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Rondonópolis

Apoio da Prefeitura garante retomada do caráter popular da Exposul

Publicado em

Rondonópolis

A
parceria da Prefeitura de Rondonópolis junto ao Sindicato dos
Produtores Rurais
tem retomado o caráter popular da Exposição Agropecuária,
Industrial e Comercial do Sul de Mato Grosso (a Exposul). Graças ao
apoio do Município foi possível garantir a entrada de graça da
população na exposição e todos os seus shows neste ano de 2026.
Além disso, a administração vem propiciando ônibus de graça na
cidade em todas as noites para facilitar o acesso à feira.

Com
a iniciativa, diferentes classes sociais tem se encontrado na 52ª
Exposul, desde as mais simples até as mais abastadas. O dinheiro que
seria gasto no ingresso dos shows nacionais ou rodeio profissional
pode, dessa forma, ser usado pelos frequentadores no parque de
diversões, em bebidas, lanches e doces nas lanchonetes e praça de
alimentação ou mesmo em roupas para ir bem produzido para a
exposição.
O incentivo do poder público, junto
com
renomados
shows, tem
lotado o recinto em várias noites.

Fabiana Caetano, pedagoga. Foto – Ednilson Aguiar

Entre
a multidão de pessoas que aproveitou o benefício esteve a pedagoga
Fabiana Caetano, que
levou a família toda para a festa. Ela disse que, se não fosse essa
iniciativa, não teria condições de levar a família para a
Exposul, considerando ingresso e alimentação. “Eu
achei uma inovação. O
público está gostando bastante: dá
pra ver pela quantidade de pessoas que está
vindo. É
uma festa
magnífica e
o prefeito está de parabéns pelo evento que foi produzido”,
externou.

Fabrício Wendel, sem emprego no momento. Foto – Ednilson Aguiar

Desempregado
atualmente, Fabrício Wendel saiu da Chácara Pica Pau, perto do
Residencial Sítio Farias, junto com três amigos, e foram para a
feira sem pagar nada no ônibus do transporte coletivo. “Está
ótimo demais. A minha expectativa é curtir o show, pegar na mão
dos nossos cantores preferidos, Zé Neto e Cristiano, e até tirar
uma foto com eles. Só tenho que agradecer ao meu prefeito Cláudio
Ferreira”, disse.

Ilson de Assis Silva, comerciante. Foto – Ednilson Aguiar

O
comerciante Ilson
de Assis Silva e
a esposa também aproveitaram para curtir a Exposul neste ano. “Eu
achei muito bom
esse
apoio, porque
a melhor coisa fez que o Cláudio
foi
liberar o povo para
entrar na
exposição. Este ano eu achei
que teve muito aumento de público
na feira, porque
o ano passado eu vim
aqui e não tinha tanta gente que nem este
ano”, avaliou.

Juliano Augusto, vendedor. Foto – Ednilson Aguiar

O
vendedor Juliano Augusto foi
outro que aproveitou
as noites de portões abertos para levar toda a família para curtir
a exposição, no caso a esposa, a mãe, a sogra e o filho. “Achei
a ideia
interessante, pois
é
algo novo e
que
ninguém ainda tinha feito na
cidade. É um
negócio muito bom para a população. E
acredito
que isso
incentiva as pessoas a terem um lazer na
cidade”, contou.

A
52ª Exposul segue neste sábado (8) com o show nacional do cantor
Gustavo Lima e neste domingo (9) com o rodeio profissional e o
parque
de diversões.

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Rondonópolis

Noite de autógrafos do livro “Entre o medo e a palavra”, de Janete Oliveira de Carvalho, movimenta Rachid Mamed na próxima sexta-feira (25)

Publicados

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Ao levar pessoas para dentro da
biblioteca para usufruírem dos mais diversos tipos de linguagens
artísticas, preenche-se esse equipamento cultural de vida e
multiplica-se o conhecimento nas suas mais diversas formas. Essa é a
opinião do secretário adjunto de Cultura e Juventude, Jeth Wilson
Figueiredo, quando se refere ao lançamento da obra de autoficção
de Janete Oliveira de Carvalho, que acontece na próxima sexta-feira
(25), às 19h, na Biblioteca Rachid Mamed.

Jeth
salienta ainda que a iniciativa faz parte do Projeto Biblioteca Viva,
que acredita que a cultura não está longe, mas perto e dentro da
comunidade, podendo ser sorvida e produzida pelos próprios membros
do grupo comunitário. “A biblioteca deve ser lugar de encontro,
troca de ideias, manifestação, participação e formação cultural
através da realização de uma programação vasta e intensa. Assim,
por meio de ações como o lançamento do livro da Janete, buscamos
incentivar a população a frequentar nossas bibliotecas e ter nesses
espaços públicos locais de expressão e consumo de cultura nas suas
variadas modalidades”, defende ele.

