Política
Primeiro aulão sobre motos e bicicletas elétricas reúne mais de 160 participantes em Lucas do Rio Verde
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Mais de 160 pessoas participaram, nesta sábado, 07 de novembro, do primeiro Aulão sobre Motos e Bicicletas Elétricas realizado em Lucas do Rio Verde. A iniciativa reuniu representantes do poder público, forças de segurança e iniciativa privada, com o objetivo de orientar os usuários desses veículos sobre as regras de circulação, os cuidados necessários na condução e a prevenção de acidentes.
A programação foi dividida em dois períodos. Pela manhã, as atividades teóricas foram realizadas no plenário da Câmara Municipal, com orientações sobre legislação de trânsito, diferenças entre bicicletas elétricas, equipamentos autopropelidos e ciclomotores, além de cuidados na condução e prevenção de acidentes. No período da tarde, os participantes tiveram a oportunidade de colocar os conhecimentos em prática durante as atividades realizadas em um Centro de Formação de Condutores (CFC) no município.
A iniciativa contou com o envolvimento da Câmara Municipal, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar e Prefeitura, por meio da Guarda Civil Municipal, além do apoio da iniciativa privada, reforçando a importância da união de esforços para promover um trânsito mais seguro.
O presidente da Câmara Municipal, vereador Airton Callai, destacou que a iniciativa surgiu da preocupação dos parlamentares com o crescimento do número de motos e bicicletas elétricas em circulação no município, especialmente entre crianças, adolescentes e idosos. “Começamos a tomar essa decisão juntamente com os demais vereadores para realizar o primeiro aulão gratuito. Os menores já terão uma noção de trânsito, o que facilitará quando forem tirar a carteira de motorista. Os idosos também precisam de orientação, porque muitas vezes não conhecem os riscos envolvidos na condução desses veículos”, explicou.
Callai ressaltou ainda que o objetivo é orientar os usuários sobre onde podem circular, quais são os limites e quais equipamentos de segurança devem utilizar. Segundo ele, Lucas do Rio Verde possui uma frota expressiva de veículos, o que exige atenção redobrada de todos que compartilham as vias públicas. “Precisamos preservar vidas e a segurança das pessoas. Queremos que quem utiliza uma bicicleta elétrica saiba como se comportar no trânsito, respeite os locais de circulação e utilize os equipamentos de segurança. Nossa preocupação é reduzir ao máximo os riscos, porque temos um trânsito cada vez mais movimentado”, acrescentou.
O secretário municipal de Segurança e Trânsito, coronel Marcos Cunha, parabenizou os envolvidos pela iniciativa e destacou o trabalho integrado entre as instituições. Segundo ele, a orientação dos condutores é fundamental para que o município avance na construção de um trânsito organizado e seguro.
O secretário também informou que a Prefeitura trabalha na elaboração de uma legislação municipal sobre o tema. A minuta, preparada pela Secretaria de Segurança e encaminhada à Procuradoria do Município, deverá posteriormente ser remetida à Câmara Municipal para apreciação dos vereadores. “É um trabalho que está sendo realizado em conjunto com todas as forças de segurança, com orientações sobre as regras de trânsito e também atividades práticas. O objetivo é preservar vidas e fazer com que Lucas do Rio Verde tenha um trânsito de excelência, que possa inclusive servir de referência para outros municípios”, destacou.
Representando a Polícia Militar, o capitão Peixoto chamou a atenção para a necessidade de diferenciar bicicletas elétricas de ciclomotores, uma vez que cada categoria possui exigências específicas para circulação. Ele alertou que muitos consumidores acabam adquirindo veículos sem conhecer sua classificação e, consequentemente, as obrigações legais relacionadas à condução.
O policial também ressaltou a preocupação com a utilização desses veículos por crianças e adolescentes, que muitas vezes ainda não possuem conhecimento básico sobre as normas de trânsito. “É muito importante conscientizar não apenas as crianças, mas também os pais, na hora de entregar esse tipo de veículo aos filhos. O principal objetivo é evitar acidentes e mortes, orientando os usuários sobre a legislação e os cuidados necessários antes de colocar esses veículos nas vias públicas”, afirmou.
Já o soldado Wronski, do Corpo de Bombeiros Militar, abordou os procedimentos que devem ser adotados em situações de acidentes. Durante a orientação, destacou a importância de manter a calma, acionar corretamente os serviços de emergência e fornecer informações precisas sobre a ocorrência. “É importante que o cidadão saiba o que fazer em caso de acidente, quando ligar para o 193, como acionar a Guarda Civil Municipal, manter a calma e informar corretamente o que aconteceu. Essa orientação é fundamental para que as pessoas saibam como agir e também como evitar acidentes”, explicou.
Além do presidente Airton Callai, participaram do evento os vereadores Josias Ferreira, Jackson Lopes, Dr. Nelsinho, Hélio Kaminski e Nadir Santana, que acompanharam as atividades e reforçaram o compromisso do Legislativo com ações de orientação, prevenção e segurança da população.
