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Liderança adotada no futebol inspira gestores nas empresas

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Crises operacionais, mudanças de mercado, perda de clientes e incidentes reputacionais estão entre os desafios enfrentados por lideranças em diferentes setores. Cenários semelhantes podem ser observados no futebol, especialmente em partidas decisivas, quando treinadores precisam reagir rapidamente às mudanças no jogo e tomar decisões em poucos minutos.

No esporte, técnicos convivem com pressão por resultados, necessidade de ajustes imediatos e exposição pública constante. Durante uma partida, as decisões tomadas influenciam diretamente a estratégia e o desempenho da equipe, exigindo leitura rápida do cenário e capacidade de adaptação.

Segundo Nilson Pereira, CEO do ManpowerGroup Brasil, algumas dessas práticas também podem ser aplicadas ao ambiente corporativo. “Em situações críticas, a preparação prévia faz diferença porque reduz o espaço para improvisação”, afirma. “Assim como acontece no futebol, as organizações precisam trabalhar cenários, definir responsabilidades e estruturar respostas antes que os problemas aconteçam”, complementa.

Para o executivo, equipes esportivas de alto desempenho costumam treinar alternativas táticas e estratégias para momentos adversos. Nas empresas, essa lógica aparece em planos de contingência, protocolos operacionais e definição clara de papéis. “Quando as pessoas sabem exatamente como agir, a tomada de decisão se torna mais rápida e coordenada”, diz.

Entre as práticas frequentemente associadas ao ambiente esportivo está a comunicação direta. Nas partidas, treinadores precisam transmitir orientações curtas e objetivas, normalmente em poucos segundos. No contexto corporativo, a necessidade de clareza também aumenta em períodos de pressão. “Em uma crise, mensagens ambíguas podem ampliar erros e dificultar a execução”, pontua Pereira. “O líder precisa comunicar prioridades de forma simples, com direcionamentos claros e canais bem definidos”, acrescenta.

Outro aspecto apontado pelo CEO é a capacidade de priorização. Em jogos decisivos, treinadores alteram estratégias, substituem jogadores ou reorganizam o time para proteger um resultado ou buscar recuperação rápida. Nas empresas, movimentos semelhantes envolvem redirecionamento de recursos, revisão de prioridades e suspensão temporária de atividades menos críticas. “A liderança precisa identificar quais decisões realmente terão impacto naquele momento”, frisa Pereira.

A gestão emocional também faz parte da dinâmica de liderança em cenários de pressão. No futebol, treinadores costumam atuar como referência para o comportamento da equipe. Segundo Pereira, nas organizações a lógica tende a ser semelhante: “A reação da liderança influencia diretamente o ambiente ao redor. Quando o líder demonstra descontrole, isso pode afetar a capacidade de resposta do time. Já uma postura equilibrada contribui para manter foco e coordenação”, avalia.

A delegação estratégica também faz parte da dinâmica esportiva. Técnicos contam com auxiliares, capitães em campo e equipes de apoio para executar ajustes rápidos durante as partidas. Segundo Pereira, no ambiente corporativo, a distribuição de responsabilidades influencia a velocidade das respostas. “A centralização excessiva tende a reduzir a agilidade. Delegar exige clareza sobre responsabilidades, limites de decisão e objetivos”, comenta.

Outro ponto é o aprendizado após momentos críticos. Equipes esportivas costumam revisar partidas, analisar erros e identificar oportunidades de ajuste depois dos jogos. Nas empresas, revisões estruturadas após crises ou projetos complexos podem contribuir para a construção de respostas futuras. “O aprendizado posterior ajuda a fortalecer processos e a ampliar a capacidade de reação da organização”, assinala o executivo.

Nos últimos anos, fatores como aceleração tecnológica, mudanças econômicas e transformação das relações de trabalho ampliaram a necessidade de respostas rápidas nas organizações. Nesse contexto, referências do esporte têm aparecido com frequência em discussões sobre liderança, tomada de decisão e coordenação de equipes. “Quem lidera sob pressão precisa tomar decisões, coordenar pessoas e manter direcionamento mesmo em cenários adversos, assim como um treinador”, finaliza.



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Protocolo R24R aponta evolução do pós-operatório em cirurgia

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A cirurgia plástica permanece entre os procedimentos médicos mais realizados no mundo. Segundo levantamento global da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), em 2024 foram registrados 3,9 milhões de procedimentos mamários, com a maior parte das cirurgias de aumento mamário concentrada em pacientes entre 18 e 34 anos. O dado reforça a relevância das cirurgias de mama dentro do cenário da estética médica e amplia a discussão sobre segurança, previsibilidade e recuperação pós-operatória.

Nesse contexto, protocolos voltados à recuperação acelerada passam a receber mais atenção. Na literatura médica, modelos conhecidos como Enhanced Recovery After Surgery (ERAS) são estudados em diferentes especialidades e também em cirurgias mamárias reconstrutivas. Revisões científicas indicam que esses protocolos podem contribuir para reduzir uso de opioides e tempo de internação em determinados procedimentos, sem aumento proporcional de complicações quando aplicados de forma adequada.

No campo da cirurgia plástica estética, o R24R surge como uma abordagem voltada a tornar o pós-operatório de cirurgias mamárias mais funcional. O protocolo não se baseia apenas em retorno precoce às atividades leves, mas em um conjunto de decisões técnicas que envolve planejamento pré-operatório, menor trauma tecidual, controle de sangramento, analgesia e orientação pós-cirúrgica.

De acordo com o cirurgião plástico Dr. Henrique Freitas, (CRM 50823 RQE 35687), a recuperação acelerada depende de critérios específicos. “O retorno funcional em curto prazo não acontece por acaso. Ele exige estabilidade do implante, técnica adequada, controle da dor e seleção correta da paciente”, afirma.

Entre os pontos técnicos citados pelo especialista estão o posicionamento do implante em plano dual plane, associado ao conceito de sutiã interno. Essa combinação busca oferecer maior estabilidade à prótese e melhor distribuição das forças sobre os tecidos durante o processo de cicatrização. Além disso, a redução do trauma cirúrgico pode influenciar a percepção de dor no pós-operatório.

Segundo Freitas, em pacientes bem indicadas, o relato costuma estar mais relacionado à sensação de pressão e adaptação do que à dor intensa. “A experiência pós-operatória muda quando a cirurgia é planejada para preservar tecidos, controlar a dor desde o início e permitir mobilização orientada”, explica.

A segurança, no entanto, permanece como condição central. O uso de próteses mamárias depende de produtos regularizados junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e a indicação deve considerar características individuais, como anatomia da mama, qualidade da pele, histórico clínico e expectativas da paciente.

Protocolos de recuperação rápida não devem ser entendidos como promessa universal. A aplicação depende de avaliação médica, estrutura cirúrgica adequada e acompanhamento pós-operatório. Dessa forma, a evolução do pós-operatório em cirurgia plástica ocorre menos pela aceleração isolada do retorno à rotina e mais pela combinação entre técnica, segurança e personalização.

Com a ampliação da procura por procedimentos mamários, a discussão sobre recuperação acelerada tende a ganhar espaço entre pacientes e profissionais. A tendência acompanha um movimento mais amplo da medicina: reduzir impactos cirúrgicos, otimizar o conforto pós-operatório e manter a segurança como eixo principal da assistência.



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