Entretenimento
Artistas brasileiros seguem presentes na cena musical
Entretenimento
Apresentado por SanDRÃO, o talk show Business Rock aborda negócios, economia e cultura relacionados às transformações do mercado musical brasileiro. Em episódios recentes, o programa realizou bate-papos com integrantes das bandas Nação Regueira e Yahoo!, abordando como músicos das gerações anteriores dialogam com as novas gerações frente aos desafios da era digital.
Segundo o Global Music Report 2025, divulgado pela International Federation of the Phonographic Industry (IFPI) e reportado pela Billboard Brasil, a indústria da música gravada registrou em 2024 seu décimo ano consecutivo de crescimento, alcançando US$ 29,6 bilhões em receita. O mercado global avançou 4,8%, impulsionado principalmente pelo streaming, que ultrapassou pela primeira vez a marca de US$ 20 bilhões.
Nesse contexto, pesquisas recentes, como o estudo internacional “Artistas Musicais e Plataformas Online”, coordenado pela Universidade de Groningen e divulgado pela União Brasileira de Compositores (UBC), apontam que o cenário digital tem se tornado decisivo para a trajetória dos artistas das gerações anteriores. A análise, que envolve países como Brasil, Chile, Coreia do Sul, Nigéria e Holanda, mostra que o uso de plataformas como Spotify, YouTube e Instagram, hoje, é central para a construção de carreiras musicais, ampliando o alcance de públicos e criando novas oportunidades de colaboração.
No Brasil, a pesquisa conduzida pela professora Vanessa Valiati (Universidade Feevale/RS), com apoio do Instituto Estadual da Música, e reportada pelo portal da UBC, integra um estudo internacional sobre o impacto das plataformas digitais na carreira de músicos. O levantamento mostra que artistas precisam lidar com algoritmos, competição intensa e a exigência de presença online constante, fatores que influenciam diretamente sua visibilidade e sustentabilidade profissional.
Nação Regueira e Yahoo!: duas trajetórias em movimento
Durante a entrevista com Nação Regueira, banda formada em 1995 no Ceará e adotada culturalmente pelo ABC Paulista, Paulinho Nação destacou a pluralidade musical: “Nossa base é o reggae, mas incorporamos rock, forró e maracatu. A música é um organismo vivo. A internet abriu portas que antes pareciam inacessíveis, nos conectando com públicos que não alcançaríamos de outra forma”. Cremutcho, compositor e tecladista da banda, acrescentou: “Observamos as oscilações do mercado, com o crescimento do sertanejo e do eletrônico, mas mantemos firme a mensagem do reggae, que se renova e resiste”.
Paulinho explicou que a criação da banda reflete tanto a paixão pela música quanto o desejo de expressar uma identidade única: “Dentro do reggae, a gente ainda toca nosso rock and roll, nosso maracatu, forró, forrague e baiante. Uma mistura que representa a diversidade do nosso Brasil”. O artista afirma que essa pluralidade sonora ecoa em suas composições e nos shows por todo o país, o que consolida a Nação Regueira como um expoente na cena musical brasileira.
Na conversa com SanDRÃO, o grupo relembrou encontros e colaborações importantes com outros artistas renomados, além do significado profundo do reggae como ferramenta de empatia social. “O reggae nunca quis ser maior que ninguém. O reggae sempre quis unir povos, unir histórias, unir corações”, afirmou Paulinho, explicando que, para eles, a música transcende o entretenimento e se torna uma missão: “Levar paz para quem perdeu a esperança. Levar abraço para quem carrega a solidão. Levar consciência para um mundo cada vez mais acelerado”.
Paralelamente, a banda Yahoo!, um dos mais importantes nomes do rock nacional desde os anos 1980, participou do programa, mostrando sua própria trajetória de evolução. Em suas falas, os integrantes ressaltaram a importância do diálogo com as novas tecnologias e o papel vital das redes sociais para conectar o legado ao presente.
O vocalista e baixista Zé Henrique destacou: “É você fazer o que você acredita, buscar a verdade no que você está falando. Tentar fazer letras interessantes, tentar fazer melodias cada vez melhores”. Atualmente, o Yahoo! consolida-se como uma banda integrada ao universo digital, disponibilizando sua discografia nas principais plataformas de streaming. “No Spotify, você encontra toda a nossa discografia, todos os nossos álbuns, inclusive álbuns que a gente nunca lançou no mercado”, reforça Zé Henrique.
Ambas as bandas reconhecem que estar inserido dentro do esquema das plataformas digitais é fundamental para que seu legado musical seja acessível e valorizado pelas novas gerações. Elas utilizam redes sociais e plataformas como Spotify, YouTube, Instagram, TikTok e Facebook não apenas para divulgar seu repertório, mas também para transformar o desafio do preconceito geracional em uma oportunidade de aproximação e renovação constantes.
