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Economia

Pagamentos digitais ampliam acesso ao crédito no Brasil

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O avanço dos pagamentos digitais no Brasil tem reconfigurado o mercado financeiro e ampliado o acesso da população a novas modalidades de crédito. Impulsionado pelo sucesso do Pix, que já responde por mais da metade das transações financeiras no país, e pelo crescimento do Open Finance, que conecta mais de 65 milhões de contas e movimenta cerca de R$ 1,2 bilhão por mês, o país vive uma transformação estrutural que reduz barreiras históricas e fortalece a inclusão financeira.

Segundo Rodrigo Drummond, diretor financeiro da fintech de crédito UNI FY, “o Pix deixou de ser apenas um meio de pagamento de baixo custo e tornou-se infraestrutura crítica para distribuição de serviços e liquidez em tempo real, viabilizando a era das finanças embutidas”.

Na visão do executivo, essa evolução abre espaço para novas soluções, como o Pix Consignado, previsto para 2026, que permitirá que trabalhadores autônomos e microempreendedores utilizem recebíveis futuros como garantia de crédito, com juros menores e liquidez imediata.

“Além de trazer maior competitividade para servidores e aposentados, a modalidade destrava o mercado de trabalhadores CLT e atinge o público subatendido da gig economy e informais, utilizando modelos híbridos de antecipação e score alternativo”, salienta.

Outro movimento relevante é a antecipação salarial, que integra o ecossistema da UNI FY como parte de uma plataforma de crédito contínuo e contextual. Para Fabio Martins, CEO da fintech, essas soluções podem oferecer fôlego financeiro imediato e substituir linhas predatórias, criando bem-estar para o colaborador e fidelização para empresas.

Além dos avanços em produtos e serviços, o crescimento do crédito digital gera desafios regulatórios e operacionais. Em 2026, o governo federal reduziu gradualmente a margem consignável de servidores públicos e estabeleceu limites para o custo efetivo total dos empréstimos, buscando maior transparência e combate a abusos.

Ao mesmo tempo, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) endureceu regras contra fraudes, exigindo validação biométrica e bloqueio automático de benefícios após cada contratação. Essas medidas refletem a necessidade de coordenação entre agentes para mitigar riscos e garantir conformidade.

De acordo com Drummond, a maioria das reclamações registradas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) envolve práticas abusivas ou fraudes, e o INSS contabilizou um aumento nas queixas sobre empréstimos não autorizados, o que levou o Tribunal de Contas da União a exigir documentação rigorosa de consentimento. “O principal risco hoje não é tecnológico, mas sim a coordenação entre os agentes para mitigar a judicialização e garantir conformidade e transparência absoluta”, afirma.

Para enfrentar esse cenário, a UNI FY se posiciona como uma fintech que combina tecnologia, meios de pagamento, crédito consignado e experiência digital em uma única plataforma. A empresa aposta no modelo Consignado as a Service (CaaS), que automatiza o fluxo de originação e identifica a margem e os descontos, além de implementar jornadas de consentimento digital auditáveis, com biometria facial e assinaturas eletrônicas.

Martins explica que a empresa também utiliza inteligência artificial para monitoramento antifraude em tempo real e recorre ao Open Finance para modelagem de score alternativo. “A tecnologia não apenas gera eficiência interna, mas reconfigura o produto em tempo real, respondendo às exigências regulatórias e às necessidades dos clientes”, sustenta.

O Brasil, que já se destaca globalmente pela inovação em pagamentos digitais, avança para um modelo em que crédito e liquidez se tornam parte do cotidiano, integrados ao fluxo de renda e sustentados por tecnologia. Segundo os executivos, os próximos passos da UNI FY estão fundamentados em um plano de aceleração que prevê expansão de canais e parcerias, escalabilidade do modelo CaaS e fortalecimento das ferramentas de governança e compliance.

A estratégia inclui ainda consolidar a fintech como hub tecnológico e financeiro para correspondentes bancários e instituições que operam crédito digital. “Não somos apenas fornecedores de tecnologia, mas uma infraestrutura que atua com o objetivo de apoiar as instituições na captura desse valor com a segurança jurídica e a escala que o momento exige”, conclui Martins.

Para saber mais, basta acessar: http://meuunify.com.br



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Como surgiu o conceito da Expo Empreendedor?

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A jornada de Rubens e Rafael Manfredini no mercado de eventos começou em um cenário de alta dispersão, onde gerenciavam um portfólio descentralizado com cerca de 30 marcas de feiras segmentadas, como casamentos e eventos sociais. Esse modelo, embora funcional, exigia uma logística complexa e itinerante, com eventos menores ocorrendo mensalmente em diversos locais, o que limitava o impacto real e a escalabilidade das operações. Sobre esse período, Rubens Manfredini reflete: “Nós éramos especialistas em fragmentação; tínhamos dezenas de eventos, mas sentíamos que cada um deles tocava apenas uma pequena fração do potencial que o empreendedor brasileiro realmente precisava para crescer.”

Com uma visão empreendedora voltada para a otimização, os irmãos perceberam que manter dezenas de eventos isolados era insustentável para um salto de maturidade. A decisão de centralizar esforços deu origem à Expo Empreendedor, concebida para funcionar como um “guarda-chuva” estratégico, reunindo, em um único local e período, as necessidades essenciais de todo o ecossistema empreendedor brasileiro. Rafael Manfredini destaca a importância dessa mudança de paradigma: “Percebemos que o segredo não estava em fazer mais eventos, mas em criar um único grande ecossistema onde o networking e o negócio acontecessem de forma orgânica e em escala.”

Essa consolidação permitiu uma transformação radical na escala das operações, elevando os organizadores de eventos pontuais ao posto de articuladores de um polo que movimenta hoje mais de 300 milhões de reais em negócios diretos e indiretos. A transição foi além da logística, focando na construção de valor para o pequeno e médio empresário. “Nosso objetivo ao criar a Expo foi unificar conhecimento e oportunidade. Queríamos que o empresário saísse de lá com mais do que apenas conexões, mas com ferramentas práticas para alavancar seu crescimento real,” explica Rubens Manfredini sobre o propósito central da marca.

O impacto dessa estratégia é validado por números expressivos que consolidam a Expo Empreendedor como um marco no setor, passando de eventos menores para um ecossistema que reúne cerca de 400 expositores e atrai 50.000 visitantes por edição. Essa centralização não apenas simplificou a gestão dos irmãos, mas ampliou significativamente a visibilidade e o alcance de cada expositor envolvido. Rafael complementa: “O feedback do mercado foi claro: quando você reúne os principais players em um só lugar, a eficiência do negócio aumenta exponencialmente, e o valor gerado para o ecossistema se torna incalculável.”

Hoje, a trajetória dos irmãos Manfredini serve como um estudo de caso sobre a importância de saber quando abandonar a gestão fragmentada em favor de uma plataforma centralizada e de alta visibilidade. Ao fortalecerem o papel vital dos pequenos e médios negócios na economia brasileira, eles provam que a verdadeira escalabilidade nasce da capacidade de enxergar o todo, e não apenas as partes. A transição para o modelo macro não foi apenas uma escolha comercial, mas uma missão de transformar o cenário empresarial através da união estratégica de forças.

SERVIÇO

Evento: Expo Empreendedor 2026

Data: 24 e 25 de julho de 2026

Local: Expo Center Norte

Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – São Paulo/SP

Ingressos: https://expoempreendedor.com.br/



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