenderam o movimento, a pedido do TRT-RJ, mantendo o estado de greve, para que o sindicato patronal aumentasse a proposta de reajuste, mas não houve acordo.
Entre as principais reivindicações da categoria estão reajuste salarial, valorização dos pisos remuneratórios, ampliação do auxílio-alimentação para R$ 1 mil e o pagamento do intervalo para refeição como hora extraordinária.
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