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Economia

Edital destina até R$ 380 mil para projetos sociais no país

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A Fundação Salvador Arena abriu inscrições para o Programa de Apoio a Projetos Sociais – PAPS 2027. O edital, válido em todo o território nacional, aceita propostas de Organizações da Sociedade Civil (OSCs) nas áreas de assistência social, educação, habitação, saúde, acesso a direitos e educação infantil. As inscrições podem ser realizadas até 13 de julho de 2026, exclusivamente por meio do formulário disponível no site oficial do programa. O objetivo do programa é financiar e oferecer consultoria técnica a iniciativas que visem ampliar e qualificar serviços, implantar novos projetos, melhorar condições de moradia e fortalecer a educação infantil, contribuindo para o desenvolvimento social e a redução da vulnerabilidade.

O PAPS 2027 selecionará propostas que busquem ampliar a capacidade de atendimento, implantar novos serviços, qualificar ou readequar serviços existentes, ampliar o acesso a direitos sociais, melhorar condições de moradia de famílias vulneráveis ou fortalecer unidades de educação infantil nas regiões Norte e Nordeste. Para projetos de ampliação de atendimento, implantação de novo serviço, qualificação de serviço existente ou ampliação de acesso a direitos, o apoio financeiro varia entre R$ 70 mil e R$ 380 mil. Iniciativas voltadas à melhoria de moradia podem receber até R$ 50 mil por unidade habitacional, restrito a famílias que nunca tenham recebido apoio de outros projetos habitacionais. Projetos de fortalecimento da educação infantil podem obter até R$ 70 mil por creche, também restritos a centros que nunca tenham sido beneficiados por projetos similares.

Além do aporte financeiro, o programa oferece consultoria técnica e gerencial especializada durante a execução dos projetos, com foco no desenvolvimento da gestão das organizações, na sustentabilidade das iniciativas e no acompanhamento das ações apoiadas. Os critérios de seleção estão alinhados às Metas Nacionais dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) integradas à Agenda 2030.

Sergio Loyola, gerente de Desenvolvimento e Promoção Social da Fundação Salvador Arena, afirma que o PAPS vai além do financiamento, destacando que o objetivo do programa é contribuir com o desenvolvimento técnico das organizações e ampliar o alcance de suas causas.

As organizações interessadas devem preencher o Resumo da Proposta no formulário oficial e consultar o edital completo, que contém critérios de elegibilidade, orientações e cronograma, disponível no site do programa.



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Insuficiência cardíaca atinge 2 milhões de brasileiros

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Considerada a via final de diversas doenças cardiovasculares, a Insuficiência Cardíaca (IC) segue entre as principais causas de internação, re-hospitalização e mortalidade cardiovascular no Brasil. Apesar do nome, a condição não significa que o coração “parou de funcionar”, mas sim que perdeu a eficiência de bombear sangue adequadamente para suprir as necessidades do organismo.

Com impacto crescente sobre pacientes, famílias e o sistema de saúde, a doença afeta aproximadamente 2 milhões de brasileiros e responde por cerca de 240 mil novos casos por ano. Entre 2014 e 2024, foram registradas mais de 2,2 milhões de internações relacionadas à insuficiência cardíaca no país. A região Sudeste concentra o maior volume de casos, com aproximadamente 931 mil hospitalizações no período, seguida pelo Nordeste, com mais de 503 mil.

O cenário reforça a relevância da doença como um importante desafio de saúde pública, especialmente diante do envelhecimento populacional e dos casos de hipertensão arterial, diabetes, obesidade e histórico de infarto.

Além do impacto clínico, essa doença também gera reflexos socioeconômicos significativos. Um levantamento do Centro de Inovação SESI em Saúde Ocupacional estima que a economia brasileira perca cerca de R$ 6 bilhões por ano em decorrência da redução da produtividade da população economicamente ativa acometida pela IC.

Como 9 de julho é o Dia Nacional de Alerta contra a Insuficiência Cardíaca, ampliar a conscientização sobre sinais, sintomas e fatores de risco torna-se fundamental para estimular o diagnóstico precoce através de intervenções médicas e evitar a progressão e piora da doença.

Para esclarecer as principais dúvidas sobre o tema, a cardiologista Dra. Ariane Vieira Scarlatelli Macedo (CRM-SP 106624), médica do ambulatório de miocardiopatias da Santa Casa de São Paulo e consultoria científica do Instituto Lado a Lado pela Vida, comenta os principais mitos e verdades relacionados à insuficiência cardíaca.

Insuficiência cardíaca é uma doença pontual? Mito.

“Trata-se de uma condição crônica e progressiva, mas que pode ser controlada com diagnóstico precoce, acompanhamento médico e tratamento adequado”, explica a cardiologista.

Cansaço excessivo e falta de ar podem ser sinais da doença? Verdade.

Entre os sintomas mais evidentes estão fadiga, falta de ar ao realizar esforços ou ao se deitar, inchaço nas pernas e tornozelos, tosse persistente, entre outros. De acordo com a Dra. Ariane, “muitas pessoas confundem esses sinais com ‘cansaço da idade’, e só procuram ajuda após agravamento dos sintomas, quando a doença já está instalada, levando ao atraso no diagnóstico”.

Só idosos desenvolvem insuficiência cardíaca? Mito.

“Embora seja mais frequente em pessoas acima dos 60 anos, a insuficiência cardíaca também pode acometer adultos mais jovens, especialmente aqueles com hipertensão descontrolada, histórico de infarto, diabetes, obesidade, doenças nas válvulas do coração, genéticas, dentre outras”, informa a cardiologista.

Quem teve infarto tem maior risco de desenvolver insuficiência cardíaca? Verdade.

Sem o tratamento correto, o infarto pode danificar o músculo cardíaco e comprometer a capacidade de bombeamento do coração. “Muitos casos de insuficiência cardíaca surgem como consequência de doenças cardiovasculares mal controladas ao longo do tempo”, alerta a especialista.

A insuficiência cardíaca tem tratamento? Verdade.

Os avanços da cardiologia nos últimos anos trouxeram novas opções terapêuticas que ajudam a controlar sintomas, reduzir hospitalizações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. “Mudanças no estilo de vida, prática de atividade física orientada, alimentação equilibrada e adesão ao tratamento são fundamentais”, recomenda a médica.

Inchaço nas pernas sempre é problema circulatório? Mito.

O edema pode ter diferentes causas, mas também pode ser um sinal importante de insuficiência cardíaca, principalmente quando associado à falta de ar e cansaço frequente.



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