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Engenharia detalhada elimina erros de obras em steel framing

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A industrialização da construção civil exige um nível de planejamento técnico que vai além da aprovação do projeto arquitetônico. No steel framing, sistema construtivo estruturado por perfis de aço galvanizado, a execução da obra depende de uma etapa fundamental: a engenharia detalhada, responsável por converter o projeto aprovado em informações técnicas que orientam a fabricação dos componentes e a montagem da estrutura.

Conhecida também como documentação executiva, essa fase é conduzida por engenheiros e arquitetos habilitados e estabelece, com precisão, todas as especificações necessárias para a construção. É nesse momento que são definidos os perfis estruturais, os quantitativos de materiais, as condições de carregamento da edificação e os procedimentos de montagem, criando uma base técnica que garante previsibilidade ao processo construtivo.

Diferentemente dos métodos convencionais, em que diversas definições são tomadas durante a execução da obra, o steel framing exige que as decisões estruturais estejam consolidadas antes do início da construção. O resultado é um processo mais controlado, com maior rastreabilidade das informações e menor margem para improvisações em campo.

“A engenharia detalhada é o elo entre o projeto e a execução. É nessa fase que transformamos conceitos e desenhos arquitetônicos em informações técnicas precisas para fabricação e montagem da estrutura. Sem esse processo, não é possível garantir a integridade construtiva, a rastreabilidade dos componentes e a eficiência que caracterizam o steel framing”, afirma André Rossi, gerente de Desenvolvimento e Novos Negócios da Barbieri do Brasil, empresa especializada na fabricação de perfis de aço galvanizado para sistemas de Light Steel Framing.

A documentação gerada nesta etapa contempla cinco conjuntos principais de informações: memória de cálculo estrutural, cálculo de materiais, desenhos de oficina, desenhos de montagem e listas de corte. Juntos, esses documentos orientam desde a fabricação dos componentes até a sequência correta de instalação da estrutura no canteiro.

A memória de cálculo avalia as cargas que a edificação deverá suportar, considerando fatores como localização geográfica, características de uso e desempenho estrutural. Já o cálculo de materiais determina todos os insumos necessários para a execução da obra. Os desenhos de oficina detalham painéis, treliças e demais elementos estruturais, enquanto os desenhos de montagem orientam a instalação dos componentes em campo. As listas de corte, por sua vez, especificam quantidade, tipo e comprimento de cada perfil utilizado na estrutura.

“Além de assegurar a conformidade estrutural do projeto, a engenharia detalhada também desempenha papel estratégico na otimização da obra, identificando oportunidades de racionalização de materiais, ganhos de produtividade e maior eficiência construtiva, contribuindo para reduzir desperdícios e melhorar o aproveitamento dos recursos”, explica Rossi.

Com o crescimento do steel framing no Brasil, impulsionado pela busca por produtividade, controle de qualidade e industrialização da construção, a engenharia detalhada se consolida como uma das etapas mais importantes para garantir o desempenho e a confiabilidade dos empreendimentos executados com o sistema.



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Trabalhadores nascidos em setembro e outubro recebem abono salarial

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Os trabalhadores nascidos em setembro e em outubro que ganharam até R$ 2.766 com carteira assinada em 2024 recebem nesta quarta-feira (15) o abono salarial de 2026. Neste quarto lote, serão liberados R$ 5,4 bilhões para 4.339.996 beneficiários.

O valor do benefício varia de R$ 136 a R$ 1.621, conforme a quantidade de meses trabalhados em 2024 . O calendário segue de forma escalonada ao longo de 2026, de acordo com o mês de nascimento.

Quem recebe neste lote

Do total de contemplados em maio:

• 3.840.487 são trabalhadores da iniciativa privada, inscritos no Programa de Integração Social (PIS), com pagamento feito pela Caixa Econômica Federal, somando R$ 4,8 bilhões;

• 499.509 são servidores públicos, inscritos no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), pagos pelo Banco do Brasil, com total de cerca de R$ 600 milhões.

Quem tem direito ao Abono Salarial

Tem direito ao benefício o trabalhador que:

• Está inscrito no Pis/Pasep há pelo menos cinco anos;

• Trabalhou com carteira assinada por no mínimo 30 dias em 2024;

• Recebeu remuneração média mensal de até R$ 2.766 no ano-base;

• Teve os dados corretamente informados pelo empregador no e-Social.

Instituído pela Lei nº 7.998/90, o abono salarial pode chegar até a um salário mínimo, proporcional ao período trabalhado. Os recursos vêm do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), com a habilitação feita pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Como o pagamento é feito

Para trabalhadores da iniciativa privada (PIS)

• A Caixa Econômica Federal realiza o pagamento prioritariamente por:

• Crédito em conta corrente ou poupança da Caixa;

• Depósito em Poupança Social Digital, movimentada pelo aplicativo Caixa Tem.

Quem não possui conta pode sacar:

• Com Cartão Social e senha em lotéricas, caixas eletrônicos e correspondentes CAIXA Aqui;

• Nas agências, com documento oficial com foto;

• Sem cartão, por meio de biometria cadastrada.

Para servidores públicos (Pasep)

O Banco do Brasil faz o pagamento por:

• Crédito em conta bancária;

• Transferência via TED ou Pix;

• Saque presencial nas agências, para quem não é correntista e não possui chave Pix.

Como consultar

Os trabalhadores podem verificar informações sobre valor, data e habilitação pelos seguintes canais:

• Aplicativo Carteira de Trabalho Digital;

• Portal Gov.br;

• Telefone 158 (Ministério do Trabalho);

• Aplicativos Caixa Tem e Benefícios Sociais Caixa;

• Atendimento Caixa ao Cidadão: 0800-726-0207.

A expectativa é que, em 2026, cerca de 22,2 milhões de trabalhadores recebam o abono salarial.



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