Economia
UFit investe R$ 8 mi e soma 24 academias
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A UFit Academia, rede de academias nascida em Santa Catarina, fecha outubro com duas inaugurações no estado. A unidade de São Bento do Sul abriu as portas no sábado, 24 de outubro, e a de Pomerode foi inaugurada na quinta-feira, 29. Cada uma tem mais de 1.100 m² e recebeu investimento aproximado de R$ 4 milhões. Com as duas, a rede chega a 24 unidades em operação e tem outras 11 em implantação.
O que o aluno encontra
A UFit trabalha com dois planos. No VIP, o aluno tem acompanhamento com nutricionista, avaliação postural e treino individualizado, montado pelo professor de acordo com o objetivo de cada um. Serviços cobrados à parte em outras academias fazem parte do plano na UFit, para que treino e alimentação andem juntos desde a primeira semana, acelerando os resultados. Ser VIP é também poder treinar em qualquer uma das 24 unidades da rede.
O VIP dá acesso ainda à metodologia própria da UFit, dividida em três programas: Fit Slim, voltado para o emagrecimento, Fit Quality, para a qualidade de vida, e Fit Strong, para o ganho de massa muscular.
O plano FIT é a opção mais acessível e inclui a montagem do treino. Nos dois planos, o aluno tem acesso à área kids, onde os filhos ficam enquanto pais e mães treinam, à sala de spinning e às mais de dez modalidades de aulas coletivas.
“A UFit é a academia da família. Quem entra em São Bento do Sul ou em Pomerode encontra a mesma estrutura, o mesmo atendimento e o mesmo método que temos em qualquer outra unidade da rede. Uma cidade do interior merece academia de primeira”, diz João Pedro Morais, fundador e CEO da UFit.
O fundador com a maior fatia
As duas unidades seguem o modelo de expansão da rede, que combina capital do fundador e de sócios investidores. Em São Bento do Sul e em Pomerode, 52,5% da participação ficou com Morais, por meio de sua holding, e 47,5% com investidores. Nas próximas unidades, a proporção deve mudar: o CEO pretende ficar com 70% de cada nova academia e abrir 30% para sócios.
“Quando eu aumento a minha parte em cada unidade, estou mostrando onde eu coloco o meu próprio dinheiro. Quem entra como sócio da UFit entra ao lado do sócio fundador e CEO”, diz Morais.
O movimento segue a mesma direção da recompra de R$ 6,5 milhões em cotas de 38 sócios, concluída pelo CEO semanas antes das inaugurações. Hoje, a UFit soma 170 sócios investidores, com R$ 35 milhões aplicados em unidades da rede e distribuição de lucros a cada trimestre.
Rumo a 35 unidades
Com as 11 unidades em implantação, a rede chegará a 35 academias, com novas praças previstas no Paraná e em São Paulo. “Cada inauguração é a prova de que o modelo funciona. Nós escolhemos o ponto com base em estudos, construímos dentro do padrão e abrimos com a casa cheia”, afirma o CEO.
Sobre a UFit
Fundada pelo engenheiro civil catarinense João Pedro Morais, a UFit Academia é uma rede de academias com unidades em Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais, que atende mais de 40 mil alunos ativos.
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Consórcio estratégico impulsiona crescimento patrimonial
Adquirir um imóvel de R$ 500 mil via financiamento bancário, em 30 anos, com taxas entre 11,29% e 13,50% ao ano praticadas em 2025, significa pagar pelo bem um valor significativamente superior ao preço original — somente em juros, o custo adicional pode ultrapassar o próprio valor do imóvel ao longo do contrato. É diante desse cenário que o consórcio ganhou um novo papel no planejamento de investidores: não apenas como alternativa de compra, mas como ferramenta de alavancagem patrimonial.
A lógica é direta: ao ingressar em um consórcio, o participante paga parcelas mensais planejadas e, ao ser contemplado, acessa uma carta de crédito cujo valor pode ser muito superior ao montante já desembolsado. Esse crédito pode ser direcionado para a aquisição de imóveis, geração de renda com locação ou expansão de patrimônio — sem que o investidor precise comprometer suas reservas de uma só vez.
Para Felipe Ambrosio, especialista em consórcio, investimento imobiliário e CEO da Virtus Consórcios, essa mudança de perspectiva é o que diferencia o uso estratégico do consórcio da simples compra programada. “O investidor que entende o consórcio como ferramenta de alavancagem não está apenas adquirindo um bem. Ele está estruturando uma operação financeira dentro de um plano maior, usando o sistema a seu favor para crescer mais rápido do que conseguiria apenas poupando”, afirma.
