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Economia

Cresce busca por assinaturas de energia solar no Brasil

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A conta de luz é uma das despesas mensais que mais costumam assustar os brasileiros. É possível que isso se deva à falta de previsibilidade do valor a cada cobrança. Essa incerteza fica ainda pior no período de estiagem, geralmente no outono e no inverno, quando a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) altera a política tarifária com a imposição da bandeira amarela ou vermelha sobre o valor cobrado. A justificativa é padrão: com menor volume de chuva, os reservatórios ficam mais vazios, aumentando os custos de produção de energia. Esse custo extra é repassado aos usuários através das bandeiras.

Ao consumidor, restam dois caminhos: ou usar energia de fontes hidrelétricas e submeter-se às tarifas, correndo o risco de aumentar o endividamento, ou apostar em fontes sustentáveis, como as das usinas fotovoltaicas. A segunda opção vem crescendo continuamente no país, a ponto de quase equilibrar a matriz energética brasileira. O Anuário Estatístico de Energia Elétrica 2026, produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do governo federal, aponta que as fontes alternativas já alcançam uma participação de 48,3% na matriz elétrica do país, ante 51,7% da fonte hidráulica. Dentre as fontes alternativas, a energia solar é a segunda mais usada, atrás apenas da eólica, respondendo por 11,4% de toda a energia produzida no país. A geração solar alcançou 88.141 GWh no ano passado, segundo o documento.

“Os brasileiros têm buscado a energia solar antes de tudo pela economia que ela proporciona na conta de luz, com uma redução significativa no valor mensal e menor exposição à instabilidade das bandeiras amarela e vermelha”, justifica o engenheiro Felipe Carvalho, especialista em energia solar e CEO da ClickLivre Energia, empresa mineira de energia solar por assinatura.

Para o executivo, a tendência é de que a adesão à energia solar se mantenha aquecida nos próximos anos. Dentre os motivos, ele cita a facilidade de contratação como um dos fatores que impulsionam essa tendência.

“A economia que o consumidor busca aparece de formas diferentes dependendo do caminho escolhido. Na assinatura, não há obra nem equipamento: as usinas geram energia que é convertida em desconto na fatura do consumidor. Já quem opta por instalar painéis no imóvel precisa arcar com equipamentos, instalação e manutenção”, explica Felipe Carvalho. Ele completa dizendo que no modelo de energia solar por assinatura o consumidor não precisa instalar nada nem fazer nenhum investimento inicial. “Os créditos aparecem na conta de energia todo mês”, afirma Felipe Carvalho.

Economia direta na fatura

Diferentemente da energia elétrica convencional, a assinatura de energia solar garante ao consumidor uma redução mais previsível na conta de luz todo mês. No modelo da ClickLivre, as usinas da empresa geram energia 100% limpa e rastreável.

“A energia solar deixou de ser privilégio de quem pode investir em equipamentos. Hoje, qualquer consumidor passa a ter acesso a uma fonte limpa e renovável, e isso tem um impacto que vai além da economia individual. É uma mudança que contribui para ampliar o uso de energias renováveis na matriz do país”, finaliza Felipe Carvalho.

Sobre a ClickLivre Energia

A ClickLivre Energia é uma empresa mineira especializada em energia solar por assinatura que atua desde 2021 no mercado de geração distribuída. A companhia oferece solução prática e 100% digital para residências e empresas de pequeno, médio e grande porte em Minas Gerais, sem a necessidade de obras, investimentos nem instalação de equipamentos, reduzindo a conta de luz dos consumidores. A energia fornecida é limpa e certificada, proveniente de fazendas solares próprias conectadas à rede da distribuidora, contribuindo para a transição energética.



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Insuficiência cardíaca atinge 2 milhões de brasileiros

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Considerada a via final de diversas doenças cardiovasculares, a Insuficiência Cardíaca (IC) segue entre as principais causas de internação, re-hospitalização e mortalidade cardiovascular no Brasil. Apesar do nome, a condição não significa que o coração “parou de funcionar”, mas sim que perdeu a eficiência de bombear sangue adequadamente para suprir as necessidades do organismo.

