Economia
Temperatta investe R$ 6 milhões em expansão operacional
Economia
A Temperatta anuncia investimentos que podem chegar a R$ 6 milhões em expansão de estrutura e capacidade produtiva, visando multiplicar por duas a três vezes a produção em todas as linhas. O aporte fortalece não apenas a fabricação, mas também os serviços integrados — de venda e logística a merchandising e promoção —, cobrindo 100% do território onde atua comercialmente.
A empresa possui operação 100% própria: enquanto grandes redes lidam com até 400 fornecedores terceirizados (dos quais apenas um terço gerencia integralmente), a Temperatta controla toda a cadeia com cerca de 180 profissionais dedicados à operação mensal.
“O mais barato que temos hoje é o produto. Mas o diferencial está no serviço de extrema qualidade que entregamos ao supermercadista, abrangendo 100% do nosso território comercial — com venda, logística e merchandising. Só assim conseguimos atender à expansão de qualquer grande player, alinhados ao seu projeto de crescimento”, afirma Fernando Seabra, CEO da Temperatta.
O foco reflete o cenário favorável em Minas Gerais, onde empresas supermercadistas crescem, ao contrário da desaceleração em outros estados. A equipe de gestão da Temperatta realiza o monitoramento dessa expansão, ajustando operações em tempo real.
Em seus 11 anos, a companhia já demonstrou capacidade de superação, crescendo 27,5% em 2025. “Esses investimentos garantem agilidade, qualidade e escalabilidade para acompanhar a expansão de qualquer empresa, posicionando a Temperatta para liderar o mercado de temperos, apoiando o varejo em um período de transformação digital e expansão física”, explica Seabra.
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Fintechs são notificadas por operar recursos de bets ilegais
O Ministério da Fazenda notificou 37 fintechs suspeitas de intermediar recursos de casas de apostas ilegais e determinou que as instituições interrompam qualquer relação financeira com essas empresas. A medida é uma das ações do governo para combater o mercado clandestino de bets e prevê o bloqueio dos valores movimentados, que poderão ser destinados aos cofres públicos caso as novas regras não sejam cumpridas.
As notificações foram enviadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), vinculada ao Ministério da Fazenda, em conjunto com a Receita Federal . Segundo o governo, as fintechs movimentaram recursos de cerca de 160 casas de apostas sem autorização para operar no Brasil, além de milhares de sites ligados a essas plataformas.
Os nomes das instituições notificadas não foram divulgados para preservar as investigações.
Prazo para adequação
As fintechs terão até 28 de agosto para se adaptar às novas regras aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) .
Até essa data, as instituições deverão encerrar o relacionamento com as empresas de apostas ilegais. Caso descumpram a determinação, poderão ser responsabilizadas solidariamente pelas operações e receber multas proporcionais ao montante movimentado.
A partir da entrada em vigor da resolução, as instituições terão 24 horas para bloquear todas as contas vinculadas às empresas notificadas.
Recursos bloqueados
A norma determina que, após o bloqueio, os valores depositados nas contas ficarão indisponíveis.
Também será proibida qualquer movimentação financeira destinada, direta ou indiretamente, à realização de apostas ilegais.
Os recursos bloqueados serão repassados ao Fundo Nacional de Segurança Pública, conforme prevê a regulamentação.
Base legal
A medida tem como fundamento um decreto editado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em junho, que criou mecanismos para bloquear recursos financeiros de casas de apostas ilegais e responsabilizar instituições que facilitem essas operações.
O decreto também autorizou a Secretaria de Prêmios e Apostas a notificar instituições financeiras envolvidas na intermediação de pagamentos para plataformas sem licença.
Embora as notificações já tenham sido enviadas, o governo decidiu conceder um período de adaptação antes da adoção das medidas de bloqueio e eventual abertura de processos administrativos.
Fiscalização ampliada
Segundo o Ministério da Fazenda, as 37 fintechs notificadas movimentaram recursos de aproximadamente 160 casas de apostas ilegais, responsáveis por mais de 40 mil sites .
Ao todo, o governo afirma já ter retirado do ar mais de 54 mil sites irregulares relacionados ao mercado clandestino de apostas.
A derrubada das páginas ocorre em parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), acionada pela Secretaria de Prêmios e Apostas.
Mercado irregular
De acordo com estimativas do governo, entre 41% e 51% das plataformas de apostas acessadas por brasileiros operam sem autorização, alcançando cerca de 25,2 milhões de usuários.
Essas empresas deixam de cumprir exigências impostas às operadoras regularizadas, como:
- pagamento da outorga de R$ 30 milhões;
- manutenção de sede no Brasil;
- constituição de reserva financeira para pagamento de prêmios;
- recolhimento de tributos;
- adoção de mecanismos de proteção ao apostador, como a autoexclusão;
- cumprimento das regras de publicidade e jogo responsável.
Regulamentação
A atividade de apostas de quota fixa foi autorizada em 2018, mas permaneceu sem regulamentação por vários anos.
A partir de 2023, o governo federal iniciou a estruturação do marco regulatório do setor, ampliando a fiscalização e estabelecendo regras para o funcionamento das empresas autorizadas.
A nova medida visa dificultar a atuação de plataformas clandestinas e reforçar o controle sobre um mercado que movimenta bilhões de reais por ano no país.
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