Search
Close this search box.

Polícia

Rotam prende mais dois homens envolvidos em roubo à propriedade rural em Cuiabá

Publicado em

Polícia

Policiais militares do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) prenderam mais dois homens, de 21 e 34 anos, suspeitos de participação em um roubo a uma propriedade rural, nesta quarta-feira (10.6), em Cuiabá. Com a dupla, foram apreendidas munições e 12 porções de maconha.

O roubo aconteceu no início da manhã quando quatro homens armados invadiram uma chácara e renderam uma idosa, proprietária do local, e o caseiro, exigindo valores em dinheiro e roubando uma caminhonete. Nas primeiras diligências, os dois primeiros criminosos foram presos e o veículo recuperado .

No período da tarde, a equipe da Rotam recebeu denúncias de funcionários de uma empresa, na região do Distrito da Guia, de que um homem, com roupas sujas e lesões pelo corpo, teria invadido o local e coagido um trabalhador a retirá-lo do local em um veículo. A ação foi impedida pelos demais empregados e o suspeito fugiu da empresa.

Na continuidade das buscas, os policiais encontraram um homem, com as mesmas características informadas, que fugiu em direção a uma mata ao ver a viatura da Rotam. Ele foi seguido e detido e nada de ilícito foi encontrado.

Na abordagem, ele revelou ter participado do roubo à propriedade rural e que teria jogado sua arma durante a fuga inicial. O suspeito também relatou que as armas teriam sido alugadas de um morador do bairro Renascer, na Capital. 

A equipe da Rotam seguiu até o endereço informado pelo suspeito. Ao se aproximarem da residência, o homem tentou correr pulando o muro da casa, mas foi rapidamente detido. Nas buscas no imóvel, foram localizadas 12 porções de maconha, 10 munições de calibre .38 e uma balança de precisão.

Diante da situação, os dois homens receberam voz de prisão e foram levados para a Central de Flagrantes de Cuiabá para registro da ocorrência e demais providências cabíveis.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.



COMENTE ABAIXO:

Polícia

Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia

Publicados

em

Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.

A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.

O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.

A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.

O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA