Economia
Geração solar chega a 55 GW e vira 2ª maior fonte
Economia
A geração de energia solar superou a marca de 55 gigawatts (GW) de potência instalada operacional no Brasil. O setor adicionou 1,6 GW ao sistema nacional nos primeiros meses do ano, conforme dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Com este volume, a tecnologia fotovoltaica representa 22,2% de toda a capacidade instalada da matriz elétrica nacional. Portanto, consolidando-se como a segunda maior fonte de energia do país.
A maior fatia do setor provém da geração própria de energia solar — instalada em telhados e terrenos —, que soma 37,6 GW em cerca de cinco milhões de imóveis. O restante, que equivale a 17,6 GW, tem origem nas grandes usinas fotovoltaicas conectadas diretamente ao Sistema Interligado Nacional (SIN). De acordo com o balanço, os consumidores instalaram mais de 147 mil novos sistemas solares no primeiro trimestre do ano. Logo, expandindo o atendimento para 228,7 mil propriedades.
Anderson Oliveira, que atua diretamente no direcionamento estratégico e na expansão da tecnologia fotovoltaica, valida o crescimento do setor a partir do acompanhamento das demandas do mercado nacional. Como CEO Operacional do Grupo EcoPower Eficiência Energética, Anderson lidera a execução e a logística técnica de grandes projetos, conectando o avanço estatístico da matriz à realidade prática de milhares de consumidores. Em análises técnicas publicadas no portal EcoPower Notícias, o executivo correlaciona o aumento da eficiência dos sistemas à necessidade de redução de custos e otimização do consumo de energia no país.
O impacto dos projetos fotovoltaicos no consumo
“A EcoPower atua no desenvolvimento, instalação e manutenção de projetos fotovoltaicos personalizados para residências, empresas, indústrias e propriedades rurais. Ao instalar painéis solares, o consumidor passa a produzir a própria eletricidade a partir da luz do sol, reduzindo a dependência da rede de distribuição convencional em até 95%. Além da durabilidade do produto, com cerca de 25 anos”, destaca Anderson.
Assim, as estatísticas setoriais indicam que o segmento fotovoltaico gerou mais de R$ 251,1 bilhões em investimentos acumulados desde 2012. Além disso, a atividade impulsionou a criação de 1,6 milhão de empregos verdes e gerou uma arrecadação tributária superior a R$ 78 bilhões. Em termos ambientais, o uso da tecnologia evitou a emissão de 66,6 milhões de toneladas de gás carbônico (CO²) na atmosfera.
Diante desses indicadores econômicos e ambientais, Anderson avalia que o volume de investimentos e a abertura de postos de trabalho consolidam a relevância da tecnologia fotovoltaica e a conscientização da população para o desenvolvimento sustentável do país. “A energia solar vai de encontro a uma conscientização que é global: a sustentabilidade. Além dela, a economia que proporciona às famílias, às empresas, indústrias e propriedades rurais em suas contas de energia elétrica impulsiona a economia do país. O valor mensal economizado é investido em diversas áreas, como viagens, ampliações das empresas, novas tecnologias etc.”, afirma o executivo.
Distribuição de mercado e os desafios regulatórios
As residências lideram a fatia de unidades consumidoras abastecidas pela geração própria, representando 69,2% do total. Os estabelecimentos comerciais respondem por 18,4%, enquanto as propriedades rurais concentram 9,9%. No mapeamento regional, o estado de Minas Gerais ocupa a liderança nacional com mais de 900 mil imóveis operando com captação própria. O estado de São Paulo figura na segunda posição, com 756 mil instalações, seguido pelo Rio Grande do Sul, que contabiliza 468 mil sistemas homologados.
Apesar dos indicadores de crescimento, as entidades representativas apontam obstáculos regulatórios. A Absolar cita prejuízos decorrentes de cancelamentos de projetos pelas distribuidoras locais, além da ausência de ressarcimento financeiro aos investidores quando ocorrem cortes na geração de usinas centralizadas pela agência reguladora. No segmento de microgeração, as empresas enfrentam restrições sob o argumento técnico de inversão de fluxo na rede elétrica. Para solucionar os impasses estruturais, o setor defende atualizações no marco legal da micro e minigeração distribuída por meio de novas propostas legislativas no Congresso Nacional.
Economia
Trabalhadores nascidos em setembro e outubro recebem abono salarial
Os trabalhadores nascidos em setembro e em outubro que ganharam até R$ 2.766 com carteira assinada em 2024 recebem nesta quarta-feira (15) o abono salarial de 2026. Neste quarto lote, serão liberados R$ 5,4 bilhões para 4.339.996 beneficiários.
O valor do benefício varia de R$ 136 a R$ 1.621, conforme a quantidade de meses trabalhados em 2024 . O calendário segue de forma escalonada ao longo de 2026, de acordo com o mês de nascimento.
Quem recebe neste lote
Do total de contemplados em maio:
• 3.840.487 são trabalhadores da iniciativa privada, inscritos no Programa de Integração Social (PIS), com pagamento feito pela Caixa Econômica Federal, somando R$ 4,8 bilhões;
• 499.509 são servidores públicos, inscritos no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), pagos pelo Banco do Brasil, com total de cerca de R$ 600 milhões.
Quem tem direito ao Abono Salarial
Tem direito ao benefício o trabalhador que:
• Está inscrito no Pis/Pasep há pelo menos cinco anos;
• Trabalhou com carteira assinada por no mínimo 30 dias em 2024;
• Recebeu remuneração média mensal de até R$ 2.766 no ano-base;
• Teve os dados corretamente informados pelo empregador no e-Social.
Instituído pela Lei nº 7.998/90, o abono salarial pode chegar até a um salário mínimo, proporcional ao período trabalhado. Os recursos vêm do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), com a habilitação feita pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Como o pagamento é feito
Para trabalhadores da iniciativa privada (PIS)
• A Caixa Econômica Federal realiza o pagamento prioritariamente por:
• Crédito em conta corrente ou poupança da Caixa;
• Depósito em Poupança Social Digital, movimentada pelo aplicativo Caixa Tem.
Quem não possui conta pode sacar:
• Com Cartão Social e senha em lotéricas, caixas eletrônicos e correspondentes CAIXA Aqui;
• Nas agências, com documento oficial com foto;
• Sem cartão, por meio de biometria cadastrada.
Para servidores públicos (Pasep)
O Banco do Brasil faz o pagamento por:
• Crédito em conta bancária;
• Transferência via TED ou Pix;
• Saque presencial nas agências, para quem não é correntista e não possui chave Pix.
Como consultar
Os trabalhadores podem verificar informações sobre valor, data e habilitação pelos seguintes canais:
• Aplicativo Carteira de Trabalho Digital;
• Portal Gov.br;
• Telefone 158 (Ministério do Trabalho);
• Aplicativos Caixa Tem e Benefícios Sociais Caixa;
• Atendimento Caixa ao Cidadão: 0800-726-0207.
A expectativa é que, em 2026, cerca de 22,2 milhões de trabalhadores recebam o abono salarial.
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