Registros
feitos ao longo do tempo no papel, como se este fosse seu melhor
amigo, foram transformados em uma obra
literária em que a autora, com sensibilidade e maestria,
aborda temas delicados, mas necessários,
como abuso psicológico e físico na infância, além do
silenciamento que perpetua a violência contra a criança.

A
escrita como catarse foi seu refúgio durante um grande período,
permitindo que Janete conseguisse processar memórias dolorosas. “Um
dia, ao mostrar alguns textos para meu psicanalista, ele sugeriu que
eu os publicasse. Acolhi a ideia e comecei a elaborar os escritos não
mais apenas para desabafar, mas para dividi-los com as pessoas”,
comenta ela.

Tomando
como linha mestra da
trama a atitude insidiosa e invasiva por parte de quem deveria
cuidar e proteger, mas, se aproveitando da autoridade e ascendência
da qual era investido à época dos fatos, massacra e oprime o
vulnerável e indefeso, a escritora tece a autoficção levando o
leitor a um recinto pantanoso com uma atmosfera sombria onde se
passam os acontecimentos, instigando-o a questionar títulos e papéis
atribuídos mas, por vezes, não desempenhados, como paternidade e
patriarcado.

Densa,
a obra traz questões importantes e atuais sobre a fragilidade
infantil diante a violência contra a criança, julgamento social e
familiar, culpabilização, intimidação, vergonha e medo. A
invalidação e a descredibilização da vítima, como mais um fardo
a ser enfrentado, são outros aspectos desse contexto penoso
retratado pela autora.

Residindo
atualmente em Itanhaém (SP), onde já lançou o livro, a escritora,
que é natural de Goiânia, declara que fazer a noite de autógrafos
em Rondonópolis – cidade na qual morou de 1986 a 2007, formou sua
família, construiu sua carreira como professora e sua vida pública
– é uma prova de fogo, já que agora, por meio dessa obra, as
pessoas vão ver quem é a verdadeira Janete, sem maquiagem.

“Quem
me conhece em Rondonópolis tem uma imagem social e superficial sobre
mim. Mas, depois de lerem o livro, todos vão me enxergar na
intimidade, vão saber da bagagem e das marcas que carrego na alma”,
manifesta a escritora.

Para
Janete, falar sobre um tema tão delicado é fundamental para coibir
que situações semelhantes aconteçam com outras pessoas. “Meu
desejo, quando decidi publicar essa história, era que ela fosse uma
ferramenta de libertação para aqueles, homens e mulheres, que
tenham sido abusados psicológica e fisicamente. Acredito que a
palavra é o início da cura. Ela liberta. Por isso, é preciso tocar
nesse assunto, evitar sua naturalização e legitimar o discurso da
vítima que, recorrentemente, é colocado em dúvida”, declara a
autora.

São
316 páginas em que Janete faz revelações e reflexões sobre a
vulnerabilidade da criança, seu espaço e a voz que lhe é dada no
seio familiar, abuso e tomada de consciência por parte da vítima e
consequências na vida adulta, desmistificando tabus e destrinchando
os nós desse novelo social que impactam os atingidos pela violência,
encarando o assunto com a coragem, a força e a sabedoria daqueles
que sofreram, mas sobreviveram.

Oportunidades
como a que vai ocorrer na próxima sexta-feira estão abertas a
entidades, produtores e fazedores de cultura que queiram expor seus
trabalhos em um dos equipamentos culturais
disponíveis na cidade.

Em
Rondonópolis, há duas bibliotecas públicas que adotam o Projeto
Biblioteca Viva, conforme ressalta Jeth: “Utilizamos essa concepção
tanto na Rachid Mamed, que se encontra no Centro, quanto na
Biblioteca Manoel Severino da Silva, que se localiza na Vila
Operária. Ambas recebem aqueles que queiram fazer saraus,
performances, apresentações, enfim, encontros cultuarais”.

Reservas
para usar os espaços de uma das duas bibliotecas podem ser feitas
presencialmente no Centro Cultural José Sobrinho, na Rua Barão do
Rio Branco 2.650, Jardim Santa Luzia, entre a OAB e a UPA, ou através
do e.mail dlllbrondonopolis@gmail.com.

A
Biblioteca Rachid Mamed fica na Avenida
Marechal
Rondon 639, Centro.

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