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Após fim da Elo7, artesãos buscam novas alternativas

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Ao longo de sua trajetória, a Elo7 reuniu uma ampla comunidade de artesãos, artistas independentes e pequenos empreendedores que encontraram no marketplace um canal para comercializar seus produtos em todo o país. Para muitos desses vendedores, além de ser a principal fonte de renda, a plataforma concentrava parte relevante do histórico de seus negócios, incluindo informações sobre clientes, reputação construída ao longo dos anos e registros de vendas.

Com o encerramento das operações, uma das principais preocupações passou a ser a migração desses dados para outros ambientes digitais com funcionamento parecido. Uma delas é a Artesanou, marketplace criado para a comercialização de produtos artesanais e personalizados, que tem recebido parte dos lojistas que atuavam na Elo7.

Segundo Renato Máximo, fundador da Artesanou, a movimentação ocorreu logo após o anúncio do encerramento da antiga plataforma.

“Começamos a receber contatos de vendedores procurando informações sobre cadastro, importação de produtos e funcionamento da plataforma. Muitos estavam tentando entender como reorganizar seus negócios e quais seriam os próximos passos após o encerramento da Elo7”, afirma.

Além da busca por novos canais de venda, a preservação dos dados das lojas tornou-se uma preocupação recorrente entre os empreendedores afetados. Para atender a essa demanda, a Empreender desenvolveu uma funcionalidade no aplicativo Automágico que permite gerar planilhas contendo informações de produtos, clientes e avaliações armazenadas na Elo7.

De acordo com Bruno Brito, CEO da Empreender, a iniciativa surgiu a partir das dúvidas apresentadas pelos próprios vendedores durante o período de transição.

“Observamos que muitos empreendedores estavam procurando maneiras de manter acesso às informações construídas ao longo dos anos. A possibilidade de exportar esses dados ajuda os lojistas a terem mais autonomia para decidir quais caminhos seguir a partir de agora”, diz.

A migração para novas plataformas, no entanto, envolve desafios que vão além da transferência de informações. Dependendo da estrutura adotada por cada vendedor, pode ser necessário recriar processos, adaptar cadastros e reconstruir parte da presença digital anteriormente concentrada em um único canal.

Enquanto os lojistas avaliam diferentes alternativas para dar continuidade às suas operações, o encerramento da Elo7 marca uma mudança significativa em um segmento que, durante mais de uma década, teve na plataforma um dos seus principais pontos de encontro no comércio eletrônico brasileiro. Para muitos artesãos, o momento é de adaptação e reorganização, em meio à busca por novas formas de manter seus negócios ativos na internet.



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Insuficiência cardíaca atinge 2 milhões de brasileiros

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Considerada a via final de diversas doenças cardiovasculares, a Insuficiência Cardíaca (IC) segue entre as principais causas de internação, re-hospitalização e mortalidade cardiovascular no Brasil. Apesar do nome, a condição não significa que o coração “parou de funcionar”, mas sim que perdeu a eficiência de bombear sangue adequadamente para suprir as necessidades do organismo.

Com impacto crescente sobre pacientes, famílias e o sistema de saúde, a doença afeta aproximadamente 2 milhões de brasileiros e responde por cerca de 240 mil novos casos por ano. Entre 2014 e 2024, foram registradas mais de 2,2 milhões de internações relacionadas à insuficiência cardíaca no país. A região Sudeste concentra o maior volume de casos, com aproximadamente 931 mil hospitalizações no período, seguida pelo Nordeste, com mais de 503 mil.

O cenário reforça a relevância da doença como um importante desafio de saúde pública, especialmente diante do envelhecimento populacional e dos casos de hipertensão arterial, diabetes, obesidade e histórico de infarto.

Além do impacto clínico, essa doença também gera reflexos socioeconômicos significativos. Um levantamento do Centro de Inovação SESI em Saúde Ocupacional estima que a economia brasileira perca cerca de R$ 6 bilhões por ano em decorrência da redução da produtividade da população economicamente ativa acometida pela IC.

Como 9 de julho é o Dia Nacional de Alerta contra a Insuficiência Cardíaca, ampliar a conscientização sobre sinais, sintomas e fatores de risco torna-se fundamental para estimular o diagnóstico precoce através de intervenções médicas e evitar a progressão e piora da doença.

Para esclarecer as principais dúvidas sobre o tema, a cardiologista Dra. Ariane Vieira Scarlatelli Macedo (CRM-SP 106624), médica do ambulatório de miocardiopatias da Santa Casa de São Paulo e consultoria científica do Instituto Lado a Lado pela Vida, comenta os principais mitos e verdades relacionados à insuficiência cardíaca.

Insuficiência cardíaca é uma doença pontual? Mito.

“Trata-se de uma condição crônica e progressiva, mas que pode ser controlada com diagnóstico precoce, acompanhamento médico e tratamento adequado”, explica a cardiologista.

Cansaço excessivo e falta de ar podem ser sinais da doença? Verdade.

Entre os sintomas mais evidentes estão fadiga, falta de ar ao realizar esforços ou ao se deitar, inchaço nas pernas e tornozelos, tosse persistente, entre outros. De acordo com a Dra. Ariane, “muitas pessoas confundem esses sinais com ‘cansaço da idade’, e só procuram ajuda após agravamento dos sintomas, quando a doença já está instalada, levando ao atraso no diagnóstico”.

Só idosos desenvolvem insuficiência cardíaca? Mito.

“Embora seja mais frequente em pessoas acima dos 60 anos, a insuficiência cardíaca também pode acometer adultos mais jovens, especialmente aqueles com hipertensão descontrolada, histórico de infarto, diabetes, obesidade, doenças nas válvulas do coração, genéticas, dentre outras”, informa a cardiologista.

Quem teve infarto tem maior risco de desenvolver insuficiência cardíaca? Verdade.

Sem o tratamento correto, o infarto pode danificar o músculo cardíaco e comprometer a capacidade de bombeamento do coração. “Muitos casos de insuficiência cardíaca surgem como consequência de doenças cardiovasculares mal controladas ao longo do tempo”, alerta a especialista.

A insuficiência cardíaca tem tratamento? Verdade.

Os avanços da cardiologia nos últimos anos trouxeram novas opções terapêuticas que ajudam a controlar sintomas, reduzir hospitalizações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. “Mudanças no estilo de vida, prática de atividade física orientada, alimentação equilibrada e adesão ao tratamento são fundamentais”, recomenda a médica.

Inchaço nas pernas sempre é problema circulatório? Mito.

O edema pode ter diferentes causas, mas também pode ser um sinal importante de insuficiência cardíaca, principalmente quando associado à falta de ar e cansaço frequente.



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