Polícia
Força Tática conduz três pessoas e apreende 169 tabletes de maconha em Várzea Grande
Polícia
Policiais militares da Força Tática do 2º Comando Regional apreenderam 169 tabletes de substância análoga a maconha, na manhã desta sexta-feira (5.6), em Várzea Grande. Na ação, dois homens, de 32 e 24 anos, foram presos e um adolescente, de 17 anos, apreendido por tráfico ilícito de drogas.
Conforme o boletim de ocorrência, a Força Tática recebeu informações de que um homem teria recebido e enterrado grande quantidade de entorpecentes em uma área de mata, na região do Capão do Pequi. Segundo as denúncias, outros suspeitos também estariam presentes para realizarem a distribuição das drogas.
A equipe da Força Tática, junto com o setor de inteligência, se deslocou ao endereço informado e iniciou monitoramento por meio de drones da Polícia Militar, sendo possível identificar a área de mata onde supostamente as drogas eram escondidas e a movimentação de três criminosos.
Rapidamente, os militares fizeram acompanhamento e abordaram os três suspeitos. Na revista pessoal ao trio, algumas porções de maconha foram encontradas. Ao serem questionados sobre a denúncia, um dos homens assumiu a responsabilidade pelos entorpecentes e indicou a localização exata de onde as drogas estavam enterradas.
Os policiais seguiram com os suspeitos de volta para a área de mata e desenterraram sacos e tonéis onde estavam guardados os 169 tabletes de maconha, além de duas balanças de precisão.
Diante dos fatos, os três suspeitos receberam voz de prisão e foram conduzidos, com toda a droga apreendida, para a Central de Flagrantes de Várzea Grande para registro da ocorrência e demais providências.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Polícia
Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia
Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.
Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.
A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.
De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.
O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.
A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.
O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.
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