Estratégias que combinam consórcio e expansão de patrimônio
Na prática, o uso estratégico do consórcio vai além da aquisição direta de um imóvel. Investidores têm estruturado operações que combinam a carta de crédito com o uso do FGTS para lances, quitação antecipada ou complementação de crédito — acelerando a contemplação e ampliando as possibilidades de acesso ao bem. Outros utilizam imóveis adquiridos via consórcio para geração de renda com locação, criando um fluxo de caixa que cobre as próprias parcelas do plano e ainda libera capital para reinvestimento.
Esse movimento já se reflete nos dados do setor. Segundo a ABAC, o segmento imobiliário registrou crescimento de 36,2% na venda de cotas e avanço de quase 50% nos negócios realizados em 2025 — impulsionado por um novo perfil de consorciado que utiliza a modalidade como instrumento de formação e alavancagem patrimonial, muitas vezes combinando consórcio e FGTS dentro de uma estratégia integrada. As contemplações no segmento representaram potencial participação de 24% do total de imóveis financiados no país durante o período.
Segundo o executivo, a combinação entre consórcio e estratégia de renda é um dos movimentos mais relevantes nesse novo ciclo. “Quando o investidor estrutura a aquisição de um imóvel via consórcio e esse ativo passa a gerar renda com locação, ele cria um ciclo virtuoso: o imóvel ajuda a pagar o plano e ainda contribui para o crescimento do patrimônio. É uma lógica de expansão contínua”, explica.
De compra isolada para estratégia de crescimento
A decisão de adquirir um imóvel deixou de ser tratada como um evento pontual e passou a ser planejada dentro de uma estratégia financeira mais ampla, com foco em eficiência, preservação de liquidez e crescimento de longo prazo. Essa mudança de mentalidade está no centro do crescimento do consórcio imobiliário nos últimos anos.
Segundo levantamento da ABAC, entre 2020 e 2025, as vendas de cotas do consórcio imobiliário cresceram 294%. Em agosto de 2025, o número de participantes ativos no segmento havia atingido 2,5 milhões — alta de 152,9% em seis anos. O dado evidencia que a modalidade deixou de ser nicho e passou a integrar o planejamento financeiro de perfis cada vez mais diversos: jovens profissionais, empreendedores e investidores com foco em formação de patrimônio.
Para Felipe Ambrosio, esse deslocamento revela uma transformação estrutural no comportamento do investidor. “A pergunta deixou de ser ‘como eu compro esse imóvel?’ e passou a ser ‘como esse imóvel se encaixa na minha estratégia de crescimento patrimonial?’. Quem pensa dessa forma usa o consórcio de maneira completamente diferente — e obtém resultados muito mais consistentes no longo prazo”, destaca.
Como estruturar alavancagem patrimonial com consórcio
Para quem deseja utilizar o consórcio como ferramenta de alavancagem, a estruturação começa pela definição clara de objetivos: aquisição para moradia, para geração de renda ou para revenda com valorização. A partir disso, é possível escolher o valor de crédito mais adequado, o prazo do plano e a estratégia de lance — seja com recursos próprios, com o FGTS ou com o lance embutido, que utiliza parte da própria carta para antecipar a contemplação sem necessidade de alto desembolso imediato.
A preservação de liquidez é um dos principais diferenciais dessa abordagem em relação ao financiamento tradicional. Ao manter as reservas investidas enquanto o patrimônio é estruturado de forma gradual, o investidor abre espaço para operar em mais de uma frente ao mesmo tempo — ampliando sua capacidade de crescimento sem concentrar todo o capital em uma única operação.
Na avaliação de Ambrosio, o acompanhamento especializado é determinante nesse processo. “Consórcio bem estruturado é consórcio alinhado a um objetivo claro. Escolher o grupo certo, definir a estratégia de lance e entender como o bem adquirido se encaixa no plano financeiro maior são etapas que determinam o resultado final da operação”, comenta.
Tendência de crescimento sustentado no setor
O cenário para os próximos anos aponta para a continuidade da expansão. A ABAC projeta crescimento de até 25% no consórcio imobiliário em 2026 — e a entidade avalia que esse crescimento não está condicionado exclusivamente ao ambiente de juros elevados. Mesmo com a perspectiva de redução gradual da Selic, jovens, empreendedores e investidores seguem ampliando sua participação no sistema, atraídos pela previsibilidade, pela ausência de juros e pela flexibilidade de uso da carta de crédito.
Para Ambrosio, o movimento consolida uma nova posição do consórcio no mercado. “O consórcio deixou de competir apenas com o financiamento. Ele passou a ocupar um espaço estratégico dentro do planejamento patrimonial. Para quem pensa em crescer de forma estruturada e sustentável, essa é uma das ferramentas mais eficientes disponíveis no mercado hoje”, conclui.
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