Search
Close this search box.

Polícia

Polícia Civil fecha laboratório do tráfico de facção criminosa em Rondonópolis

Publicado em

Polícia

A Polícia Civil localizou, na tarde dessa segunda-feira (8.6), uma residência no bairro Jardim Nova Era, em Rondonópolis, que funcionava como laboratório do tráfico de drogas de uma facção criminosa.

A ação, realizada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), com apoio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, desarticulou o laboratório.

As investigações apontaram que o local era utilizado para o preparo e a adulteração de cocaína, por meio da mistura da droga com substâncias como cafeína e tetracaína, prática destinada a aumentar o volume do entorpecente e ampliar os lucros da facção criminosa.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

O local foi descoberto durante investigações realizadas em continuidade à Operação Imperium, deflagrada em fevereiro de 2026, no decorrer do levantamento patrimonial do crime organizado. O laboratório funcionava sob a liderança do alvo “Vovózona”, principal investigado da operação.

No local, foram apreendidos aproximadamente 20kg de cocaína pura, diversos insumos usados na mistura e refino da droga, instrumentos, maquinários, R$ 3.674 em espécie e um veículo VW Voyage cinza.

Um homem, de 37 anos, que estava no local foi preso em flagrante por promover ou constituir organização criminosa, tráfico ilícito de drogas e associação para tráfico ilícito de drogas.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT



COMENTE ABAIXO:

Polícia

Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia

Publicados

em

Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.

A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.

O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.

A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.

O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA