Política
Nunes Marques pede vigilância e senso crítico com notícias no 2º turno
Política
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, pediu, neste sábado (24), que a população se mantenha vigilante e eleve o senso critico em relação às informações que circularem neste domingo (25), segundo turno das eleições. As seções ficam abertas de 8h às 17h, seguindo o horário de Brasília, e quem não votou no primeiro turno, pode votar no segundo .
“É dever de todos, inclusive nós, eleitores, garantir o sigilo do voto. Também devemos nos manter vigilantes com relação às informações que recebemos e compartilhamos”, disse em transmissão de rede nacional de rádio e televisão.
“Vamos elevar nosso senso crítico com mensagens eletrônicas recebidas nesta reta final, principalmente aquelas que tenham caráter sensacionalista e acusatório contra quaisquer dos candidatos ou mesmo contra a Justiça Eleitoral”, pediu o ministro.
Os brasileiros irão votar para presidente da República e, em alguns estados, para governador. A disputa local ocorre no Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins.
O ministro destacou alguns cuidados que os eleitores devem ter neste domingo, como a importância da cola eleitoral com o número dos candidatos e a checagem do local de votação . “Apesar de termos um número muito pequeno de alterações [de seções eleitorais], não custa verificar essa informação antes de sair de casa”, alertou.
Para isso, várias ferramentas estão disponíveis, como o aplicativo e-título, o Autoatendimento Eleitoral nas páginas do TSE e dos tribunais regionais eleitorais (TREs) de cada estado e o ChatVote, assistente virtual da Justiça Eleitoral que também pode ser acessado na página do TSE.
Ainda segundo o ministro, o e-título é a ferramenta mais completa da Justiça Eleitoral e está disponível gratuitamente nas lojas de aplicativos. “Por meio dela, além de consultarmos nosso local de votação, é possível justificar ausência às urnas, consultar o pagamento de débitos eleitorais, ler os boletins de urna e ter acesso à versão eletrônica do título eleitoral”, explicou.
O presidente do TSE convidou os 158 milhões de eleitores a comparecerem às urnas. “O voto é a melhor expressão dos direitos e deveres inerentes à cidadania. Ao exercê-lo, demonstramos nossa disposição concreta de agir em favor do nosso país, dos valores que nos são caros e das crenças que carregamos. É por isso que se trata de direito pessoal e intransferível”, disse.
Segundo ele, neste domingo, a Justiça Eleitoral estará novamente mobilizada em todo o território nacional para assegurar a livre e espontânea manifestação da vontade do eleitorado, “garantindo o mesmo clima de tranquilidade e respeito registrado no primeiro turno”.
Política
Candidatos à Presidência reúnem apoiadores no último dia de campanha
Os candidatos à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniram multidões em atos com apoiadores no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e São Paulo, no último dia da campanha eleitoral, neste sábado (24).
Nesta tarde, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, o senador Flávio Bolsonaro participou de uma caminhada com apoiadores ao som de trios elétricos partindo da Praça do Ó. Ele discursou brevemente agradecendo o apoio. “Vocês estão fazendo parte dessa história” declarou.
Com apoio dos deputados federais eleitos Nikolas Ferreira (PL-MG) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), do senador eleito Dalagnol e do governador de São Paulo Tarcísio Freitas (Republicanos), Flávio disse que os próximos anos serão de ” felicidade, prosperidade, liberdade e vitória porque o Brasil vai vencer”.
O candidato também estava acompanhado da esposa, Fernanda, e do governador eleito no Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL). Entre os apoiadores, muitas famílias com crianças, motociclistas e lutadores de jiu-jitsu. A família Gracie, referência na modalidade, foi saudada pelos mestres de cerimônia do evento.
A manifestação se deslocou em direção ao Condomínio Vivendas da Barra, onde a família Bolsonaro tem uma casa. O trajeto foi de cerca de 1 quilômetro.
Apoiadores usavam camisetas da seleção, verde-amarelo e portavam faixas adesivos e outros adereços com a frase “Fora Lula”. Também se viam muitas bandeiras de Israel. A multidão cantou o Hino Nacional.
