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Economia

Total de trabalhadores brasileiros que estudam bate recorde

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A relação dos brasileiros com o aprendizado está mudando. Por muito tempo, o diploma e o primeiro emprego marcavam o fim da fase de estudos. Essa lógica, porém, vem perdendo força. Em 2025, 15,5 milhões de trabalhadores também estavam estudando, alta de 27% em relação a 2019 – é o maior contingente já registrado. O valor representa 15,1% de toda força laboral ocupada do país. Há seis anos, essa proporção era de 13,1%. As conclusões são de uma análise feita pela Unico Skill com base nos microdados do módulo Educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgados em 19 de junho pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“A educação nunca foi tão importante para o crescimento profissional como agora”, diz Joca Oliveira, CEO da Unico Skill, empresa criadora do primeiro benefício de educação ilimitado do país. “As competências exigidas pelo mercado de trabalho estão mudando rapidamente, e acompanhar esse ritmo exige estudar e aprender de forma contínua”.

A graduação é o ensino mais procurado pelos trabalhadores brasileiros que estudam, com 42,6%. Em seguida, aparecem os cursos de qualificação profissional, com 18,8% — 4,4 pontos percentuais a mais do que em 2019, quando ocupavam o quarto lugar no ranking. Hoje, estão à frente de Ensino Médio e pós-graduação. “A crescente busca por cursos de qualificação mostra um trabalhador mais estratégico com o próprio tempo e atento à nova dinâmica do mercado, que hoje pede o lifelong learning, ou aprendizado contínuo”, explica Joca. O Fórum Econômico Mundial estima que 67% da força de trabalho brasileira precisará de requalificação ou aperfeiçoamento até 2030.

Dados internos da Unico Skill sobre o consumo de educação por profissionais brasileiros identificam três áreas principais de qualificação: tecnologia, idiomas e soft skills. Juntas, elas representam 57,8% de todos os cursos frequentados por colaboradores das mais de 150 companhias que oferecem o benefício da Unico Skill, incluindo Bayer, iFood, Bradesco, Aché, Pague Menos, Solar Coca-Cola, Heineken, entre outras. “A maior tendência que temos observado é a busca por ensino de inteligência artificial, que explodiu nos últimos meses”, revela o CEO da Unico Skill. “Em maio, esses profissionais bateram recorde de estudo em IA, com 368 mil horas de aprendizado em um único mês”. O consumo do primeiro trimestre já tinha superado todo o ano de 2025: 901 mil horas contra 801 no ano passado.

Além do diploma universitário

A análise da Unico Skill dos microdados da PNAD Contínua também revela uma apetite por educação cada vez maior daqueles que já concluíram o Ensino Superior. O total de profissionais que continuam estudando mesmo depois de uma graduação saltou 66% entre 2019 e 2025: de 2,5 milhões para 4,1 milhões. Esse número representa 16,3% de toda força de trabalho que possui diploma universitário – ante 13,3% de seis anos atrás.

O esforço tende a se refletir no bolso. Entre os trabalhadores brasileiros, quem concilia emprego e estudo tem renda maior do que quem não estuda na mesma faixa etária, e a vantagem cresce com a idade. De 25 a 29 anos, a diferença é de 15% a favor de quem estuda; entre 40 e 49, chega a 28%; e a partir dos 50, atinge 41%. Na prática, o profissional mais velho que se mantém estudando ganha, em média, R$ 5.193 por mês, contra R$ 3.692 de quem parou.

“Os dados deixam claro que aprender deixou de ser uma fase da vida para virar uma constante. O profissional que entende isso cedo larga na frente, e o que oferece esse caminho aos seus times constrói empresas mais preparadas para o que vem. Educação virou vantagem competitiva, para a pessoa e para o negócio”, conclui Joca Oliveira, CEO da Unico Skill.

