Sinop
Conferência Municipal de Saúde de Sinop ocorre nesta terça-feira (16) com debates sobre avanços e desafios do SUS
Sinop
A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e do Conselho Municipal de Saúde, realiza nesta terça-feira (16) a 10ª Conferência Municipal de Saúde de Sinop. O evento tem como objetivo discutir os avanços da saúde pública, avaliar os desafios atuais e construir propostas para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) nos âmbitos municipal, estadual e federal.
A programação ocorre no auditório da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), no Jardim Imperial, das 7h às 11h30 e das 13h às 17h. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pelo link: https://www.sinop.mt.gov.br/portal/paginas-dinamicas-categoria/42/10-conferencia-municipal-de-saude. Com o tema “Saúde, Democracia, Soberania e SUS: Cuidar do povo é cuidar do Brasil”, a conferência pretende reunir gestores, profissionais da saúde, usuários do SUS e representantes da sociedade civil. A proposta é ampliar a participação popular na construção das políticas públicas e fortalecer o diálogo entre a população e os responsáveis pela gestão da saúde pública.
O secretário municipal de Saúde, Érico Stevan, será um dos palestrantes da programação e apresentará o tema “Sinop que temos e a Sinop que queremos”, com reflexões sobre o cenário atual da saúde pública e as perspectivas para os próximos anos. “A conferência busca ouvir a população para que possamos resolver os problemas da saúde nos quatro cantos da cidade. O evento é uma oportunidade de dialogar com os participantes, compreender as demandas de cada cidadão sinopense, de cada bairro e de cada setor, para que possamos construir soluções que atendam às necessidades da população”, destacou o secretário.
O presidente do Conselho Municipal de Saúde, Yury Bezerra, ressaltou que a conferência representa um dos principais instrumentos de participação social na construção das políticas públicas de saúde. “O objetivo da conferência é a participação popular, tanto de trabalhadores da saúde, gestores e usuários do SUS, para que essas pessoas construam propostas de melhoria da saúde nos âmbitos municipal, estadual e federal. A programação foi organizada para mobilizar os participantes e criar um ambiente favorável à elaboração dessas propostas”, afirmou.
Durante o período da manhã, os participantes acompanharão palestras sobre financiamento do SUS, sustentabilidade fiscal e social, democracia, saúde como direito, soberania nacional, emergências climáticas, justiça socioambiental e modelos de atenção à saúde.
No período da tarde, os participantes serão divididos em grupos para leitura, debates e elaboração de propostas. As discussões ocorrerão em quatro eixos temáticos: democracia, saúde como direito e soberania nacional; financiamento adequado e suficiente para o SUS; desafios da saúde diante das emergências climáticas e da justiça socioambiental; e modelo de atenção à saúde com territórios integrados e cuidado integral.
As propostas construídas durante os grupos de trabalho serão apresentadas e submetidas à aprovação dos participantes. Ao todo, serão definidas 12 propostas que representarão Sinop na etapa estadual da conferência. Também ocorrerá a apresentação e a eleição dos delegados que participarão da 10ª Conferência Estadual de Saúde, etapa responsável por encaminhar as contribuições dos municípios para as discussões em nível estadual e nacional.
Sinop
Prefeitura de Sinop reúne instituições para construir Plano Decenal de Enfrentamento à Violência contra a Mulher
A Prefeitura de Sinop, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres e da Secretaria de Assistência Social, promoveu um importante encontro, na manhã de hoje (17), com o objetivo de construir propostas para o Plano Municipal de Metas para o Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Participaram da agenda representantes de Secretarias Municipais, Conselhos, Forças de Segurança, Justiça, Sociedade Civil Organizada, além da Rede de Enfrentamento.
Os participantes foram distribuídos em grupos de trabalho, de acordo com a afinidade de atuação de cada um, para discutir os quatro eixos temáticos do Plano: Educação e Comunicação; Atendimento e Segurança Pública; Justiça e Atenção às Vítimas; e Governança.
A coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres, Professora Branca, destacou que a elaboração do plano é uma responsabilidade compartilhada entre o município e as instituições que atuam na rede de proteção. “Estamos reunidos com representantes de várias instituições, do campo e da cidade, associações e órgãos de segurança para debater o Plano Decenal. Essa junção de trabalho, dentro dos quatro eixos propostos pelos planos Nacional e Estadual, está sendo discutida hoje com pessoas relevantes para nos ajudar a controlar esse índice que tem preocupado a gestão e toda a sociedade. Finalizadas as ações, metas e indicadores, o plano será encaminhado ao prefeito para formalização por Decreto e, posteriormente, ao Estado”, explicou.
