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Geração Z lidera intenção de compra de imóveis no Brasil

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Durante anos, o mercado imobiliário conviveu com uma percepção quase consensual de que as gerações mais jovens haviam abandonado o sonho da casa própria em troca de modelos mais flexíveis de moradia, como aluguel e coliving. Mas os dados mais recentes do setor mostram um cenário bastante diferente e começam a indicar uma transformação importante no comportamento de consumo imobiliário no Brasil. Levantamentos trimestrais da Brain Inteligência Estratégica em parceria com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) vêm apontando um avanço consistente da Geração Z na intenção de compra de imóveis no país. No estudo mais recente, atualizado no início deste ano, 56% dos jovens entre 21 e 28 anos afirmaram ter planos de adquirir um imóvel, o maior índice entre todas as gerações e acima da média nacional. Os relatórios do setor mostram ainda que o interesse desse público pela compra de imóveis vem crescendo continuamente nos últimos trimestres, contrariando a percepção de que os mais jovens teriam deixado de priorizar a aquisição da casa própria. Mais do que uma mudança pontual, o movimento sinaliza uma nova relação entre as gerações mais jovens, o patrimônio e a experiência de morar.

Para Débora Bertini, CEO de Incorporação da MPD Engenharia, o avanço desse interesse ajuda a desconstruir uma leitura simplificada sobre a relação da nova geração com moradia e patrimônio. “A ideia de que a Geração Z não queria mais comprar imóvel está sendo revista pelo mercado. O desejo pela casa própria continua existindo, mas conectado a novas prioridades. Hoje, o imóvel deixou de ser apenas um símbolo de status e passou a representar qualidade de vida, segurança emocional, flexibilidade e bem-estar”, afirma. Segundo a executiva, a mudança não está necessariamente ligada à busca por imóveis maiores ou mais tradicionais, mas a projetos capazes de acompanhar uma rotina mais dinâmica, híbrida e integrada à cidade.

“Existe uma valorização muito maior da experiência de morar. Isso envolve localização estratégica, contato com áreas verdes, mobilidade, ambientes multifuncionais e espaços que façam sentido para uma vida mais equilibrada. É uma geração que busca propósito também na relação com a cidade e com a própria casa”, explica Débora. Embora ainda esteja em diferentes fases de consolidação financeira, a Geração Z já começa a influenciar tendências importantes no desenvolvimento de empreendimentos residenciais, inclusive no segmento de alto padrão. Na avaliação da MPD Engenharia, cresce a procura por projetos que integrem arquitetura e natureza, priorizem áreas comuns mais funcionais e incorporem soluções ligadas ao bem-estar, à flexibilidade dos espaços e à experiência urbana.

A transformação também acompanha mudanças mais amplas no comportamento pós-pandemia. A consolidação do trabalho híbrido, o aumento da preocupação com saúde mental e a busca por uma rotina menos acelerada têm impactado diretamente a forma como os brasileiros enxergam moradia. “Nos últimos anos, a casa passou a ocupar um papel muito mais central na vida das pessoas. Para os jovens, especialmente, existe uma preocupação maior com conforto emocional, pertencimento e qualidade do ambiente urbano. Isso influencia diretamente as decisões de compra”, comenta. Outro ponto observado pelo setor é que a nova geração tende a valorizar mais atributos ligados à praticidade do cotidiano e à qualidade da experiência do que sinais tradicionais de ostentação.

“A lógica do consumo mudou. Hoje vemos um interesse crescente por empreendimentos que ofereçam experiências mais autênticas, conectadas à sustentabilidade, ao design biofílico e a uma vida urbana mais fluida. É menos sobre excesso e mais sobre significado”, diz. O avanço da Geração Z dentro do mercado imobiliário também tem levado incorporadoras e construtoras a acompanharem mais de perto movimentos de comportamento, consumo e urbanismo. Para a MPD Engenharia, compreender as expectativas desse novo perfil de comprador será cada vez mais determinante para o desenvolvimento dos próximos empreendimentos residenciais.