Com impacto crescente sobre pacientes, famílias e o sistema de saúde, a doença afeta aproximadamente 2 milhões de brasileiros e responde por cerca de 240 mil novos casos por ano. Entre 2014 e 2024, foram registradas mais de 2,2 milhões de internações relacionadas à insuficiência cardíaca no país. A região Sudeste concentra o maior volume de casos, com aproximadamente 931 mil hospitalizações no período, seguida pelo Nordeste, com mais de 503 mil.

O cenário reforça a relevância da doença como um importante desafio de saúde pública, especialmente diante do envelhecimento populacional e dos casos de hipertensão arterial, diabetes, obesidade e histórico de infarto.

Além do impacto clínico, essa doença também gera reflexos socioeconômicos significativos. Um levantamento do Centro de Inovação SESI em Saúde Ocupacional estima que a economia brasileira perca cerca de R$ 6 bilhões por ano em decorrência da redução da produtividade da população economicamente ativa acometida pela IC.

Como 9 de julho é o Dia Nacional de Alerta contra a Insuficiência Cardíaca, ampliar a conscientização sobre sinais, sintomas e fatores de risco torna-se fundamental para estimular o diagnóstico precoce através de intervenções médicas e evitar a progressão e piora da doença.

Para esclarecer as principais dúvidas sobre o tema, a cardiologista Dra. Ariane Vieira Scarlatelli Macedo (CRM-SP 106624), médica do ambulatório de miocardiopatias da Santa Casa de São Paulo e consultoria científica do Instituto Lado a Lado pela Vida, comenta os principais mitos e verdades relacionados à insuficiência cardíaca.

Insuficiência cardíaca é uma doença pontual? Mito.

“Trata-se de uma condição crônica e progressiva, mas que pode ser controlada com diagnóstico precoce, acompanhamento médico e tratamento adequado”, explica a cardiologista.

Cansaço excessivo e falta de ar podem ser sinais da doença? Verdade.

Entre os sintomas mais evidentes estão fadiga, falta de ar ao realizar esforços ou ao se deitar, inchaço nas pernas e tornozelos, tosse persistente, entre outros. De acordo com a Dra. Ariane, “muitas pessoas confundem esses sinais com ‘cansaço da idade’, e só procuram ajuda após agravamento dos sintomas, quando a doença já está instalada, levando ao atraso no diagnóstico”.

Só idosos desenvolvem insuficiência cardíaca? Mito.

“Embora seja mais frequente em pessoas acima dos 60 anos, a insuficiência cardíaca também pode acometer adultos mais jovens, especialmente aqueles com hipertensão descontrolada, histórico de infarto, diabetes, obesidade, doenças nas válvulas do coração, genéticas, dentre outras”, informa a cardiologista.

Quem teve infarto tem maior risco de desenvolver insuficiência cardíaca? Verdade.

Sem o tratamento correto, o infarto pode danificar o músculo cardíaco e comprometer a capacidade de bombeamento do coração. “Muitos casos de insuficiência cardíaca surgem como consequência de doenças cardiovasculares mal controladas ao longo do tempo”, alerta a especialista.

A insuficiência cardíaca tem tratamento? Verdade.

Os avanços da cardiologia nos últimos anos trouxeram novas opções terapêuticas que ajudam a controlar sintomas, reduzir hospitalizações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. “Mudanças no estilo de vida, prática de atividade física orientada, alimentação equilibrada e adesão ao tratamento são fundamentais”, recomenda a médica.

Inchaço nas pernas sempre é problema circulatório? Mito.

O edema pode ter diferentes causas, mas também pode ser um sinal importante de insuficiência cardíaca, principalmente quando associado à falta de ar e cansaço frequente.



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