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Dia da Imprensa, a força da informação em tempos de transformação

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Hoje, 1º de junho, o Brasil celebra o Dia da Imprensa. Para mim, essa é uma data que vai além da homenagem a profissionais e veículos de comunicação. É um momento de reafirmar valores fundamentais para a democracia: a liberdade de expressão, a independência editorial e o compromisso com a verdade.

Vivemos um tempo em que redes sociais, inteligência artificial e influenciadores digitais transformaram o modo como nos comunicamos. Muitos chegaram a prever o fim da imprensa tradicional. A realidade demonstra o contrário: nunca foi tão necessária uma imprensa profissional, independente e comprometida com os fatos.

Desde a invenção da prensa por Johannes Gutenberg, no século XV, a humanidade vivenciou uma revolução intelectual sem precedentes. O conhecimento deixou de ser privilégio de poucos e passou a alcançar milhões de pessoas. Jornais, revistas e livros transformaram sociedades, estimularam o pensamento crítico e contribuíram para derrubar barreiras impostas pela ignorância e pela manipulação.

Mais de cinco séculos depois, a essência dessa missão permanece inalterada. A imprensa fiscaliza o poder, revela injustiças, denuncia irregularidades, amplia o debate público e garante ao cidadão o direito de conhecer a realidade dos fatos.

Um dos maiores desafios do jornalismo contemporâneo é a banalização da informação. O problema surge quando opiniões passam a ser confundidas com notícias, quando narrativas substituem fatos e quando o compromisso com a audiência se sobrepõe ao compromisso com a verdade.

Diferentemente de um criador de conteúdo, o jornalista assume responsabilidades éticas específicas. Sua atividade exige apuração rigorosa, checagem de informações e responsabilidade pública. O jornalismo profissional não pode se orientar apenas por curtidas ou tendências momentâneas. Sua principal matéria-prima continua sendo a credibilidade.

É por isso que, apesar das dificuldades, o bom jornalismo resiste. Resiste nas redações que produzem informação de qualidade mesmo com equipes reduzidas. Resiste nos veículos locais que dão voz às comunidades frequentemente esquecidas. Resiste nos profissionais que enfrentam pressões para assegurar à sociedade o acesso à informação correta e confiável.

Em uma era marcada pelo excesso de informação, a missão da imprensa vai além de apenas informar. Hoje, ela também precisa auxiliar a sociedade a distinguir fatos de boatos, conhecimento de desinformação e realidade de propaganda. As sociedades mais livres são aquelas que valorizam o debate plural e o acesso ao conhecimento.

Por isso, neste Dia da Imprensa, reafirmo meu compromisso com a liberdade de expressão e com o direito de cada cidadão de saber, compreender, questionar e participar da construção de um futuro mais justo, transparente e esclarecido. Defender uma imprensa livre não significa defender empresas de comunicação; significa defender a democracia.

*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT)



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ALMT inicia debate da LDO 2027 com previsão de orçamento de R$ 42,1 bilhões

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso iniciou, nesta terça-feira (7), a discussão do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias ( PLDO-692/2026 ) de 2027 durante audiência pública promovida pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR). A proposta prevê um orçamento de R$ 42,135 bilhões. A concessão da Revisão Geral Anual será 4,2%.

Em relação a Revisão Geral Anual (RGA), o secretário-adjunto de Orçamento da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), Ricardo Capistrano, afirmou que a previsão é de o Estado conceder um reajuste de 4,2% para os servidores públicos. Esse percentual, segundo ele, vai gerar um impacto orçamentário da ordem de R$ 862,6 milhões ao ano para o estado. 

“Qualquer novo incremento obrigatório de despesas dependerá estritamente da melhoria do cenário das receitas estaduais, reforçando o compromisso com a responsabilidade fiscal”, explicou Capistrano.

A proposta da LDO-2027 estabelece os objetivos, metas, indicadores e dados orçamentários que irão orientar a política fiscal do Estado no próximo exercício. O projeto faz a ligação entre o Plano Plurianual (PPA) 2024-2027 e a Lei Orçamentária Anual (LOA), definindo as prioridades da administração pública, as metas fiscais e os critérios para a alocação dos recursos entre os órgãos, secretarias, Poderes e instituições autônomas.

Durante a apresentação, foi destacado que a LDO é um dos principais instrumentos da política fiscal, ao garantir o equilíbrio entre receitas e despesas e assegurar o cumprimento das metas de resultado primário e nominal previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal. O texto também fixa os parâmetros macroeconômicos que nortearão a elaboração do orçamento de 2027.

De acordo com Ricardo Capistrano, o PLDO inclui as diretrizes para a gestão das finanças públicas e da dívida estadual, servindo como base para a construção da Lei Orçamentária Anual, garantindo coerência entre o planejamento estratégico, as diretrizes orçamentárias e a execução do orçamento.

A disponibilidade financeira do Estado permanece superior ao montante da dívida consolidada bruta, o que, segundo Ricardo Capistrano, demonstra a solidez da gestão fiscal. O indicador evidencia que Mato Grosso mantém capacidade financeira para honrar seus compromissos e preservar o equilíbrio das contas públicas, reforçando o compromisso com a sustentabilidade fiscal.

Em 2027, a previsão para a renúncia fiscal bruta é da ordem de R$ 13,912 bilhões. Enquanto o valor líquido chega a R$ 13.209 bilhões. O ICMS concentra o maior impacto, com renúncia estimada de R$ 12,09 bilhões. “Esse valor reflete as políticas de incentivo à competitividade”, disse Capistrano.

Outro ponto discutido durante a audiência pública foi o impacto financeiro que a Reforma Tributária acarretará com o fim da chamada “dobra do Fethab” (Fundo Estadual de Transporte e Habitação) estima-se impacto negativo na arrecadação estadual para 2027 que, segundo Capistrano, deve chegar em R$ 1,27 bilhão. 



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