Economia
TikTok Shop impulsiona nova onda do e-commerce
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De acordo com um estudo da Youpix, noticiado pelo Meio ” Mensagem, 80% dos consumidores brasileiros já compraram algum produto recomendado por influenciadores digitais, e 45% afirmam que tiveram suas expectativas superadas.
Já nos Estados Unidos, segundo o relatório anual da Horowitz Research, “State of Media, Entertainment and Tech: Advertising in a Digital World 2025”, 45% dos internautas compraram algum produto por meio de redes sociais em novembro de 2025, com o TikTok Shop liderando esse movimento.
Ainda de acordo com o estudo, publicado pelo TV Technology, 50% dos entrevistados afirmam que as redes sociais se tornaram a principal forma de conhecer novas marcas e produtos.
Na análise de Bruno Carvalho, gerente de marketing da Quantum Nutrition, indústria especializada em suplementos alimentares, o TikTok não apenas influencia, mas pode contribuir diretamente para a reconfiguração das vendas digitais. Segundo o profissional, antes as marcas concentravam o esforço na jornada de compra, mas agora essa lógica passa pelo algoritmo e pelo conteúdo.
“Isso redefine os mecanismos de relevância digital. Não é necessariamente quem investe mais que conquista atenção, mas quem entende como gerar identificação com o público. O conteúdo deixou de ser apenas um canal de apoio e passou a atuar como ponto de conversão”, detalha.
Outra mudança destacada pelo especialista está na forma como o público consome produtos e serviços. O consumidor atual é impactado por estímulos digitais contínuos ao longo da navegação, o que influencia diretamente suas decisões de compra, muitas vezes realizadas de maneira espontânea, dentro do próprio fluxo digital.
Algoritmo amplia alcance de produtos
Segundo Carvalho, o sistema de recomendação do TikTok ocupa papel central na forma como os produtos ganham visibilidade dentro da plataforma. Isso porque o aplicativo prioriza sinais de engajamento e retenção, abrindo espaço para que conteúdos performem independentemente do tamanho da marca ou do criador.
“Isso cria um cenário em que produtos ainda pouco conhecidos podem ganhar alcance em curto espaço de tempo, especialmente com conteúdos criativos que geram identificação imediata”, explica.
Ao mesmo tempo, essa dinâmica exige adaptação constante. De acordo com o especialista, a escalabilidade já não depende apenas do potencial do produto, mas também da velocidade criativa, da consistência operacional e da capacidade de manter formatos relevantes ao longo do tempo. “O ambiente favorece quem consegue executar bem de forma contínua, especialmente em um cenário marcado pela intensa disputa por relevância”, pontua.
Conteúdo passa a guiar a compra
O modelo tradicional de e-commerce, conforme explica Carvalho, é estruturado sobre uma demanda já existente. O consumidor inicia a jornada com intenção de compra, pesquisa, compara opções e, então, toma a decisão. Já no TikTok, a descoberta antecede a intenção, com o conteúdo ativando o interesse ao longo do consumo.
O profissional reforça que, nesse ambiente, a construção de narrativas eficazes, a retenção imediata e a capacidade de gerar interesse logo nos primeiros segundos tornam-se fatores decisivos.
Creators fortalecem confiança
Diante desse cenário, os criadores de conteúdo passaram a ocupar um papel estratégico nas vendas dentro do TikTok, impulsionados por uma lógica de consumo baseada na identificação e na proximidade com o público.
“Mais do que apresentar produtos, eles ajudam a contextualizar o uso, traduzir benefícios e aproximar a comunicação da realidade do público”, afirma o executivo.
Segundo Carvalho, esse formato fortalece dois fatores decisivos no processo de compra: confiança e desejo. Em muitos casos, o consumidor se conecta com a experiência compartilhada pelo creator, o que influencia diretamente sua percepção sobre o produto.
Além disso, o senso de comunidade e pertencimento passa pela comunicação espontânea dos criadores. “Eles são vistos como uma pessoa comum falando com outra pessoa comum. Isso aproxima, gera confiança e desperta o desejo por uma solução que está ao alcance”, analisa.
Viralização muda estratégias
De acordo com o gerente de marketing da Quantum Nutrition, a viralização ocupa um papel estratégico no crescimento de produtos dentro do TikTok, principalmente por ampliar rapidamente o alcance dos conteúdos. “Um vídeo viral também impulsiona a visibilidade das marcas e ajuda a identificar campanhas com maior capacidade de conversão”, afirma.
Embora muitas vezes associada à espontaneidade, a viralização está ligada a fatores estruturais, como gancho inicial forte, retenção de audiência, identificação com o público e repetição de formatos que já tiveram bons resultados.
Esse cenário tem provocado mudanças significativas no marketing digital. “Estratégias longas e engessadas perdem espaço para ciclos curtos, testes constantes e decisões baseadas em performance real”, acrescenta.
