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Redes sociais impulsionam turismo de saúde na Turquia

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O turismo de saúde na Turquia vive uma fase de expansão acelerada, marcada por um fenômeno cultural impulsionado pelas redes sociais. Elementos da vida urbana de Istambul, como gastronomia, moda e experiências locais, passaram a ser incorporados à jornada de pacientes internacionais que buscam procedimentos médicos e estéticos no país. Essa integração entre tratamento e vivência cultural tem consolidado a cidade como um dos principais hubs globais de cirurgias estéticas, odontologia, transplante capilar e cirurgia bariátrica. Os números confirmam essa tendência. Em 2025, a Turquia recebeu mais de 64 milhões de visitantes, ultrapassando receita de US$ 65 bilhões e alcançando a quarta posição no ranking mundial de destinos turísticos. Dados apresentados pela Época Negócios apontam que, apenas no turismo médico, o país recebeu 1,39 milhão de visitantes em 2025, gerando cerca de US$ 3 bilhões em receitas. Para Ana Paula Oliveira, gerente-geral da Estego Clinic, localizada em Istambul, a evolução do setor é resultado de múltiplos fatores. “O turismo de saúde na Turquia evoluiu de forma muito acelerada na última década, passando de um destino alternativo para um dos principais hubs globais. Istambul se destaca pela combinação de alta qualificação médica, tecnologia avançada, preços competitivos e infraestrutura hospitalar moderna. Além disso, a localização estratégica entre Europa, Oriente Médio e Ásia facilita o acesso de pacientes de diferentes regiões”, avalia. Segundo a executiva, as redes sociais têm desempenhado papel decisivo nesse processo, fazendo com que muitos pacientes brasileiros já cheguem ao país informados por conteúdos divulgados no Instagram e no TikTok, por exemplo, com relatos de outros pacientes. “Hoje, a jornada começa muito antes do contato formal, ela começa no digital, sem dúvida”, afirma. A gerente-geral da Estego Clinic ressalta que os procedimentos mais procurados por brasileiros incluem transplante capilar, lipoaspiração, abdominoplastia, rinoplastia e tratamentos odontológicos, com destaque para procedimentos combinados e experiências completas que unem tratamento médico e vivência turística. “Observamos um aumento na procura por pacotes que oferecem não apenas o procedimento, mas também a oportunidade de conhecer a cidade e sua cultura”, reforça. Para ela, a comunicação digital e o marketing de influência também têm sido determinantes para a reputação da Turquia como destino de saúde. “Eles ajudaram a mostrar resultados reais, reduzir barreiras culturais e aumentar a confiança dos pacientes internacionais. Hoje, a percepção de qualidade está muito associada à presença digital e à prova social”, explica. Um relatório desenvolvido pela Influency.me em parceria com a Opinion Box reforça esse cenário. Segundo o levantamento, 65% dos brasileiros já compraram produtos recomendados por influenciadores, e 87% ficaram satisfeitos com essas compras. Além disso, 91% dos seguidores acompanham influenciadores pelo Instagram, e áreas como viagens/turismo (45%) e saúde/fitness (44%) estão entre os temas de maior interesse. Esses números ajudam a entender por que pacientes internacionais chegam a Istambul já influenciados por conteúdos digitais, ampliando a confiança e reduzindo barreiras culturais. No entanto, Oliveira alerta que esse movimento exige cuidados. “O principal risco é a banalização dos procedimentos e a criação de expectativas irreais. Já a grande oportunidade está na democratização do acesso à informação e ao tratamento de qualidade”, avalia. “O desafio do setor é crescer com responsabilidade, mantendo ética, segurança e excelência no atendimento”, conclui a executiva da Estego Clinic. Para saber mais, basta acessar o site oficial da Estego Clinic: https://estegoclinic.com/; e seu Instagram: https://www.instagram.com/estego.clinic/



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Acessibilidade na CASACOR SP garante experiência para PCDs

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A CASACOR São Paulo 2026, a maior mostra de arquitetura, design, arte e paisagismo das Américas, realizará nesta edição um conjunto de ações voltadas à acessibilidade, atendendo visitantes com deficiência motora, visual e auditiva. O evento, realizado de 10 a 20 de outubro de 2026 no Centro de Exposições da cidade, contará com percursos adaptados, rampas, elevadores, banheiros acessíveis e recursos de comunicação na Língua Brasileira de Sinais (Libras), seguindo as diretrizes do Desenho Universal e mantendo a certificação da Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA) obtida nos três últimos anos.

O percurso acessível inclui rampas de inclinação adequada, circulação livre para cadeiras de rodas e elevadores que dão acesso a sete ambientes diferentes. Cada um desses espaços recebeu equipamentos de acessibilidade que permitem a visita a mezaninos e aos níveis superiores sem comprometer o conceito arquitetônico dos projetos. Nove banheiros foram adaptados, oferecendo cabines exclusivas, áreas familiares e, em alguns casos, instalações para crianças e pessoas de baixa estatura.

Diversos projetos da mostra incorporam recursos de acessibilidade como parte da linguagem dos ambientes. Entre eles, destaca‑se o “Nota em Linhas”, de Rafaella Manso, que dispõe de elevador para o pavimento superior; o Restaurante Raiz, de Marta Martins, que integra soluções de acessibilidade ao seu layout; “A Poética do Ritmo”, de Isabella Nalon, concebido para receber visitantes por meio de elevador; e a Casa da Marcenaria Brasileira, de João Panaggio, equipada com plataforma elevatória para percursos completos. Outros ambientes, como o banheiro Galeria (Carlos Navarro) e o Spa Raízes (Marcos Serrano Miralles), também contam com adaptações específicas.

Além das adaptações físicas, a edição 2026 oferece recursos para pessoas com deficiência visual e auditiva. Mapas táteis, audiodescrição e carrinhos motorizados estão disponíveis ao longo do circuito. O atendimento em Língua Brasileira de Sinais (Libras) para visitantes surdos é realizado em parceria com a ICOM, empresa especializada em comunicação acessível.

A CASACOR recebeu, pelo terceiro ano consecutivo (2024‑2026), o Selo de Acessibilidade da CPA, em razão de recursos como rampas, elevadores, mapas táteis e audiodescrição. Darlan Firmato, Diretor de Operações da CASACOR São Paulo, afirmou que a preocupação com a inclusão tem mais de duas décadas: “A CASACOR busca ser acessível há 21 anos, carregando, nessa missão, pioneirismo e a obrigação universal de fazer da maior plataforma de arquitetura, design, arte e paisagismo das Américas um exemplo ao receber bem pessoas com deficiência motora, visual e auditiva”.

Silvana Cambiaghi, arquiteta e consultora de acessibilidade da mostra desde 2005, destacou que a acessibilidade não é tratada como adaptação pontual, mas como conceito integrado ao planejamento e à montagem dos ambientes: “Transformar a CASACOR em uma mostra acessível é um processo que começa muito antes da abertura ao público. A acessibilidade deve estar presente em todas as fases, do projeto à execução, com base nos princípios do Desenho Universal”, ressaltou, citando a participação do engenheiro Oswaldo Rafael Fantini e dos arquitetos Luis Fernando Estuqui e Marina Rangel.

A iniciativa reforça a trajetória iniciada em 2006, quando foram implementadas as primeiras adaptações – rampas, nivelamento de pisos, banheiros acessíveis e calçada tátil – e consolida a CASACOR como referência nacional em arquitetura universal.



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