Economia
Temu lança programa de afiliados para criadores sem site
Economia
A plataforma internacional de comércio eletrônico criou o Programa de Afiliados da Temu, um formato voltado a influenciadores, produtores de conteúdo e pessoas que desejam ter uma renda divulgando produtos na internet, mesmo sem possuir site ou blog. A iniciativa permite compartilhar ofertas e recomendações por meio de redes sociais, aplicativos de mensagens e comunidades digitais, com a possibilidade de receber comissões e recompensas por indicações.
A proposta amplia o acesso ao marketing de afiliados para além dos criadores que mantêm páginas próprias ou grandes audiências. Administradores de grupos, participantes de fóruns e pessoas que compartilham promoções também podem utilizar seus canais para divulgar os produtos da plataforma.
Entre os meios de divulgação aceitos estão WhatsApp, Facebook, Telegram, Reddit, Discord e X (antigo Twitter), além de outras plataformas digitais. Para acompanhar as indicações, a empresa disponibiliza links e códigos exclusivos aos participantes.
Como funciona o programa de afiliados da Temu
O funcionamento começa com a inscrição na plataforma. Após o cadastro, o participante informa os canais que pretende utilizar e recebe recursos para compartilhar produtos e ofertas com seu público.
A variedade de categorias disponíveis na Temu permite direcionar as recomendações a diferentes interesses de consumo, como decoração, tecnologia, moda, acessórios e artigos para o dia a dia. Assim, quem administra uma comunidade sobre determinado assunto pode selecionar produtos relacionados ao perfil dos participantes.
A estratégia também contempla pessoas com audiências menores. Um administrador de um grupo de WhatsApp sobre decoração, por exemplo, pode divulgar ofertas e recomendações sem precisar criar um site para apresentar os produtos.
Quanto ganha um afiliado da Temu?
O Programa de Afiliados da Temu trabalha com diferentes formas de remuneração, que incluem comissões sobre pedidos elegíveis de novos usuários, recompensas por indicações e bônus de campanhas promocionais. Na página de recrutamento, a empresa anuncia comissões entre 35% e 40% e recompensas por vendas e indicação elegível. Também são oferecidos incentivos adicionais em determinadas campanhas, como a Black Friday.
A remuneração depende das regras de cada ação promocional, do mercado em que o afiliado está inscrito e do cumprimento dos critérios de conversão. No Brasil, por exemplo, as comissões durante a Black Friday começam em 35% e podem chegar a 45%. Além disso, o participante pode receber um bônus de ativação de R$ 50 por cada novo usuário que concluir o download do aplicativo e realizar um pedido após ser indicado.
Isso significa que o simples compartilhamento de um link ou o recebimento de cliques não assegura o pagamento de comissão. As indicações precisam gerar as ações previstas nas condições do programa.
É necessário ter site ou muitos seguidores?
Não. Um dos principais diferenciais do programa é permitir a participação de pessoas que utilizam redes sociais e comunidades digitais como canais de divulgação, sem exigir um site ou blog. A iniciativa também não está limitada a influenciadores conhecidos. Administradores de grupos de ofertas, divulgadores de cupons, participantes de fóruns e usuários que recomendam produtos podem se candidatar.
Durante a inscrição, é necessário fornecer as informações solicitadas e indicar os canais utilizados para compartilhar os links e códigos. A Temu pode solicitar comprovação da atividade de divulgação, como um link válido do canal ou capturas de tela que demonstrem a utilização dos recursos de afiliado.
De acordo com a plataforma, o prazo informado para essa avaliação é de um a três dias úteis. A aprovação e a liberação dos valores dependem do atendimento às condições estabelecidas. As comissões também podem passar por validação: pedidos cancelados, devolvidos ou considerados inelegíveis podem resultar em ajustes nos valores contabilizados.
Por isso, é importante acompanhar as regras de cada campanha e verificar os critérios de levantamento antes de considerar uma comissão como saldo disponível.
Qual é a diferença entre afiliados e influenciadores?
Além do programa geral de afiliados, a Temu mantém uma modalidade específica para influenciadores digitais. Embora ambos tenham como objetivo ampliar a divulgação dos produtos, existem diferenças na forma de participação.
O Programa de Afiliados da Temu concentra-se no compartilhamento de links e códigos, na indicação de novos consumidores e na geração de comissões. Já a modalidade de influenciadores prioriza a produção de conteúdo, como vídeos, demonstrações e avaliações de produtos.
Nesse segundo formato, os participantes podem ter acesso a produtos gratuitos, recompensas por publicações aprovadas, comissões e oportunidades de divulgação patrocinada. TikTok, Instagram e YouTube estão entre os principais canais utilizados.
A candidatura ao programa de influenciadores considera características das contas nas redes sociais, incluindo audiência e engajamento. Por isso, os requisitos dessa modalidade não devem ser confundidos com os critérios do programa geral de afiliados.
Antes de começar a divulgar produtos, é importante conhecer as regras de participação e as condições de remuneração. A Temu estabelece restrições a práticas como geração artificial de tráfego, informações enganosas e envio de mensagens não autorizadas. Outro ponto de atenção é a variação das condições comerciais. Comissões, recompensas, critérios de aprovação e formas de pagamento podem mudar conforme o país e as campanhas disponíveis.
Ao permitir que links e códigos sejam compartilhados em diferentes canais digitais, o programa abre espaço para pessoas que desejam ingressar no marketing de afiliados sem investir na criação de um site ou blog. A proposta utiliza redes sociais e comunidades já existentes como meios de divulgação e aproxima a plataforma de consumidores alcançados por recomendações e ofertas compartilhadas na internet.
Economia
Brasil cria 121,3 mil postos de trabalho em setembro, aponta Caged
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados nesta quarta-feira (4), apontam que 121,3 mil postos de trabalho com carteira assinada foram abertos em setembro. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.
O saldo é 24,7% maior em relação a agosto, quando o país criou 161 mil empregos.
A criação de empregos caiu 43,5% em comparação a setembro do ano passado, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. No mesmo mês de 2025, tinham sido criados 214,6 mil postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores.
Em relação aos meses de setembro desde 2020, esse é o resultado mais baixo da série. A mudança da metodologia no Caged impede a comparação com anos anteriores a 2020.
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Acumulado
De janeiro a setembro, o Caged registrou queda de 27,9% no acumulado de vagas formais:
- 1.248.914 (nove meses de 2026);
- 1.731.398 (nove meses de 2025).
Os dados trazem ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores.
Setores
Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em setembro. Só a agropecuária demitiu mais do que contratou.
- Serviços: 81.241 postos;
- Indústria (de transformação, de extração e de outros tipos): 19.285;
- Comércio: 15.697;
- Construção civil: 9.468;
- Agropecuária: -4.381.
Tradicionalmente, o mês de setembro é fraco para a agropecuária, por causa do início do plantio. No entanto, representa alta na atividade industrial, com as fábricas começando a produzir para o Natal.
Destaques
Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de atividades administrativas e serviços complementares, com a abertura de 18,3 mil postos formais. A categoria de saúde humana e serviços sociais abriu 15,4 mil vagas. O setor de transporte, armazenagem e correio criou 13,2 mil postos.
Na indústria, o destaque positivo ficou com o segmento de serviços especializados para fabricação de produtos alimentícios (17 mil), fabricação de veículos automotores (2,1 mil) e coleta, tratamento, disposição de resíduos e recuperação de materiais (1,48 mil).
No comércio, o maior gerador de empregos foi o comércio varejista (9,43 mil), seguido por comércio por atacado, exceto veículos automotores e motocicletas (3,87 mil.
Na construção, os destaques foram obras de infraestrutura (4,66 mil) e serviços especializados para construção (3,9 mil).
Regiões e estados
Todas as cinco regiões registraram abertura de vagas formais em setembro.
Veja abaixo o desempenho de cada região:
- Nordeste: 49.142 postos;
- Sudeste: 39.404;
- Norte: 14.748;
- Sul: 9.949;
- Centro-Oeste: 7.894.
Na divisão por unidades da Federação, 26 registraram saldo positivo. Apenas o Rio Grande do Sul demitiu 2, 9 mil a mais do que contratou. Os destaques na criação de empregos foram em São Paulo (19,3 mil), Pernambuco (13,3 mil) e Alagoas (11,1 mil).
As unidades da Federação com o menor saldo de abertura de empregos formais em setembro foram Acre (235), Goías (307) e Maranhão (654).
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, no Rio Grande do Sul, as demissões decorrem do fim da safra de fumo e da retração no comércio varejista.
Salário médio
O salário médio real de admissão em setembro totalizou R$ 2.429,41. Isso representa:
- redução de R$ 1,10 (-0,05%) em relação a agosto (R$ 2.430,51);
- aumento de R$ 44,90 (1,88%) em relação a setembro de 2025 (R$ 2.384,51).
Carteira assinada
Com a criação de empregos formais, o número de trabalhadores com carteira assinada encerrou setembro em 48,35 milhões, alta de 0,25% em relação a agosto e de 1,65% em relação ao mesmo mês do ano passado.
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