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Economia

Neurociência revela o por quê de vendas travarem

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A pesquisa realizada por Matthew Dixon e Ted McKenna publicada pela Harvard Business Review no artigo “”Stop Losing Sales to Customer Indecision” (Pare de perder vendas por causa da indecisão do cliente) traz uma mudança crítica de perspectiva para o setor comercial: entre 40% e 60% das vendas perdidas hoje não ocorrem por causa da concorrência, mas devido à incapacidade do cliente em tomar uma decisão. Esse fenômeno, enraizado na biologia humana, demonstra que o medo de cometer um erro, o chamado “medo da falha”, supera o desejo pelos benefícios da solução, levando o cérebro do comprador a um estado de paralisia e manutenção do status quo.

A biologia da decisão e o “Sequestro Emocional”

A integração entre biologia e vendas revela que o cérebro opera através de dois sistemas distintos. O Sistema 1, conforme descrito pela economia comportamental, é rápido, intuitivo e emocional, sendo o responsável pelas primeiras impressões e reações instintivas. Já o Sistema 2 é lento, racional e exige esforço cognitivo.

Em negociações sob pressão, pode ocorrer o chamado “sequestro emocional”, onde a amígdala ignora o raciocínio lógico em favor de uma resposta de sobrevivência. Líderes de vendas que compreendem essa mecânica conseguem evitar o aumento do cortisol (hormônio do estresse) no cliente, que geralmente ativa o modo de “luta ou fuga” e trava o fechamento do negócio.

Vieses Cognitivos e a Aversão à Perda

Outro pilar fundamental é a compreensão dos vieses cognitivos, que podem sabotar decisões gerenciais. A aversão à perda é um dos mais potentes: o cérebro humano tende a sentir a dor de uma perda com o dobro da intensidade do prazer de um ganho equivalente. Para vendedores, isso significa que focar no “custo da inação” ou nos riscos que a solução mitiga é frequentemente mais persuasivo do que listar apenas benefícios genéricos. Além disso, vieses como a ancoragem e o viés de confirmação atuam como barreiras invisíveis que precisam ser gerenciadas através de um questionamento estratégico e escuta ativa.

Neuroplasticidade e o desenvolvimento de competências

A boa notícia para o mercado é que essas habilidades não são dons inatos, mas competências desenvolvíveis. Através da neuroplasticidade, o cérebro é capaz de se reorganizar e fortalecer novas conexões neurais em resposta ao treinamento e à prática deliberada. Profissionais que cultivam um “mindset de crescimento” conseguem transformar falhas em aprendizado e utilizar o storytelling para gerar o acoplamento neural, sincronizando seu raciocínio com o do cliente e tornando a proposta de valor mais aceitável e memorável.

Em suma, a profissionalização da área comercial exige que a gestão de vendas seja tratada como uma disciplina estratégica e científica.

Para aprofundar o conhecimento sobre esses temas, gestores podem acessar conteúdos técnicos e ferramentas de autodiagnóstico na plataforma VBMCollege.



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Trabalhadores nascidos em setembro e outubro recebem abono salarial

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Os trabalhadores nascidos em setembro e em outubro que ganharam até R$ 2.766 com carteira assinada em 2024 recebem nesta quarta-feira (15) o abono salarial de 2026. Neste quarto lote, serão liberados R$ 5,4 bilhões para 4.339.996 beneficiários.

O valor do benefício varia de R$ 136 a R$ 1.621, conforme a quantidade de meses trabalhados em 2024 . O calendário segue de forma escalonada ao longo de 2026, de acordo com o mês de nascimento.

Quem recebe neste lote

Do total de contemplados em maio:

• 3.840.487 são trabalhadores da iniciativa privada, inscritos no Programa de Integração Social (PIS), com pagamento feito pela Caixa Econômica Federal, somando R$ 4,8 bilhões;

• 499.509 são servidores públicos, inscritos no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), pagos pelo Banco do Brasil, com total de cerca de R$ 600 milhões.

Quem tem direito ao Abono Salarial

Tem direito ao benefício o trabalhador que:

• Está inscrito no Pis/Pasep há pelo menos cinco anos;

• Trabalhou com carteira assinada por no mínimo 30 dias em 2024;

• Recebeu remuneração média mensal de até R$ 2.766 no ano-base;

• Teve os dados corretamente informados pelo empregador no e-Social.

Instituído pela Lei nº 7.998/90, o abono salarial pode chegar até a um salário mínimo, proporcional ao período trabalhado. Os recursos vêm do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), com a habilitação feita pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Como o pagamento é feito

Para trabalhadores da iniciativa privada (PIS)

• A Caixa Econômica Federal realiza o pagamento prioritariamente por:

• Crédito em conta corrente ou poupança da Caixa;

• Depósito em Poupança Social Digital, movimentada pelo aplicativo Caixa Tem.

Quem não possui conta pode sacar:

• Com Cartão Social e senha em lotéricas, caixas eletrônicos e correspondentes CAIXA Aqui;

• Nas agências, com documento oficial com foto;

• Sem cartão, por meio de biometria cadastrada.

Para servidores públicos (Pasep)

O Banco do Brasil faz o pagamento por:

• Crédito em conta bancária;

• Transferência via TED ou Pix;

• Saque presencial nas agências, para quem não é correntista e não possui chave Pix.

Como consultar

Os trabalhadores podem verificar informações sobre valor, data e habilitação pelos seguintes canais:

• Aplicativo Carteira de Trabalho Digital;

• Portal Gov.br;

• Telefone 158 (Ministério do Trabalho);

• Aplicativos Caixa Tem e Benefícios Sociais Caixa;

• Atendimento Caixa ao Cidadão: 0800-726-0207.

A expectativa é que, em 2026, cerca de 22,2 milhões de trabalhadores recebam o abono salarial.



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