“Estamos vivendo uma mudança geracional importante. O consumidor jovem é mais informado, mais conectado e mais criterioso na tomada de decisão. Isso naturalmente eleva a exigência em relação à arquitetura, aos serviços, à localização e à experiência completa de morar”, finaliza Débora Bertini.

Sobre a MPD Engenharia

A MPD atua há mais de quatro décadas no mercado da construção civil nos segmentos industrial, comercial, educação, lazer, saúde, infraestrutura e na construção e incorporação de apartamentos e escritórios de médio e alto padrão, sempre prezando pela qualidade de acabamento, responsabilidade socioambiental e respeito pelos clientes e demais públicos. Para a construtora e incorporadora, seus colaboradores são seu principal pilar, essenciais para que alcance seus objetivos de negócio. Esse compromisso com as pessoas já rendeu onze reconhecimentos pela constante valorização da equipe, incluindo duas conquistas do selo Great Place To Work, duas do prêmio Lugares Incríveis para Trabalhar (FIA e UOL) e sete do ranking Melhores Empresas para Você Trabalhar (Você S.A.). Além disso, a companhia é vencedora do Prêmio Valor Carreira, por duas vezes, como uma das Melhores Empresas na Gestão de Pessoas; e garantiu o 1º lugar do prêmio “Engenharia e Construção 2022”. A empresa também é reconhecida por suas estratégias voltadas ao cliente, conquistando em 2025 o Troféu de Ouro no Prêmio CX do ClienteSA, avaliada com base em padrões internacionais do International Customer Experience Institute (ICXI). Comprometida com a inovação, a MPD investe continuamente em tecnologia e boas práticas construtivas sendo uma das mantenedoras do Hub Construliving, iniciativa do CUBO Itaú que promove a conexão e o desenvolvimento do ecossistema da construção civil, e pelo segundo ano consecutivo, foi reconhecida com o selo dourado nas categorias Engajamento e Negócios respectivamente.



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Leitura de ciclo orienta mercado de alto padrão no Nordeste

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O Nordeste apresentou o maior crescimento proporcional nas vendas de imóveis de alto padrão em 2025, com 1.946 unidades comercializadas e alta de 64,5% em relação ao ano anterior, segundo dados divulgados pelo Portal da Capital. A publicação também aponta a predominância de compradores locais e destaca a expansão do mercado em João Pessoa com novos lançamentos.

Com R$ 52,2 bilhões movimentados, o segmento passou a representar 29,4% de todo o valor negociado no mercado residencial brasileiro, conforme publicado pela Forbes. Em 2024, as 9.053 unidades vendidas no segmento representaram 3,6% do total do mercado. São considerados imóveis de luxo e superluxo aqueles com valores acima de R$ 2 milhões.

Felippe Nóbrega, corretor de imóveis, reforça que a região Nordeste deixou de ser vista apenas como destino turístico e passou a ser analisada como mercado de moradia, investimento, renda e preservação de patrimônio.

“O Nordeste está em um momento de consolidação. Na Paraíba, esse movimento é ainda mais evidente. João Pessoa combina qualidade de vida, crescimento econômico, segurança comparativa, expansão urbana e ainda um metro quadrado competitivo quando comparado a outras capitais consolidadas”, avalia o profissional.

Dados divulgados pelo portal Portas indicam que cidades do Norte e Nordeste concentraram seis das dez maiores altas de preços de imóveis residenciais em 2025. Entre os destaques estão Salvador (BA), com 16,25%, e João Pessoa (PB), com 15,15%. O preço de imóveis residenciais fechou 2025 com valorização de 6,52%, a segunda maior variação nos últimos 11 anos.

Para o corretor especialista, atualmente os fatores que mais influenciam o segmento de alto padrão são localização escassa, infraestrutura urbana, força das marcas, arquitetura autoral, experiência de moradia, potencial de valorização e leitura correta do ciclo.

