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GUERRA PELO COMANDO

Dilemário sai da liderança e tenta sobreviver na disputa pela Câmara

Publicado em

Cuiabá

O vereador Dilemário Alencar (UB) oficializou a saída da liderança do governo do prefeito Abilio Brunini(PL) na Câmara Municipal de Cuiabá. A decisão foi comunicada ao chefe do Executivo após um ano e quatro meses no cargo.

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Nos bastidores, a saída é vista como um movimento estratégico para fortalecer a pré-candidatura de Dilemário à presidência da Câmara. A eleição da nova Mesa Diretora deve ocorrer até outubro deste ano e já movimenta articulações entre os vereadores da Capital.

A decisão ganhou força após Abilio declarar apoio à reeleição da atual presidente da Casa, Paula Calil, o que acabou ampliando o distanciamento político entre o prefeito e o parlamentar.

No ofício encaminhado ao Executivo, Dilemário agradeceu pela oportunidade de ocupar a função e destacou que exerceu o cargo com “honra e lealdade”, defendendo os interesses da gestão municipal e ajudando na aprovação de projetos considerados importantes para o município.

“Penso que exerci o referido cargo com honra e lealdade, onde no período de um ano e pouco mais de quatro meses, pude fazer a defesa da atual gestão municipal e ajudar o executivo cuiabano na articulação para aprovação de leis importantes”, escreveu o vereador.

O parlamentar afirmou ainda que a decisão foi tomada após conversas com familiares e aliados políticos. Segundo ele, a saída da liderança permitirá maior dedicação ao mandato e à construção do projeto de disputar o comando do Legislativo cuiabano.

“Chegamos ao consenso de que é hora de abdicar da função de Líder, onde demanda muito trabalho e tempo, para que possa me dedicar mais ao meu mandato eletivo e construir o projeto de ser eleito o próximo presidente da Câmara Municipal de Cuiabá”, diz outro trecho do documento.

Apesar da saída da liderança, Dilemário ressaltou que continuará integrando a base de sustentação do prefeito na Câmara Municipal.

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Cuiabá

CS Mobi recorre à Justiça para tentar barrar CPI que apura prejuízo de mais de R$ 700 milhões aos cofres públicos de Cuiabá

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O corpo jurídico das empresas Promulti e CS Mobi recorreu à Justiça para tentar suspender os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o contrato de concessão firmado entre a empresa e a gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD).

A CPI foi instaurada para apurar possíveis irregularidades no Contrato de Concessão Administrativa nº 558/2022, cujo impacto financeiro poderá ultrapassar R$ 700 milhões em prejuízos aos cofres públicos de Cuiabá. O contrato unificou a exploração do estacionamento rotativo, das ações de marketing e de todas as modalidades comerciais do novo Mercado Municipal Miguel Sutil, localizado no Centro Histórico da Capital.

De acordo com os levantamentos da Comissão, considerando os aditivos e reajustes previstos contratualmente, o valor total da concessão poderá atingir R$ 1,226 bilhão ao longo dos 30 anos de vigência do contrato celebrado pela administração anterior.

A decisão liminar foi proferida pelo juiz Paulo Márcio Soares de Carvalho, da 4ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Cuiabá, após o encerramento do expediente da Câmara Municipal.

A Comissão Parlamentar de Inquérito tomou conhecimento da decisão somente após a última oitiva realizada na manhã desta quarta-feira (8). Na ocasião, os quatro convocados Éder Galiciani, contador-geral do Município; Alexandre César Lucas, diretor-presidente da Cuiabá Regula; Priscila Rodrigues do Nascimento Moraes Berber, presidente da Comissão do Contrato; e o representante legal do Consórcio Evvia Ico Cuiabá, responsável pela verificação independente do contrato, não compareceram, apresentando justificativas distintas para as ausências.

Para o presidente da CPI, vereador Tenente-Coronel Dias, a iniciativa judicial representa uma tentativa de dificultar o andamento das investigações e acelerar a inauguração do novo Mercado Municipal Miguel Sutil.

“Quem não deve, não teme. A empresa demonstra grande preocupação com o avanço da nossa CPI. Como já foi amplamente divulgado à imprensa, estamos caminhando para a elaboração do relatório final. Há diversas questões que precisam ser esclarecidas pela empresa e pelos responsáveis por esse contrato”, afirmou o parlamentar.

O presidente da Comissão também contestou os argumentos apresentados pela empresa para obtenção da liminar e informou que novos elementos serão apresentados durante a sessão plenária desta quinta-feira (9).

“A liminar trata, sobretudo, do pedido para que a advogada Rosana Laura Castro Farias Ramires e outros membros envoltos no contrato fossem desobrigados de comparecessem às oitivas afirmando que os trabalhos da Comissão permaneceram paralisados por 114 dias e que lhes faltaram informações, o que não procede. À empresa, digo com tranqüilidade, as únicas informações que realmente faltaram foram as explicações plausíveis que deveriam ter sido apresentadas pelos responsáveis por esse contrato milionário, que poderá causar prejuízos de, no mínimo, R$ 700 milhões aos cofres públicos e aos cuiabanos”, concluiu o presidente.

Antes da referida liminar, a empresa solicitou acesso integral aos documentos da CPI perante a 5ª Vara Especializada da Fazenda Pública, o pedido foi indeferido pelo juiz Roberto Teixeira Seror.

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