Economia
Escolha de pagamento exige critério na Black Friday
Economia
Com a proximidade da Black Friday, principal data do calendário varejista, milhares de empreendedores se debruçam sobre planilhas e planejamento para preparar suas operações. Na edição de 2025, segundo ICVA Cielo, o protagonismo do e-commerce e do Pix como forma de pagamento mostram que o consumidor está cada vez mais exigente e conectado, evidenciando que o varejista precisa investir em tecnologia e integração de canais para acompanhar essa transformação.
No entanto, um levantamento da Cielo, líder em tecnologia e serviços para o varejo, alerta para um erro comum que custa caro no momento de alta demanda como o que ocorre com a data: escolher soluções de pagamento olhando unicamente para os custos imediatos da maquininha.
Em períodos de altíssimo volume, a eficiência e a lucratividade do negócio dependem de como o ecossistema de pagamentos responde aos gargalos operacionais da empresa — seja a necessidade urgente de capital de giro para repor o estoque, a estabilidade do sistema no balcão ou a integração de múltiplos canais digitais.
“O insight central para o varejista nesta Black Friday é escolher a sua solução de pagamentos a partir do problema real que precisa resolver no negócio, e não por uma promessa genérica de menor taxa. Vender no pico exige olhar a operação de ponta a ponta. Uma dica fundamental é entender que uma ferramenta que evita o abandono de compra no site ou garante o dinheiro no mesmo dia para comprar mais mercadoria gera um resultado financeiro muito superior do que uma pequena fração economizada em taxa”, destaca Adriana Garbim, vice-presidente Comercial de Varejo e Empreendedores.
Para orientar os lojistas no planejamento da data, a executiva oferece dicas baseadas nos principais dilemas levantados no estudo.
Formas diversas de pagamento em toda a jornada
Na Black Friday, a compra acontece de forma pulverizada: loja física, WhatsApp, Instagram, e-commerce, links de pagamento e marketplaces. Somado a isso, o Estudo Geracional Cielo 2025 mostra que metade dos consumidores brasileiros escolhem o meio de pagamento antes mesmo de iniciar a compra. A dica é certificar-se de que sua tecnologia de pagamentos atue em múltiplos canais. Se a solução não oferecer um checkout fluido no e-commerce ou dificultar a venda rápida por link no WhatsApp, o consumidor não vai esperar.
Velocidade de recebimento para não prejudicar fluxo de caixa e estoque
Para muitos segmentos, receber o dinheiro mais rápido é mais importante do que obter a menor taxa. Na Black Friday, o caixa é um diferencial operacional indispensável para cobrir a reposição expressa de estoque, pagamento de logística e contratação de equipe temporária. A dica é avaliar modalidades de recebimento no mesmo dia ou no dia seguinte para garantir liquidez imediata durante a maratona de vendas.
Valor da integração
A melhor solução não é apenas a que cobra menos por transação, mas a que resolve gargalos do negócio. Na Black Friday, integrar pagamentos, canais de venda e sistemas de gestão permite acompanhar, em um só lugar, as vendas feitas na loja, pela internet, por link ou maquininha. Além de reduzir etapas manuais e facilitar a conciliação, essa integração amplia a visibilidade sobre os recebimentos e o fluxo de caixa, trazendo mais agilidade e controle justamente no período de maior movimento.
Custo total da operação
Muitos lojistas cometem o engano de comparar apenas o percentual das taxas que incidem sobre as transações de débito do crédito. Durante muito tempo, o pagamento foi visto apenas como uma transação, mas hoje ele pode conectar venda, recebimento, gestão financeira, crédito e fluxo de caixa. Por isso, a dica é colocar na ponta do lápis todos os componentes que impactam a margem: isenção ou aluguel dos terminais por metas de faturamento, tarifas do Pix, custos operacionais, facilidade de antecipação e a eficiência das ferramentas de gestão e conciliação financeira.