“Esse ciclo é dividido em duas etapas. A primeira é a fase anterior ao lançamento, ou seja, o desenvolvimento do negócio, e isso inclui área, permuta, investidor, estruturação e entrada estratégica. A segunda é a fase da planta, onde entra o comprador final ou investidor tradicional, já diante de um produto formatado e validado pelo mercado”, explica Nóbrega.

Comportamento do consumidor

Conforme observa o especialista, o cliente de alto padrão no Nordeste se tornou mais técnico, exigente e seletivo nos últimos anos: “Antes, bastava boa localização e acabamento. Hoje o consumidor quer arquitetura, marca, experiência, segurança, conveniência, vista, serviços e liquidez”.

Felippe Nóbrega pontua que o Nordeste, e mais especificamente a Paraíba, tem sido vista por clientes e investidores locais e de outros estados como uma região que tem espaço de valorização relevante. Ele destaca que o consumidor está mais consciente do potencial de João Pessoa, enxergando a cidade para além de uma alternativa econômica.

“Muitos já percebem a cidade como um mercado emergente de alto valor. E é exatamente por isso que a leitura estratégica do ciclo passou a ser decisiva. Um bom serviço de corretagem de imóveis conecta o cliente certo ao momento certo, seja o investidor que entra na origem do negócio, seja o comprador final que entra na planta buscando patrimônio, estilo de vida e segurança”, afirma o especialista.

Para o profissional, no segmento de imóveis de alto padrão, os indicadores comportamentais são tão importantes quanto os econômicos para antecipar tendências. Ele enfatiza que o setor não responde apenas à renda, mas também ao desejo, ao estilo de vida e à percepção de escassez.

Entre os indicadores apontados pelo especialista estão crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), geração de emprego, renda, crédito, juros, infraestrutura, volume de lançamentos, velocidade de vendas, estoque, preço do metro quadrado, migração de famílias, busca por qualidade de vida, procura por segunda residência, envelhecimento da população, desejo por segurança, exclusividade, serviços e experiências.

Perfis de cliente e alinhamento estratégico

Felippe Nóbrega esclarece as principais diferenças entre o comportamento de um investidor focado em multiplicação de capital e o comprador final voltado ao estilo de vida. Segundo ele, o imóvel muda de acordo com o perfil do cliente e, por isso, a estratégia precisa acompanhar esse movimento.

“O investidor compra tese, tempo e melhor retorno. Ele quer entrar antes da percepção geral de valor, analisa risco, prazo, liquidez, margem, localização e potencial de saída. Já o comprador final olha vista, planta, acabamento, lazer, vizinhança, status, segurança e conforto familiar. A decisão é tomada por motivos diferentes. Um busca retorno, enquanto o outro busca experiência”, detalha o especialista.

Para os investidores, o profissional ressalta a importância do posicionamento antecipado para a multiplicação de capital. Segundo ele, uma entrada prévia proporciona uma posição estratégica dentro do ciclo, com os melhores retornos financeiros.

“A capacidade de ler contexto tornou-se o ativo mais escasso — e o mais valioso. No mercado imobiliário, a maior valorização normalmente está na origem do valor, ou seja, antes da absorção do mercado. É fundamental calcular o risco dessas operações, analisando qualidade da área, vocação do terreno, zoneamento, potencial construtivo, força da incorporadora, preço de entrada, prazo de maturação, liquidez futura e perfil do investidor”, conta Nóbrega.

O especialista salienta que a falta de alinhamento estratégico pode comprometer o resultado de uma operação imobiliária, e que o perfil, o prazo, o capital e o objetivo devem estar alinhados para que a transação seja eficiente. Segundo ele, a falta de alinhamento resulta em uma estratégia mal definida.

“O problema, muitas vezes, não está no imóvel. Um investidor de curto prazo não pode entrar em uma operação de maturação longa. Um comprador final não deve ser tratado como especulador. E um cliente conservador não deve assumir risco de fase inicial sem entender prazo, liquidez e variáveis do negócio”, conclui o profissional.

Para saber mais, basta acessar: @corretoremjoaopessoa



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