Lula
Candidato à reeleição, Lula também reuniu apoiadores no Rio de Janeiro, mas na orla de Copacabana, em uma caminhada que começou no fim da manhã. Em um breve pronunciamento aos jornalistas antes do evento, ele destacou que essa foi a disputa eleitoral em que mais enfrentou mentiras do lado adversário, representado pelo senador Flávio Bolsonaro.
“Uma campanha que, provavelmente, tenha sido a campanha feita por um adversário do mais baixo nível possível”, disse, lembrando que já disputou votos com nomes como Ulysses Guimarães, Leonel Brizola, Mario Covas, Fernando Henrique Cardoso, José Serra e Paulo Maluf.
Lula ainda agradeceu a mobilização de apoiadores durante o segundo turno e afirmou que “não se ganha eleição sem o povo”. Segundo ele, os brasileiros querem “mudança para frente e não retroceder”, citando o que chamou de desmontes na cultura, educação, trabalho, saúde e infraestrutura, ocorridos no governo anterior de Jair de Bolsonaro, pai de Flávio.
O candidato do PT estava acompanhado da primeira-dama, Janja Lula da Silva, e de políticos aliados, como ministros, ex-ministros, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, e o ex-prefeito Eduardo Paes, entre outros.
Durante a caminhada de pouco menos de 1 quilômetro, trios elétricos e o carro onde estava o presidente foram saudados pela multidão, que ostentava as cores vermelho, do PT, e o amarelo, da camisa da seleção brasileira. O público presente também levava cartazes que exaltavam feitos do atual governo e colocavam em dúvida a garantia de direitos em caso de vitória da campanha adversária.
O presidente lembrou ainda o caso Ana Clara , menina de 5 anos que morreu em uma comunidade em Niterói, no Rio de Janeiro, atingida por tiro de fuzil disparado por um soldado da Polícia Militar (PM), em 2021. O senador Flávio Bolsonaro defendeu a inocência do PM.
Ao fim da caminhada, ele fez um chamado ao voto feminino e disse que são as mulheres que vão ganhar a eleição. “Cada mulher que sentiu a dor daquela mãe que perdeu um filho, uma menina de 5 anos, com a bala de um policial bandido, cada mulher não pode votar no miliciano”, disse.
Motocarreata
Pela manhã, o candidato Flávio também participou de uma motocarreata em Belo Horizonte, capital mineira, acompanhado de outras lideranças da direita como o deputado federal Nikolas Ferreira e o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas . O senador fez o trajeto em cima de um trio elétrico e deixou o evento sem discursar.
Em publicação nas redes sociais, Flávio também falou àqueles que ainda estão indecisos sobre a escolha para o segundo turno. Para o candidato do PL, o Brasil está “unido do mesmo lado, que é o lado da mudança”.
“Qualquer cidadão brasileiro tem que cobrar mesmo o homem público quando as coisas não acontecem como prometido. E, infelizmente o atual governo promete muito e não cumpre nada”, disse.
“O Brasil cansou de esperar porque o que foi vendido como esperança virou medo, desilusão, recorde de mulheres assassinadas e obras inacabadas. Quero me colocar à disposição e como presidente da República vou dar o meu melhor”, completou Flávio.
Na Paulista
Também em um segundo evento, à tarde, Lula encerrou a campanha em ato na Avenida Paulista, em São Paulo. O candidato novamente destacou o apoio popular e a confiança na possibilidade de uma virada.
“Estamos terminando uma campanha que possivelmente só tenha tido similar no segundo turno de 1989. A de 89 foi a campanha mais emocionante de que participei na minha vida, pela participação viva da sociedade”, disse, em um ato com apoio massivo de militantes e simpatizantes que também cantaram o Hino Nacional.
“Neste segundo turno, a sociedade brasileira resolveu assumir a responsabilidade de dizer que a eleição não é uma coisa de um partido, é uma coisa de pessoas que se preocupam com o país, de pessoas que se preocupam com o dia a dia de outras pessoas”, afirmou Lula, em coletiva de imprensa.
Na capital paulista, o candidato voltou a criticar as posturas do candidato Flávio Bolsonaro, como a defesa do policial que matou a jovem Ana Clara e a suposta proximidade com milícias fluminenses.
* Colaboraram Guilherme Jeronymo, de São Paulo, e Isabela Vieira e Bruno de Freitas Moura, do Rio de Janeiro.
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