Instabilidades operacionais e abandono de vendas
No fim, a infraestrutura de pagamentos deve ser vista como parte essencial da experiência do cliente. Na loja física, além de garantir que as maquininhas estejam atualizadas, carregadas e conectadas, vale apostar em soluções que levem o pagamento até o consumidor, evitando filas nos horários de pico. Também é importante considerar a capacidade de suporte do parceiro de pagamentos. Em datas de grande movimento, contar com atendimento ágil e próximo faz diferença para resolver rapidamente eventuais ocorrências e evitar impactos nas vendas.” Já no online, como o WhatsApp — utilizado por 95% dos lojistas que vendem pela internet segundo pesquisa da Cielo com o Instituto Expertise —, o caminho é oferecer fluxos simples, com poucas etapas, informação de frete clara e o uso de links de pagamento para transformar a intenção em venda sem que o cliente precise sair da conversa.
Sobre a Cielo
Somos mais que uma máquina, somos a empresa de meios de pagamentos mais lembrada pelos brasileiros. Nosso propósito é simplificar e impulsionar negócios para todas as pessoas. Por isso, assumimos o compromisso de facilitar a gestão de estabelecimentos comerciais e transformar a vida daqueles que empreendem ou que desejam entrar nesse universo. Como acreditamos que a ponta de pagamento é apenas a porta de entrada para diversos serviços inteligentes e conectados entre si, nosso portfólio é recheado de soluções para atender às necessidades de mais de 780 mil clientes.
Entre eles, estão desde empreendedores individuais até os maiores varejistas do país. Somamos a tradição e a vanguarda de 30 anos de experiência com as soluções mais modernas disponíveis no mercado de meios de pagamentos. Tecnologia de ponta, logística eficiente e os mais rígidos padrões de segurança são as nossas marcas registradas. Sabemos que nenhum negócio nasceu para ficar parado e estamos sempre preparados para juntar forças e crescer com os nossos clientes.
Economia
Fraudes bancárias exigem análise de operações fora do perfil
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) reuniu, em outubro de 2026, entendimentos sobre fraudes envolvendo instituições financeiras e destacou a importância de verificar se as movimentações questionadas eram compatíveis com o comportamento habitual do cliente. No especial publicado pelo tribunal, aparecem como fatores relevantes o valor, a frequência, o horário, o local, o intervalo entre transações, a sequência das operações, o meio utilizado e a contratação atípica de empréstimos antes de pagamentos suspeitos.
Segundo Elisângela B. Taborda, advogada especialista em fraudes bancárias e golpes financeiros, esses elementos ajudam a compreender o que significa uma operação fora do perfil do cliente. “Não existe um valor único que transforme uma transação em suspeita. O que precisa ser observado é o quanto aquela movimentação se distancia do comportamento que a conta apresentava até então”, explica.
Na avaliação da advogada, o histórico financeiro funciona como uma linha de comparação. Um cliente pode realizar uma transferência elevada por uma razão legítima. A situação ganha outra dimensão quando surgem vários sinais ao mesmo tempo, como contratação repentina de crédito, aumento expressivo dos valores, novos destinatários e diversas transferências realizadas em poucos minutos.
A sequência temporal também pode revelar informações que não seriam percebidas ao observar cada operação separadamente. “Quando um empréstimo é contratado e, logo depois, o valor é dividido em várias transferências para contas que nunca haviam recebido recursos daquele cliente, a análise precisa considerar a sequência completa”, afirma Elisângela.
Esse raciocínio aparece no REsp 2.269.747, julgado pela Terceira Turma do STJ em setembro de 2026. O tribunal tratou da validação de operações suspeitas, atípicas e diferentes do perfil do correntista e relacionou a ausência de resposta eficaz dos mecanismos de segurança à análise de defeito na prestação do serviço bancário.
Para a advogada, um dos pontos centrais dessa discussão é diferenciar autenticação de compatibilidade. Senha, token, reconhecimento facial ou biometria demonstram que determinado mecanismo foi utilizado para validar uma operação, mas não explicam, isoladamente, se aquela movimentação correspondia ao comportamento financeiro habitual da conta. “A autenticação responde à dúvida de como a transação foi validada. A análise da fraude precisa responder também a se aquela movimentação”, observa.