Sobre a Unico Skill

A Unico Skill é uma empresa brasileira que busca democratizar o conhecimento no ambiente corporativo, fornecendo educação ilimitada como benefício a funcionários de empresas e seus dependentes. A plataforma conecta empresas, trabalhadores e algumas das melhores instituições de ensino do Brasil, como PUC-PR, PUC-RS, Ibmec, Mackenzie, Fundação Dom Cabral, Estácio, CNA, Coursera, entre outras, além das melhores universidades estrangeiras.

Atualmente, o benefício educação da Unico Skill está em mais de 150 empresas, como Bradesco, iFood, Bayer, Aché, Nestlé, Solar Coca-Cola, Heineken, Ypê, Farmácia Pague Menos, BMG, banco BV e outras, que somam mais de 200 mil colaboradores.

Em 2025, a Unico Skill foi eleita uma das ‘100 Startups to Watch’ pela revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios.



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Economia

Investimentos em saneamento atingem R$ 33,3 bilhões em 2025

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Os investimentos em infraestrutura de saneamento no Brasil alcançaram R$ 33,3 bilhões em 2025, crescimento real de 11% em relação ao ano anterior. Seis anos após a aprovação do Novo Marco Legal do Saneamento, os indicadores mostram que o setor ganhou tração, mas ainda precisará superar a marca de R$ 50 bilhões anuais para cumprir as metas de universalização dos serviços de água e esgoto até 2033. Os dados são do Radar ASFAMAS da Indústria do Saneamento, publicação desenvolvida pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Materiais para Saneamento (ASFAMAS) em parceria com a Ex-Ante Consultoria Econômica.

Na avaliação da ASFAMAS, os números confirmam que o Novo Marco Legal do Saneamento cumpriu papel decisivo ao criar um ambiente mais favorável aos investimentos e impulsionar a expansão da infraestrutura. Os avanços registrados desde a aprovação da legislação demonstram que o caminho adotado vem produzindo resultados concretos. Agora, o desafio é manter esse ciclo de crescimento em ritmo compatível com a universalização dos serviços.

“Os números mostram que o Novo Marco Legal do Saneamento produziu resultados concretos. Os investimentos cresceram, novos projetos foram estruturados e o setor ganhou capacidade de expansão. Esse avanço precisa ser preservado e ampliado para que o Brasil consiga universalizar os serviços dentro do prazo estabelecido”, afirma Edson Silveira Sobrinho, diretor de Relações Institucionais e Governamentais da ASFAMAS.

O levantamento também mostra que esse movimento tem impacto direto sobre a indústria nacional. Em 2025, o setor de materiais para saneamento movimentou R$ 27,6 bilhões em faturamento e manteve cerca de 59,1 mil empregos, reforçando seu papel estratégico para a expansão da infraestrutura brasileira. Ao mesmo tempo, o crescimento nominal de 0,8% no faturamento, abaixo da inflação, indica que a demanda ainda pode evoluir à medida que os investimentos avancem em maior escala.

Para a ASFAMAS, investir em saneamento significa também fortalecer a indústria nacional, ampliar a geração de empregos, estimular a inovação e movimentar uma cadeia produtiva responsável pelo fornecimento de tubos, conexões, válvulas, reservatórios, louças sanitárias e outros componentes essenciais para as obras de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

Com menos de oito anos até o prazo estabelecido para a universalização, a entidade entende que o foco da agenda do saneamento deve estar na execução dos investimentos. Preservar a segurança jurídica, ampliar a capacidade de financiamento, reduzir entraves que retardam a implantação dos empreendimentos e garantir previsibilidade aos investimentos de longo prazo são fatores considerados essenciais para que o país acelere a expansão da infraestrutura.

“O momento não é de revisar as regras que permitiram essa evolução, mas de garantir que elas continuem produzindo resultados. O país precisa acelerar a execução dos investimentos, ampliar a capacidade de financiamento e criar condições para que os projetos avancem com mais agilidade. É isso que permitirá transformar investimentos em obras e obras em saneamento para milhões de brasileiros”, conclui Edson.



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