Polícia
Polícia Civil apreende mais de 150 quilos de maconha em casa no bairro Jardim União
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Mais de 150 quilos de maconha que estavam armazenados em uma residência no bairro Jardim União, em Cuiabá, foram apreendidos pela Polícia Civil, na noite de quinta-feira (5.6), em ação realizada pelos policiais da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc).
As diligências, realizadas no feriado de Corpus Christi, iniciaram após os policiais civis da Denarc receberem informações sobre uma residência em Cuiabá que estaria sendo utilizada para armazenamento de substâncias entorpecentes. Segundo as informações recebidas, poucas horas antes, uma pessoa teria retirado determinada quantidade de droga do local, permanecendo ainda expressiva quantidade de entorpecentes na residência.
Diante da denúncia, foi mobilizada equipe de policiais da especializada para deslocar até o endereço, no bairro Jardim União, para averiguação dos fatos.
Ao chegarem ao local, os policiais realizaram diversas tentativas de contato, chamando pelo portão da residência, porém não obtiveram qualquer resposta.
Durante a permanência no imóvel, foi percebido forte odor característico de substância entorpecente proveniente do interior da residência e, ao observarem o imóvel por cima do muro, os policiais visualizaram, através de uma janela, grande porção de substância com características semelhantes a entorpecente.
Diante da situação de flagrante, os policiais entraram no imóvel, onde foram localizadas diversas embalagens grandes de maconha, porém nenhum suspeito foi localizado. Também foram encontradas roupas femininas, documentos e objetos que poderão auxiliar na identificação dos responsáveis pelo imóvel e pelo material ilícito apreendido.
Todo material ilícito foi apreendido e será encaminhado para a perícia e demais providências cabíveis. As investigações seguem em andamento para identificar a origem e destinação da droga, assim como os responsáveis pelo entorpecente.
Polícia
Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia
Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.
Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.
A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.
De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.
O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.
A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.
O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.
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