O primeiro Aulão de Motos e Bicicletas Elétricas representa um importante passo na conscientização dos usuários desses veículos, incentivando o respeito às normas de circulação e a adoção de comportamentos mais seguros. A proposta é ampliar o conhecimento da população e contribuir para a redução de acidentes, preservando vidas no trânsito de Lucas do Rio Verde.
Política
Lula sanciona exame que irá avaliar qualidade de alunos de medicina
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta sexta-feira (6) a lei que torna o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) , obrigatório para avaliar os estudantes de medicina e a qualidade dos cursos oferecidos no país.
O exame será aplicado em três momentos da graduação (no segundo, no quarto e no sexto ano) e o objetivo será identificar dificuldades de aprendizagem, aferir desempenho dos estudantes, acompanhar a qualidade dos cursos e contribuir para a formação médica.
Para Lula, a medida vai melhorar a qualidade do atendimento de saúde para a população brasileira.
“Quanto mais qualificado for o nosso médico, mais garantia a gente tem de que nós vamos viver mais”, disse.
Ele considera que o exame também vai repercutir em maior qualidade para o sistema público de saúde. Após a assinatura, Lula disse que é dever do Estado assumir a responsabilidade na prestação de serviços de saúde de uma forma geral.
“Se o Estado não assume a responsabilidade de dar tratamento justo às pessoas mais humildes, ninguém vai dar”. Lula disse que está orgulhoso do papel que o Sistema Único de Saúde tem cumprido no país inteiro.
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Com a lei, o Enamed passa a ser condição para o exercício da medicina. A exigência será aplicada aos estudantes que ingressaram nos cursos de medicina a partir de 19 de junho de 2026, data de publicação da medida provisória.
Quem já estava matriculado antes dessa data continuará submetido às regras anteriores, assim como médicos que já tinham diploma reconhecido nacionalmente.
Políticas públicas
O presidente aproveitou para defender a importância de investir em políticas públicas como o Agora tem Especialistas, o Samu, o Brasil Sorridente e o Farmácia Popular.
Lula destacou também que é necessário compreender o sistema de saúde de forma global, não só com remédios ou consultas. Ele defendeu o cuidado com alimentação e também com a rotina de atividades físicas.
“Imagina se cada prefeitura desse país fizer uma pequena academia. O que custa contratar professor de educação física, fisioterapeuta para cuidar dessas pessoas?”
Marco histórico
O vice-presidente Geraldo Alckmin, que é médico, disse que, com o Enamed, aluno, faculdade e a sociedade vão ser beneficiados. Ele recordou que quando se formou, na década de 1970, a maioria fazia residência.
“Hoje é metade praticamente porque abriram muitas faculdades. E às vezes sem ter o hospital adequado para o aluno poder ter a sua capacitação”.
O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran Gallo, chamou a decisão do governo de marco histórico e agradeceu pela postura do governo.
Capacitação
A professora Ludhmila Hajjar, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), testemunhou que, nos últimos três anos, tem se assustado com os médicos que ela ensina.
“Eles vêm já formados sem ter nunca atendido uma parada cardíaca, sem ter nunca visto um paciente em choque circulatório ou um paciente que precisava de uma ventilação mecânica”, lamentou.
Ela concordou que a medida fortalece o SUS. “Nós estamos protegendo a sociedade brasileira”. Para ela, foi inaugurada uma nova era na medicina. “Nós não queremos só uma prova tipo OAB da medicina. O aluno não é o culpado pela formação inadequada. O aluno muitas vezes é a principal vítima”, disse.
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, explicou que o Enamed será realizado em parceria com o Ministério da Saúde e com o Conselho Federal de Medicina.
A nova legislação prevê medidas de supervisão para instituições com resultados insatisfatórios, que podem incluir redução de vagas e até a suspensão de vestibulares.
Qualificação
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou que a lei possibilita atestar o progresso na formação dos médicos e fortalecer o atendimento à população com profissionais mais qualificados.
“Essa sanção é mais um passo histórico no fortalecimento da saúde do nosso povo porque não se faz saúde sem bons profissionais”, afirmou.
Padilha considera que o exame vai trazer resultados imediatos. “Nós estamos fazendo aqui algo mais avançado ainda porque é um teste de progresso. Vai ter efeitos daqui a dez anos”, apontou.
Leonardo Barchini explicou que o primeiro objetivo é aferir o desempenho dos estudantes de medicina dos cursos de graduação. “Nós vamos contribuir para a avaliação da formação médica e para a formulação das políticas públicas com esse exame”.
Ele defendeu que o exame vai fornecer subsídios para a avaliação e regulação dos cursos. Segundo o ministro, a União recebeu 360 processos com decisões judiciais que determinavam a abertura de mais 60 mil vagas de medicina.
“Isso bagunçou todo o coreto. A gente não tinha como verificar se essas vagas de medicina eram de qualidade ou não, se aquelas escolas estavam formando bem os estudantes ou não”, destacou.
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