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Polícia Militar deflagra operações para intensificar policiamento nos 142 municípios do Estado

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A Polícia Militar de Mato Grosso deflagrou, nesta segunda-feira (29.6), a 6ª edição da Operação Centro Seguro e à 28ª edição da Operação Força Total, simultaneamente, em todo o Estado. Em Cuiabá, a solenidade ocorreu na Praça da República. 

As operações mobilizam efetivos das unidades operacionais, especializadas e administrativas, que atuarão de forma integrada em ações preventivas e repressivas, intensificando o patrulhamento tático e ostensivo em áreas comerciais com maior circulação de pessoas.

A Operação Centro Seguro, será realizada até o próximo dia 5 de julho e integra o Programa Tolerância Zero, do Governo do Estado. Já a Operação Força Total é uma mobilização nacional das Polícias Militares, coordenada pelo Conselho Nacional de Comandantes-Gerais das Polícias Militares do Brasil, com prazo de 24 horas. 

Nestes períodos, serão realizados bloqueios policiais, abordagens a pessoas e veículos, fiscalização de estabelecimentos comerciais, cumprimento de ações de saturação em pontos estratégicos e o reforço da presença policial em locais previamente mapeados por análises criminais.

A subchefe do Estado-Maior Geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Grasielle Paes, afirmou que as operações buscam o combate a todas as modalidades de crime, principalmente a repressão às facções criminosas. 

“Com o emprego estratégico do efetivo e de viaturas, a Polícia Militar reforça seu compromisso com a proteção da população, a manutenção da ordem pública e a prevenção de delitos, demonstrando atuação permanente no combate às ações criminosas em todo o Estado”.  

As ações contam com policiamento montado por parte da Cavalaria da Polícia Militar, Companhia Independente de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (Raio), Batalhão de Ronda Ostensiva Tática Móvel (Rotam), Batalhão de Operações Especiais (Bope), Batalhão de Polícia Militar de Trânsito Urbano e Rodoviário (BPMTran), Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), Força Tática e Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer).



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Um policial penal atirou contra um jovem durante um encontro para a devolução de um celular.

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CUIABÁ – Um homem de 35 anos encontra-se em estado grave após ser baleado durante um encontro para a devolução de um aparelho celular, na noite desta quarta-feira (22), no bairro CPA IV, em Cuiabá. O caso, que envolve uma policial penal, é alvo de inquérito aberto pela Polícia Civil.

O caso

Segundo informações registradas pela Polícia Militar, o aparelho em questão havia sido perdido no último sábado (19), em um shopping da capital, por uma jovem de 18 anos. Após localizar o dispositivo via sistema iCloud, a proprietária teria sido contatada por um desconhecido que condicionou a devolução do item ao pagamento de uma quantia em dinheiro.

Na noite de quarta-feira, a mãe da jovem — que atua como policial penal — acompanhou a filha ao local marcado para a entrega. Conforme o boletim de ocorrência, a policial identificou-se e tentou realizar a abordagem do motociclista que faria a entrega. A PM relata que, diante de uma suposta reação do condutor, a policial efetuou disparos. O homem foi atingido por três tiros; um quarto disparo atingiu a motocicleta.

Versão da família

Familiares da vítima contestam a versão apresentada pelas autoridades. Em entrevista ao MTPlay no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), o irmão do baleado afirmou que ele não teve participação em qualquer negociação de extorsão. Segundo a família, o rapaz foi contratado apenas para realizar a entrega do objeto, pelo valor de R$ 100, sem conhecimento do histórico do aparelho ou de exigências financeiras feitas à proprietária.

Investigação

O jovem passou por procedimento cirúrgico e permanece internado sob cuidados médicos. Após o episódio, a policial penal deixou o local e deve se apresentar à Polícia Civil para prestar esclarecimentos, acompanhada de advogado.

A Polícia Civil trabalha agora para confrontar as versões apresentadas. A perícia técnica, a análise das circunstâncias da abordagem e o depoimento dos envolvidos serão fundamentais para determinar se houve abuso de autoridade, legítima defesa ou erro de conduta durante a ação.

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