Social selling ganha espaço
Para Carvalho, o desempenho do TikTok Shop passou a influenciar a forma como outros canais digitais estruturam estratégias de conteúdo e conversão. Formatos como vídeos curtos, consumo contínuo e descoberta orientada por algoritmo vêm sendo adotados por diferentes plataformas.
“Todo esse movimento não representa apenas o sucesso de uma única rede, mas a consolidação do social selling. Trabalhar com múltiplos criativos, diferentes abordagens e ofertas passou a ser essencial para identificar o que gera maior afinidade com diferentes perfis de consumidores”, conclui.
Para mais informações, basta acessar: https://quantumnutrition.com.br/
Economia
Prêmio Pacto Contra a Fome tem inscrições prorrogadas
As inscrições para a quarta edição do Prêmio Pacto Contra a Fome foram prorrogadas até o próximo dia 14 de julho, às 18h. A premiação vai reconhecer financeiramente e dar visibilidade a até seis iniciativas brasileiras que atuam na promoção da segurança alimentar e nutricional e na redução e/ou reversão do desperdício de alimentos. Cada projeto selecionado receberá cem mil reais.
A iniciativa conta com a cooperação de cinco agências da Organização das Nações Unidas (ONU): a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), o Programa Mundial de Alimentos (WFP), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), além do apoio institucional da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) por meio do programa Alimentar o Futuro, e coordenação técnica da ponteAponte.
“O Brasil já tem soluções para a fome. Elas existem, estão em atividade, mas muitas vezes permanecem invisíveis. O Prêmio Pacto Contra a Fome existe para mudar isso: dar visibilidade, recursos e conexões a quem já está transformando realidades. Além disso, é preciso fortalecer essas iniciativas. Para além da premiação financeira, as conectamos, geramos aprendizados e alimentamos um ecossistema de soluções com potencial real de escala”, afirma Maria Siqueira, codiretora-executiva do Pacto Contra a Fome.
Neste ano, o Prêmio Pacto Contra a Fome está em sua quarta edição. Desde 2023, já premiou 18 iniciativas de nove estados brasileiros, distribuindo R$ 1,8 milhão. Cerca de 1,1 mil iniciativas de todos os estados do país se inscreveram nas três edições do Prêmio Pacto Contra a Fome.
Quem pode se inscrever
Podem participar organizações da sociedade civil com ou sem CNPJ, como institutos, fundações, associações, movimentos, redes e coletivos, além de Negócios de Impacto Socioambiental, como startups e pequenas e médias empresas. As iniciativas devem estar em atividade e atuar no território brasileiro com foco principal na segurança alimentar e nutricional ou na redução do desperdício de alimentos.
Categorias
As inscrições estão divididas em duas categorias:
- Promoção da Segurança Alimentar e Nutricional: voltada a iniciativas que atuam em eixos como produção local de alimentos, coleta e distribuição de alimentos, apoio à agricultura familiar e articulação de políticas públicas;
- Redução e/ou Reversão do Desperdício de Alimentos: destinada a projetos que desenvolvem ações como recondicionamento de alimentos, campanhas educativas, técnicas de aproveitamento integral e soluções logísticas para reduzir perdas na cadeia produtiva.
Serão premiadas até três iniciativas por categoria. Ao menos uma das vencedoras deverá ser uma Cozinha Solidária com atuação na formação de cozinheiros.
Critérios de avaliação e diversidade
As iniciativas serão avaliadas com base em três critérios principais: relevância e impacto, replicabilidade e escala, e colaboração entre agentes. O processo seletivo inclui avaliação técnica dos formulários, entrevistas com as organizações e auditoria, seguidas de uma etapa de seleção final por um júri composto por especialistas externos.
O prêmio adota critérios de priorização que valorizam a diversidade: iniciativas lideradas por mulheres, pessoas pretas, pardas ou indígenas, e representantes de povos e comunidades tradicionais recebem pontuação adicional. Também há limite para evitar concentração regional — no máximo 50% das iniciativas de um mesmo estado, por etapa.
Como se inscrever
As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pela internet, em duas etapas: primeiro, o cadastro da iniciativa no HUB de Conexões do Pacto Contra a Fome (hub.pactocontrafome.org); em seguida, o preenchimento do formulário específico do Prêmio dentro da plataforma. A inscrição só será validada após o envio completo do formulário e o recebimento de e-mail de confirmação.
O novo prazo se encerra em 14 de julho de 2026, às 18h (horário de Brasília).
Sobre o Pacto Contra a Fome
O Pacto Contra a Fome é uma coalizão suprapartidária e multissetorial com a missão de engajar a sociedade e potencializar soluções estruturantes para erradicar a fome no Brasil e reduzir o desperdício de alimentos. A iniciativa está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e tem como missão não ter nenhum brasileiro com fome até 2030 e todos alimentados de maneira adequada até 2040.
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