Essa diferença é especialmente relevante em fraudes bancárias envolvendo engenharia social. Nesses golpes, a vítima pode ser induzida a confirmar uma transferência ou seguir comandos acreditando estar diante de uma orientação legítima. A existência de autenticação, portanto, integra a análise, mas não substitui a verificação do contexto, da sequência das movimentações e de eventual ruptura do padrão anterior.
Elisângela explica que uma operação fora do perfil também não é sinônimo automático de fraude. Uma mudança isolada pode decorrer de uma decisão legítima do cliente. O cenário se torna mais relevante quando diferentes elementos convergem, como frequência fora do normal, valores incompatíveis com o histórico, sucessivas movimentações em curto espaço de tempo e transferência imediata de recursos obtidos por crédito.
O intervalo entre as operações é outro dado que pode ajudar a reconstruir o ocorrido. Uma conta que permanece por meses com determinado comportamento e, em questão de minutos, passa a contratar crédito e movimentar valores muito superiores aos habituais apresenta uma alteração diferente daquela verificada em uma única transferência eventual. Para a especialista em fraudes bancárias, velocidade, frequência e sequência precisam ser avaliadas em conjunto com os demais registros da conta.
Os mecanismos antifraude também ocupam posição relevante nessa análise. Segundo a jurista, a discussão sobre responsabilidade bancária pode envolver a capacidade dos controles de reconhecer uma mudança significativa no padrão e a resposta adotada diante desses sinais. “Uma operação fora do perfil não significa automaticamente fraude, assim como a existência de fraude não significa automaticamente responsabilidade do banco”, ressalta.
Esse equilíbrio é importante em ações contra instituições financeiras decorrentes de golpes. A análise não deve partir da ideia de que toda perda financeira será atribuída ao banco, nem de que a autenticação elimina qualquer possibilidade de falha. Para Elisângela, é necessário verificar se havia sinais objetivos de anormalidade, se esses sinais eram detectáveis pelos mecanismos de segurança e se eventual deficiência teve relação com o prejuízo discutido.
Para a especialista, observar o conjunto dos fatos evita conclusões simplistas tanto contra a vítima quanto contra a instituição financeira. “Não basta perguntar se houve senha ou biometria. É preciso compreender o que aconteceu antes, durante e depois das transações e comparar essa sequência com o histórico real daquela conta”, afirma.
“A operação fora do perfil é percebida pela diferença entre o comportamento habitual e aquilo que aconteceu durante a fraude. Valor, frequência, velocidade, sequência, destinatários e contratação de crédito ajudam a revelar essa ruptura. É essa leitura conjunta que permite avaliar tecnicamente a atuação dos mecanismos de segurança e a eventual responsabilidade bancária”, conclui Elisângela B. Taborda.
-
Sinop6 dias atrásVice-Miss Universo Brasil destaca valorização da pessoa idosa em concurso promovido pela Prefeitura de Sinop
-
Política6 dias atrásCâmara aprova concessão de área por 20 anos para viveiro de mudas nativas em Lucas do Rio Verde
-
Mato Grosso6 dias atrásProcon de Cuiabá fiscaliza 52 postos de combustíveis durante Operação Ponto de Combustão
-
Sinop5 dias atrásDepósito de Resíduos Sólidos abre nesta sexta (30), sábado (31) e domingo (01/11) e fecha na segunda-feira (02/11)
-
Economia6 dias atrásIA mapeia teses dos tribunais e responde no chat do advogado
-
Economia5 dias atrásPitney Bowes Brasil e Clique Retire oficializam parceria
-
Entretenimento5 dias atrásFundación Reintegra Vence o F1® Allwyn Global Community Award no México por Transformar a Reintegração Social dos Jovens
-
Várzea Grande6 dias atrásCâmara promove palestra sobre saúde da mulher no Outubro Rosa — Câmara Municipal