O papel do Business Rock na música
O talk show Business Rock, que atinge audiências em mais de 5.700 municípios pelo Brasil, tem se afirmado como um programa para discussões que ultrapassam o entretenimento, englobando aspectos de negócio, inovação e o impacto cultural da música. Sobre as entrevistas concedidas pelas bandas, SanDRÃO salienta que: “Num mundo em que a produção musical se digitalizou, que as redes sociais são canal direto para o público, não há espaço para a estagnação. A renovação é constante e necessária. Essa é a lição que tanto Yahoo! quanto Nação Regueira nos trazem”, finaliza o apresentador.
Entretenimento
Acessibilidade na CASACOR SP garante experiência para PCDs
A CASACOR São Paulo 2026, a maior mostra de arquitetura, design, arte e paisagismo das Américas, realizará nesta edição um conjunto de ações voltadas à acessibilidade, atendendo visitantes com deficiência motora, visual e auditiva. O evento, realizado de 10 a 20 de outubro de 2026 no Centro de Exposições da cidade, contará com percursos adaptados, rampas, elevadores, banheiros acessíveis e recursos de comunicação na Língua Brasileira de Sinais (Libras), seguindo as diretrizes do Desenho Universal e mantendo a certificação da Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA) obtida nos três últimos anos.
O percurso acessível inclui rampas de inclinação adequada, circulação livre para cadeiras de rodas e elevadores que dão acesso a sete ambientes diferentes. Cada um desses espaços recebeu equipamentos de acessibilidade que permitem a visita a mezaninos e aos níveis superiores sem comprometer o conceito arquitetônico dos projetos. Nove banheiros foram adaptados, oferecendo cabines exclusivas, áreas familiares e, em alguns casos, instalações para crianças e pessoas de baixa estatura.
Diversos projetos da mostra incorporam recursos de acessibilidade como parte da linguagem dos ambientes. Entre eles, destaca‑se o “Nota em Linhas”, de Rafaella Manso, que dispõe de elevador para o pavimento superior; o Restaurante Raiz, de Marta Martins, que integra soluções de acessibilidade ao seu layout; “A Poética do Ritmo”, de Isabella Nalon, concebido para receber visitantes por meio de elevador; e a Casa da Marcenaria Brasileira, de João Panaggio, equipada com plataforma elevatória para percursos completos. Outros ambientes, como o banheiro Galeria (Carlos Navarro) e o Spa Raízes (Marcos Serrano Miralles), também contam com adaptações específicas.
Além das adaptações físicas, a edição 2026 oferece recursos para pessoas com deficiência visual e auditiva. Mapas táteis, audiodescrição e carrinhos motorizados estão disponíveis ao longo do circuito. O atendimento em Língua Brasileira de Sinais (Libras) para visitantes surdos é realizado em parceria com a ICOM, empresa especializada em comunicação acessível.
A CASACOR recebeu, pelo terceiro ano consecutivo (2024‑2026), o Selo de Acessibilidade da CPA, em razão de recursos como rampas, elevadores, mapas táteis e audiodescrição. Darlan Firmato, Diretor de Operações da CASACOR São Paulo, afirmou que a preocupação com a inclusão tem mais de duas décadas: “A CASACOR busca ser acessível há 21 anos, carregando, nessa missão, pioneirismo e a obrigação universal de fazer da maior plataforma de arquitetura, design, arte e paisagismo das Américas um exemplo ao receber bem pessoas com deficiência motora, visual e auditiva”.
Silvana Cambiaghi, arquiteta e consultora de acessibilidade da mostra desde 2005, destacou que a acessibilidade não é tratada como adaptação pontual, mas como conceito integrado ao planejamento e à montagem dos ambientes: “Transformar a CASACOR em uma mostra acessível é um processo que começa muito antes da abertura ao público. A acessibilidade deve estar presente em todas as fases, do projeto à execução, com base nos princípios do Desenho Universal”, ressaltou, citando a participação do engenheiro Oswaldo Rafael Fantini e dos arquitetos Luis Fernando Estuqui e Marina Rangel.
A iniciativa reforça a trajetória iniciada em 2006, quando foram implementadas as primeiras adaptações – rampas, nivelamento de pisos, banheiros acessíveis e calçada tátil – e consolida a CASACOR como referência nacional em arquitetura universal.
-
Diamantino5 dias atrásNOTA À IMPRENSA
-
Justiça5 dias atrásPF mira empresário suspeito de intimidar jornalistas no caso Master
-
Justiça5 dias atrásOperação prende presidente do Rio Metrópole por desvio de R$ 86,3 mi
-
Mato Grosso4 dias atrásInício de financiamentos do Move Brasil é adiado para 27 de julho
-
Justiça4 dias atrásEBC entra com ação para dar segurança jurídica à comunicação pública
-
Mato Grosso5 dias atrásAposta de Divinópolis (MG) leva prêmio de R$ 43 milhões da Mega-Sena
-
Mato Grosso4 dias atrásPrograma Lutadoras abre novas vagas para aulas de defesa pessoal em Cuiabá
-
Mato Grosso6 dias atrásRádio Assembleia estreia Bandas de Cá, com destaque para o rock mato-grossense