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Crescem as publicações independentes de livros no Brasil

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O mercado editorial brasileiro vem passando por uma transformação significativa nos últimos anos, impulsionada pelo crescimento das publicações independentes. E, com o avanço das plataformas digitais de autopublicação e a popularização dos e-books, cada vez mais autores têm encontrado meios alternativos para lançar suas obras sem o intermédio de editoras tradicionais.

Um estudo realizado pelo centro de pesquisa Reglab aponta que o ‘BookTok’ — comunidade sobre livros dentro do TikTok — tem uma grande influência sobre a revolução que está acontecendo no mundo editorial. A comunidade, que permite que criadores de conteúdo e escritores compartilhem suas leituras atuais, indiquem livros e façam divulgações de suas próprias obras, reflete diretamente na mudança de comportamento dos leitores.

Evidenciando o fortalecimento da autopublicação no país, somente no primeiro semestre deste ano, 2026, a gráfica GIV Online registrou um aumento de 56,10% nas impressões de livros, em comparação ao mesmo período do ano passado, demonstrando a expansão das ferramentas digitais que simplificam os processos de produção, distribuição e comercialização de livros.

“O crescimento das publicações independentes demonstra que os autores estão encontrando novas formas de transformar seus projetos em realidade. Hoje, com a tecnologia e a impressão sob demanda, publicar um livro tornou-se mais acessível”

Outro fator que impulsiona esse crescimento é a redução das barreiras de entrada. Atualmente, escritores podem publicar seus livros em formatos físico e digital com investimentos mais acessíveis, além de contar com recursos de impressão sob demanda, que eliminam a necessidade de grandes tiragens iniciais.

Dados apresentados pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), em parceria com a Analytics Valuation Reporting Insights (AVRI), mostram que, para além do aumento das publicações independentes, o setor editorial e livreiro também teve um crescimento considerável. Em 2025, foram registradas mais de 54 mil empresas e estabelecimentos ativos em todas as etapas do ramo, como editoras de livros, livreiros, distribuidores, gráficas e empresas de edição integrada.

O movimento que amplia as oportunidades para novos talentos também contribui para a diversificação do mercado editorial. Obras de nicho, produções regionais e temas pouco explorados pelas grandes editoras passaram a encontrar espaço e visibilidade, enriquecendo o cenário literário nacional e oferecendo mais opções aos leitores.



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IBRAMED completa 32 anos em setor de saúde em alta

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A indústria brasileira de dispositivos médicos segue em expansão. De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (Abimo), a produção industrial do setor atingiu R$ 26,1 bilhões em 2024, terceiro ano consecutivo de crescimento, com avanço de 11,5% sobre o ano anterior. O segmento reúne mais de 1.200 empresas e emprega cerca de 85 mil profissionais de forma direta, posicionando o Brasil entre os dez maiores mercados do mundo.

O movimento teve continuidade no ano seguinte. Levantamento da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS) aponta que o setor brasileiro de dispositivos médicos cresceu cerca de 7% em 2025, desempenho superior ao da média da indústria nacional no período. No campo das exportações, dados da Abimo indicam que a vertical de reabilitação respondeu por 11,89% das vendas externas de dispositivos médicos brasileiros em 2025, com crescimento de 26,64% no recorte analisado.

Tecnologia nacional ganha espaço no setor

Nesse contexto, a IBRAMED completa 32 anos de atuação em julho. Fundada em Amparo, no interior de São Paulo, a fabricante brasileira de equipamentos eletromédicos atua nos segmentos de estética, medicina estética, fisioterapia e saúde, com desenvolvimento tecnológico realizado no país.

Segundo a empresa, a trajetória foi estruturada a partir de pesquisa aplicada, engenharia nacional, conformidade regulatória e aproximação com profissionais da saúde. A companhia informa possuir registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), certificações de qualidade e atuação internacional em mais de 30 países, além de manter iniciativas voltadas à formação técnica e científica.

Para José Ricardo de Souza, presidente-executivo da IBRAMED, o avanço da indústria brasileira de dispositivos médicos depende da integração entre ciência, tecnologia, produção, educação e inovação. “A indústria nacional de saúde exige investimento contínuo em pesquisa, qualidade regulatória e formação profissional. Quando esses pilares caminham juntos, o setor ganha capacidade de desenvolver tecnologias alinhadas às necessidades clínicas e aos requisitos de segurança”, afirma.

Pesquisa e educação compõem estratégia

Entre as iniciativas citadas pela companhia estão o CEFAI, Centro de Estudos e Formação Avançada IBRAMED, e o IBRAMED Academy, plataforma de streaming voltada a treinamentos técnicos, conteúdos científicos e atualização profissional. A proposta, segundo a empresa, é aproximar o conhecimento produzido nas áreas de pesquisa, desenvolvimento e aplicação clínica da rotina de profissionais que utilizam tecnologias eletromédicas.

A fabricante também informa que mantém investimento em estudos, artigos científicos e desenvolvimento de equipamentos voltados a diferentes recursos terapêuticos, como ultrassom, radiofrequência, fotobiomodulação, criolipólise, eletroestimulação, laser, jato de plasma e terapias combinadas. A empresa aponta que esse modelo acompanha uma demanda crescente por tecnologias que associam segurança, aplicabilidade clínica e embasamento técnico.

Novas tecnologias estão previstas para 2026

No ciclo recente de inovação, a IBRAMED iniciou 2026 com o iLift, equipamento de ultrassom terapêutico facial com frequências de 5,5 MHz e 10,10 MHz, segundo informações da fabricante. A tecnologia é apresentada pela companhia como um recurso voltado à atuação em diferentes camadas da pele, especialmente em protocolos que envolvem qualidade cutânea, bioestimulação e abordagens faciais com ultrassom terapêutico.

A empresa também comunica que novas tecnologias devem ser apresentadas ainda em 2026. O anúncio ocorre em um momento em que a indústria nacional busca ampliar competitividade e fortalecer a produção local de dispositivos médicos.

A combinação entre crescimento setorial, pesquisa aplicada, qualificação profissional e produção nacional coloca a indústria brasileira de dispositivos médicos em uma posição estratégica para os próximos anos. Para empresas do segmento, o desafio passa por manter desenvolvimento tecnológico e educação continuada como parte da evolução do setor.



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