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Polícia Civil realiza mutirão e conclui mais de 170 inquéritos em Jaciara

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A Polícia Civil realizou um mutirão na Delegacia de Jaciara com o objetivo de fortalecer as atividades investigativas, otimizar a tramitação de procedimentos policiais e proporcionar maior celeridade às demandas da população.

O trabalho de força-tarefa aconteceu na última semana, entre os dias 25 e 29 de maio, e mobilizou as equipes da unidade policial e da Delegacia Regional de Rondonópolis.

Durante os cinco dias de ação coletiva, os policiais civis atuaram de forma integrada na realizando diligências, oitivas e análises processuais, alcançando resultados expressivos ao longo da semana.

Ao todo foram realizadas 67 intimações, cumpridas 10 ordens de serviço, registradas 71 oitivas, confeccionados 36 relatórios policiais e concluídos 172 inquéritos policiais.

Conforme o delegado de Jaciara, José Ramon Leite, grande parte dos procedimentos analisados e finalizados envolvia crimes relacionados à violência doméstica e familiar, bem como ocorrências que atingem grupos em situação de vulnerabilidade, entre eles crianças, adolescentes e idosos.

“A conclusão dos procedimentos representa um importante avanço na responsabilização dos autores e no encaminhamento das investigações ao Poder Judiciário e ao Ministério Público”, destacou o delegado.

A ação reforça o compromisso da Polícia Civil com a eficiência das investigações e a prestação de um serviço público de qualidade, proporcionando maior celeridade na apuração dos fatos, reduzindo a demanda reprimida da unidade e fortalecendo a proteção de vítimas e grupos vulneráveis.

 



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Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia

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Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.

A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.

O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.

A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.

O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.



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