A gestora de Programas e Projetos, Lauren Menegon, ressaltou que o planejamento será fundamental para ampliar o acesso a investimentos voltados às políticas públicas para as mulheres. “A elaboração desse plano em conjunto com o plano de metas do Governo do Estado é muito importante porque servirá como nosso guia norteador de ações, permitindo buscar recursos junto ao Governo do Estado e ao Governo Federal, por meio do Ministério das Mulheres. O município já desenvolve diversas ações voltadas a essa pauta, mas sabemos que, sem recursos, a execução se torna mais difícil”, afirmou.
Para a presidente da Rede de Enfrentamento, Eliane dos Santos, a ampla participação das instituições demonstra o comprometimento dos agentes e fortalece o planejamento das ações. “Temos aqui diversos representantes das instituições que integram essa rede. Isso mostra a sua força. Não basta apenas realizar as ações, é preciso planejar, colocar no papel, monitorar e avaliar o trabalho. Todas as instituições estão engajadas para enfrentar e combater essa situação de violência, e o resultado virá. Além disso, temos um forte trabalho preventivo com crianças e adolescentes para construir um futuro com menos violência”, destacou.
Representando o Ministério Público de Mato Grosso, o promotor de Justiça, Dr. Pedro Figueiredo, enfatizou que o plano busca garantir a continuidade das políticas públicas, independentemente das gestões. “O Ministério Público ressalta a importância da proteção da mulher em situação de violência doméstica. Estamos construindo um plano de dez anos focado no interesse público, sem pessoalizar ações. O município só tem a ganhar, especialmente as mulheres. Em Sinop existe uma Rede de Enfrentamento muito ágil, muito atuante e conectada para a proteção das vítimas de violência doméstica”, enalteceu.
A delegada da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Dra. Renata Evangelista, reforçou que o planejamento permitirá aperfeiçoar o acolhimento às vítimas e reduzir os índices de violência. “Essa atuação conjunta de todos os órgãos, planejando como essa mulher será acolhida e de que maneira podemos ajudá-la, é de suma importância. Sentar, identificar os gargalos e discutir como ocupar esses espaços é o caminho para conseguirmos tirar essa mulher do ciclo de violência e diminuir os índices, inclusive de feminicídio”, afirmou.
A major Priscila Megier, do 4º Batalhão de Bombeiros Militar, destacou que as forças de segurança costumam ser o primeiro contato das vítimas com a rede de proteção e, por isso, a integração entre as instituições é essencial. “Nós somos, muitas vezes, o primeiro contato dessa mulher vítima de violência com a administração pública e com a rede de proteção. Eventos como esse promovem integração entre os agentes de segurança, o Poder Judiciário e o Executivo. Quem ganha com isso é a sociedade, as mulheres e também as instituições, que passam a atuar de forma conjunta”, ressaltou.
A sargento Marineia, da Patrulha Maria da Penha, explicou que o trabalho da equipe ocorre após o registro da ocorrência, acompanhando as mulheres beneficiadas por medidas protetivas. “A atuação da Patrulha Maria da Penha é pós-ocorrência. Depois do boletim de ocorrência e da concessão da medida protetiva, fazemos o acompanhamento da vítima, visitas e a fiscalização do cumprimento dessas medidas. Tem aumentado significativamente a quantidade de medidas protetivas, o que significa que mais mulheres estão denunciando e encontrando coragem para buscar ajuda”, informou.
A coordenadora da Proteção Social Especial (PSE) e Promoção da Igualdade Racial, Marilene Pereira, destacou a importância de garantir que o plano contemple a realidade de todas as mulheres. “É importante que o Plano Decenal aconteça com a participação representativa de todas. Trazer para essa pauta as necessidades vivenciadas pelas mulheres negras, indígenas, quilombolas e de outros grupos vulneráveis fará com que esse plano venha ao encontro das necessidades de todas as mulheres de Sinop”, afirmou.
Encerrando as manifestações, a diretora-executiva da União das Entidades de Sinop (Unesin), Daniela Melhorança, ressaltou o papel da educação, da comunicação e da participação da sociedade no enfrentamento à violência. “Quando falamos de violência contra a mulher, falamos de uma violência que atinge toda a família. Não há como vencer essa batalha sem educação e comunicação. Hoje existe a falsa sensação de que a violência está aumentando, quando, na realidade, ela está sendo exposta, e isso é importante para que seja combatida. A sociedade civil é fundamental para divulgar, fiscalizar, alertar e educar. É uma missão de todos não se calar diante da violência. Esse trabalho é importante porque norteia as atitudes do Executivo, do Legislativo e da sociedade civil no combate à violência contra a mulher”, concluiu.
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