Economia
ABF Expo apresenta franquias para todos os bolsos
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O mercado de franquias brasileiro segue em expansão e deve atrair milhares de empreendedores para a 33ª edição da ABF Franchising Expo, que acontece entre os dias 24 e 27 de junho, no Expo Center Norte, em São Paulo. Considerada a maior feira de franquias do mundo, o evento consolidou-se como um ambiente estratégico para geração de negócios, networking e expansão de marcas, favorecendo a comparação entre oportunidades e uma análise mais aderente aos objetivos e perfil de cada investidor.
Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o mercado de franquias registrou crescimento de 10,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando faturamento de R$ 72,7 bilhões. Nos últimos 12 meses, a receita acumulada chegou a R$ 308,4 bilhões, avanço de 10,7%.
Do outro lado, segundo a pesquisa GEM do Sebrae, a vontade de ser dono de uma empresa registrou maior crescimento no ano passado (6 p.p.) na comparação com a edição de 2024, passando da 3ª para a 2ª posição, com 40% das menções.
Com centenas de marcas expositoras, a feira oferece opções em diferentes faixas de investimento, regiões e segmentos, como Alimentação; Casa e Construção; Comunicação, Informática e Eletrônicos; Educação; Entretenimento e Lazer; Hotelaria e Turismo; Limpeza e Conservação; Moda; Saúde, Beleza e Bem-Estar; Serviços Automotivos e Serviços e Outros Negócios.
Entre os destaques desta edição estão redes que vêm acelerando seus planos de expansão:
Carflix
A Carflix, rede especializada na intermediação da compra e venda de veículos seminovos, marcará sua estreia na ABF Franchising Expo 2026. Atualmente, com 30 unidades em operação e outras 20 em fase de implantação, a marca encerrou 2025 com faturamento de R$ 250 milhões e projeta atingir R$ 600 milhões até o fim de 2026. A expectativa da rede é negociar mais 60 franquias até o final do ano e ampliar a sua presença em diferentes regiões do país, principalmente no Sul e Sudeste.
Milon
A marca premium de moda infantil do Grupo Kyly completou 20 anos e registrou crescimento de 22% em 2025, com faturamento de R$ 250 milhões. Atualmente, com mais de 135 lojas, projeta alcançar 155 unidades até o fim de 2026.
LavPop
Especializada em lavanderias de autosserviço, a rede soma mais de 135 operações e registrou expansão de 370% no faturamento no último ano. A expectativa é inaugurar mais 100 unidades em 2026.
Ensina Mais Turma da Mônica
Com mais de 100 escolas, a rede educacional foi um dos destaques de crescimento do Grupo MoveEdu em 2025, com alta de 35% no faturamento. Para este ano, prevê-se a abertura de 32 novas unidades.
Microlins
Uma das maiores redes de capacitação profissional do país conta com mais de 400 escolas em operação. Em 2025, cresceu 12% em faturamento e pretende inaugurar 41 novas unidades em 2026.
Prepara IA
Referência em cursos profissionalizantes com foco em inteligência artificial, a rede possui cerca de 300 escolas. A marca registrou crescimento de 8% no faturamento médio por unidade e planeja abrir 12 operações neste ano.
Yázigi
Entre as redes de franquias mais antigas do Brasil, a rede de ensino de idiomas está presente em mais de 120 cidades. Atualmente soma 240 operações e atende cerca de 70 mil alunos por ano.
Peça Rara Brechó
Com mais de 130 unidades em operação e meta de alcançar 300 lojas até 2030, o Peça Rara Brechó é uma das principais redes de moda circular do país. A marca investe em um modelo de franquias escalável: o formato Pocket, com 100 m², para cidades entre 80 mil e 300 mil habitantes.
Rede iGUi
A TRATABEM, microfranquia da Rede iGUi especializada em limpeza e manutenção de piscinas, será destaque na ABF Franchising Expo 2026 com seu modelo Home Office, investimento a partir de R$ 12,5 mil e isenção de royalties.
Mais informações sobre a feira podem ser consultadas no site oficial da ABF Expo.
Economia
Fintechs são notificadas por operar recursos de bets ilegais
O Ministério da Fazenda notificou 37 fintechs suspeitas de intermediar recursos de casas de apostas ilegais e determinou que as instituições interrompam qualquer relação financeira com essas empresas. A medida é uma das ações do governo para combater o mercado clandestino de bets e prevê o bloqueio dos valores movimentados, que poderão ser destinados aos cofres públicos caso as novas regras não sejam cumpridas.
As notificações foram enviadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), vinculada ao Ministério da Fazenda, em conjunto com a Receita Federal . Segundo o governo, as fintechs movimentaram recursos de cerca de 160 casas de apostas sem autorização para operar no Brasil, além de milhares de sites ligados a essas plataformas.
Os nomes das instituições notificadas não foram divulgados para preservar as investigações.
Prazo para adequação
As fintechs terão até 28 de agosto para se adaptar às novas regras aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) .
Até essa data, as instituições deverão encerrar o relacionamento com as empresas de apostas ilegais. Caso descumpram a determinação, poderão ser responsabilizadas solidariamente pelas operações e receber multas proporcionais ao montante movimentado.
A partir da entrada em vigor da resolução, as instituições terão 24 horas para bloquear todas as contas vinculadas às empresas notificadas.
Recursos bloqueados
A norma determina que, após o bloqueio, os valores depositados nas contas ficarão indisponíveis.
Também será proibida qualquer movimentação financeira destinada, direta ou indiretamente, à realização de apostas ilegais.
Os recursos bloqueados serão repassados ao Fundo Nacional de Segurança Pública, conforme prevê a regulamentação.
Base legal
A medida tem como fundamento um decreto editado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em junho, que criou mecanismos para bloquear recursos financeiros de casas de apostas ilegais e responsabilizar instituições que facilitem essas operações.
O decreto também autorizou a Secretaria de Prêmios e Apostas a notificar instituições financeiras envolvidas na intermediação de pagamentos para plataformas sem licença.
Embora as notificações já tenham sido enviadas, o governo decidiu conceder um período de adaptação antes da adoção das medidas de bloqueio e eventual abertura de processos administrativos.
Fiscalização ampliada
Segundo o Ministério da Fazenda, as 37 fintechs notificadas movimentaram recursos de aproximadamente 160 casas de apostas ilegais, responsáveis por mais de 40 mil sites .
Ao todo, o governo afirma já ter retirado do ar mais de 54 mil sites irregulares relacionados ao mercado clandestino de apostas.
A derrubada das páginas ocorre em parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), acionada pela Secretaria de Prêmios e Apostas.
Mercado irregular
De acordo com estimativas do governo, entre 41% e 51% das plataformas de apostas acessadas por brasileiros operam sem autorização, alcançando cerca de 25,2 milhões de usuários.
Essas empresas deixam de cumprir exigências impostas às operadoras regularizadas, como:
- pagamento da outorga de R$ 30 milhões;
- manutenção de sede no Brasil;
- constituição de reserva financeira para pagamento de prêmios;
- recolhimento de tributos;
- adoção de mecanismos de proteção ao apostador, como a autoexclusão;
- cumprimento das regras de publicidade e jogo responsável.
Regulamentação
A atividade de apostas de quota fixa foi autorizada em 2018, mas permaneceu sem regulamentação por vários anos.
A partir de 2023, o governo federal iniciou a estruturação do marco regulatório do setor, ampliando a fiscalização e estabelecendo regras para o funcionamento das empresas autorizadas.
A nova medida visa dificultar a atuação de plataformas clandestinas e reforçar o controle sobre um mercado que movimenta bilhões de reais por ano no país.
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