Economia
Água de coco ganha espaço no consumo saudável no Brasil
Economia
A holding Tropical, controladora das marcas Tial, Do Bem e Pley By Ney, encomendou à consultoria Mosaiclab um estudo quantitativo sobre o consumo de água de coco pronta para beber no Brasil. A pesquisa, realizada de forma online, entrevistou 800 consumidores das classes A, B e C, com idades entre 18 e 65 anos, gerando 1.752 respostas, pois cada participante pôde avaliar mais de uma categoria de acordo com seus hábitos.
Os resultados apontam que a água de coco é percebida pelos consumidores como uma alternativa natural e funcional, associada a três pilares: refrescância, hidratação e lazer. O clima quente influencia 49% dos entrevistados, que recorrem à bebida principalmente em dias de calor; 37% a consomem em momentos de lazer e 36% a utilizam para reposição após atividades físicas.
Em termos de frequência, 26% dos participantes relatam consumo de duas a três vezes por semana. O Rio de Janeiro apresenta a maior taxa de consumo recorrente (30%), seguido por Belo Horizonte (27%) e São Paulo (25%). Bernardo Erse, diretor de Marketing da Tropical, comenta que “a água de coco reúne atributos que dialogam diretamente com as principais tendências de consumo observadas atualmente, como busca por ingredientes mais naturais, praticidade e bem‑estar”.
No varejo, 78% das vendas ocorrem em hipermercados e supermercados, enquanto mercadinhos e lojas de bairro respondem por 35% das transações, evidenciando a importância da conveniência e do abastecimento doméstico. A embalagem de 1 litro é a favorita de 55% dos consumidores, indicando preferência por volumes maiores para consumo em casa. Além disso, 74% dos compradores optam pela versão integral ou pura, reforçando a valorização da naturalidade como fator decisivo na escolha do produto.
Elizabete Salmeirão, diretora de Contas da Mosaiclab, destaca que “o estudo mostra que a água de coco ocupa um território muito positivo na percepção dos consumidores, fortemente associado à naturalidade, refrescância e bem‑estar”. Ela aponta oportunidades de ampliação da recorrência de consumo ao reforçar atributos de hidratação cotidiana e praticidade, bem como a expansão para canais de conveniência, cafeterias, padarias, academias, delivery e e‑commerce, aproximando a categoria de situações de consumo imediato.
Os dados sugerem que, embora a água de coco ainda seja considerada uma escolha ocasional, há potencial para aumentar sua presença no dia a dia dos brasileiros, especialmente ao alinhar a oferta com as demandas por produtos naturais, saudáveis e de fácil acesso.
Economia
Investimentos em saneamento atingem R$ 33,3 bilhões em 2025
Os investimentos em infraestrutura de saneamento no Brasil alcançaram R$ 33,3 bilhões em 2025, crescimento real de 11% em relação ao ano anterior. Seis anos após a aprovação do Novo Marco Legal do Saneamento, os indicadores mostram que o setor ganhou tração, mas ainda precisará superar a marca de R$ 50 bilhões anuais para cumprir as metas de universalização dos serviços de água e esgoto até 2033. Os dados são do Radar ASFAMAS da Indústria do Saneamento, publicação desenvolvida pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Materiais para Saneamento (ASFAMAS) em parceria com a Ex-Ante Consultoria Econômica.
Na avaliação da ASFAMAS, os números confirmam que o Novo Marco Legal do Saneamento cumpriu papel decisivo ao criar um ambiente mais favorável aos investimentos e impulsionar a expansão da infraestrutura. Os avanços registrados desde a aprovação da legislação demonstram que o caminho adotado vem produzindo resultados concretos. Agora, o desafio é manter esse ciclo de crescimento em ritmo compatível com a universalização dos serviços.
“Os números mostram que o Novo Marco Legal do Saneamento produziu resultados concretos. Os investimentos cresceram, novos projetos foram estruturados e o setor ganhou capacidade de expansão. Esse avanço precisa ser preservado e ampliado para que o Brasil consiga universalizar os serviços dentro do prazo estabelecido”, afirma Edson Silveira Sobrinho, diretor de Relações Institucionais e Governamentais da ASFAMAS.
O levantamento também mostra que esse movimento tem impacto direto sobre a indústria nacional. Em 2025, o setor de materiais para saneamento movimentou R$ 27,6 bilhões em faturamento e manteve cerca de 59,1 mil empregos, reforçando seu papel estratégico para a expansão da infraestrutura brasileira. Ao mesmo tempo, o crescimento nominal de 0,8% no faturamento, abaixo da inflação, indica que a demanda ainda pode evoluir à medida que os investimentos avancem em maior escala.
Para a ASFAMAS, investir em saneamento significa também fortalecer a indústria nacional, ampliar a geração de empregos, estimular a inovação e movimentar uma cadeia produtiva responsável pelo fornecimento de tubos, conexões, válvulas, reservatórios, louças sanitárias e outros componentes essenciais para as obras de abastecimento de água e esgotamento sanitário.
Com menos de oito anos até o prazo estabelecido para a universalização, a entidade entende que o foco da agenda do saneamento deve estar na execução dos investimentos. Preservar a segurança jurídica, ampliar a capacidade de financiamento, reduzir entraves que retardam a implantação dos empreendimentos e garantir previsibilidade aos investimentos de longo prazo são fatores considerados essenciais para que o país acelere a expansão da infraestrutura.
“O momento não é de revisar as regras que permitiram essa evolução, mas de garantir que elas continuem produzindo resultados. O país precisa acelerar a execução dos investimentos, ampliar a capacidade de financiamento e criar condições para que os projetos avancem com mais agilidade. É isso que permitirá transformar investimentos em obras e obras em saneamento para milhões de brasileiros”, conclui Edson.
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