Economia
Total Care conquista certificação em 100% das UTIs adultas
Economia
A Rede Total Care, braço hospitalar do Grupo Amil, teve todas as suas 18 unidades com UTIs adultas reconhecidas com os selos UTI Top Performer ou UTI Eficiente, concedidos pela Epimed Solutions em parceria com a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB). O reconhecimento destaca instituições que apresentam resultados consistentes em qualidade assistencial, desempenho clínico e eficiência na utilização de recursos.
As 16 unidades hospitalares da Rede localizadas nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo realizaram cerimônias nos dias 16 e 23 de junho para celebrar a conquista das certificações. Durante os eventos, lideranças assistenciais e executivas destacaram a importância do monitoramento contínuo de indicadores e da adoção de boas práticas em terapia intensiva.
Durante a cerimônia realizada em São Paulo, o CEO da Rede Total Care, Anderson Nascimento, recebeu uma homenagem em reconhecimento à sua atuação na promoção da qualidade assistencial e do aprimoramento contínuo das unidades de terapia intensiva da Rede. Segundo ele, o reconhecimento reforça a estratégia institucional de utilizar dados e indicadores como ferramentas para aprimorar a assistência aos pacientes.
“A validação da AMIB e da Epimed demonstra a importância de aliar tecnologia, monitoramento contínuo e gestão humanizada para alcançar melhores resultados assistenciais. Nosso compromisso é oferecer uma assistência segura, eficiente e centrada no paciente”, afirma.
A avaliação é baseada nas Matrizes de Eficiência do sistema Epimed Monitor, uma das principais plataformas de gestão e monitoramento de indicadores em terapia intensiva do país. O selo UTI Top Performer é concedido às unidades que figuram entre os 33% melhores resultados nacionais em indicadores ajustados de mortalidade e utilização de recursos. Já o selo UTI Eficiente reconhece as unidades com desempenho entre os 33% e 50% mais bem avaliados nesses mesmos critérios.
Carlos Eduardo Reis, cofundador e presidente da Epimed Solutions, afirma que a conquista da Rede Total Care representa um marco para a medicina intensiva brasileira. “É a primeira vez na história da Epimed que uma rede hospitalar conquista o selo UTI Top Performer para todas as suas unidades.”, diz.
Para a diretora de Governança Clínica da Rede Total Care, Naiana Cunha, a certificação evidencia a maturidade dos processos de qualidade implementados nas unidades hospitalares.
“O uso de indicadores assistenciais permite acompanhar resultados, promover melhorias contínuas e comparar o desempenho com referências nacionais e internacionais. Essa conquista reflete o engajamento das equipes multiprofissionais e o compromisso permanente com a segurança do paciente”, destaca.
Além das 16 unidades do eixo Rio-São Paulo, as unidades Monte Klinikum, em Fortaleza (CE), e Promater, em Natal (RN), também foram reconhecidas nesta edição da certificação, ampliando o alcance nacional da conquista.
A certificação possui validade anual e é considerada uma das principais referências brasileiras para avaliação de desempenho em terapia intensiva.
Economia
Fintechs são notificadas por operar recursos de bets ilegais
O Ministério da Fazenda notificou 37 fintechs suspeitas de intermediar recursos de casas de apostas ilegais e determinou que as instituições interrompam qualquer relação financeira com essas empresas. A medida é uma das ações do governo para combater o mercado clandestino de bets e prevê o bloqueio dos valores movimentados, que poderão ser destinados aos cofres públicos caso as novas regras não sejam cumpridas.
As notificações foram enviadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), vinculada ao Ministério da Fazenda, em conjunto com a Receita Federal . Segundo o governo, as fintechs movimentaram recursos de cerca de 160 casas de apostas sem autorização para operar no Brasil, além de milhares de sites ligados a essas plataformas.
Os nomes das instituições notificadas não foram divulgados para preservar as investigações.
Prazo para adequação
As fintechs terão até 28 de agosto para se adaptar às novas regras aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) .
Até essa data, as instituições deverão encerrar o relacionamento com as empresas de apostas ilegais. Caso descumpram a determinação, poderão ser responsabilizadas solidariamente pelas operações e receber multas proporcionais ao montante movimentado.
A partir da entrada em vigor da resolução, as instituições terão 24 horas para bloquear todas as contas vinculadas às empresas notificadas.
Recursos bloqueados
A norma determina que, após o bloqueio, os valores depositados nas contas ficarão indisponíveis.
Também será proibida qualquer movimentação financeira destinada, direta ou indiretamente, à realização de apostas ilegais.
Os recursos bloqueados serão repassados ao Fundo Nacional de Segurança Pública, conforme prevê a regulamentação.
Base legal
A medida tem como fundamento um decreto editado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em junho, que criou mecanismos para bloquear recursos financeiros de casas de apostas ilegais e responsabilizar instituições que facilitem essas operações.
O decreto também autorizou a Secretaria de Prêmios e Apostas a notificar instituições financeiras envolvidas na intermediação de pagamentos para plataformas sem licença.
Embora as notificações já tenham sido enviadas, o governo decidiu conceder um período de adaptação antes da adoção das medidas de bloqueio e eventual abertura de processos administrativos.
Fiscalização ampliada
Segundo o Ministério da Fazenda, as 37 fintechs notificadas movimentaram recursos de aproximadamente 160 casas de apostas ilegais, responsáveis por mais de 40 mil sites .
Ao todo, o governo afirma já ter retirado do ar mais de 54 mil sites irregulares relacionados ao mercado clandestino de apostas.
A derrubada das páginas ocorre em parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), acionada pela Secretaria de Prêmios e Apostas.
Mercado irregular
De acordo com estimativas do governo, entre 41% e 51% das plataformas de apostas acessadas por brasileiros operam sem autorização, alcançando cerca de 25,2 milhões de usuários.
Essas empresas deixam de cumprir exigências impostas às operadoras regularizadas, como:
- pagamento da outorga de R$ 30 milhões;
- manutenção de sede no Brasil;
- constituição de reserva financeira para pagamento de prêmios;
- recolhimento de tributos;
- adoção de mecanismos de proteção ao apostador, como a autoexclusão;
- cumprimento das regras de publicidade e jogo responsável.
Regulamentação
A atividade de apostas de quota fixa foi autorizada em 2018, mas permaneceu sem regulamentação por vários anos.
A partir de 2023, o governo federal iniciou a estruturação do marco regulatório do setor, ampliando a fiscalização e estabelecendo regras para o funcionamento das empresas autorizadas.
A nova medida visa dificultar a atuação de plataformas clandestinas e reforçar o controle sobre um mercado que movimenta bilhões de reais por ano no país.
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