Economia
ABRH-PR comemora 60 anos de existência em 2026
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Em 10 de agosto de 2026, a Associação Brasileira de Recursos Humanos – Seccional Paraná (ABRH-PR) celebrará 60 anos de uma trajetória que acompanha a própria evolução da gestão de pessoas no Estado. Criada para fortalecer a atuação dos profissionais de Recursos Humanos, a entidade tornou-se referência na formação de lideranças, na produção e disseminação de conhecimento e na promoção de ambientes organizacionais mais humanos, inovadores e sustentáveis no Paraná.
Ao longo dessas seis décadas, a ABRH-PR acompanhou as transformações do mercado de trabalho, ampliando o debate sobre temas como cultura organizacional, diversidade, liderança, saúde emocional, transformação digital e futuro do trabalho. Filiada à ABRH Brasil, consolidou-se também como um importante elo entre empresas, universidades, especialistas e profissionais, contribuindo diretamente para a evolução da gestão de pessoas no Paraná.
“O legado da ABRH-PR vai muito além da história da entidade. Ao longo desses anos, ajudamos a formar gerações de profissionais, disseminamos conhecimento e fortalecemos a compreensão de que as pessoas são o principal diferencial competitivo das organizações”, afirma o presidente da ABRH-PR, Gilmar Silva de Andrade, na gestão 2025/2027.
Segundo ele, a entidade construiu sua credibilidade ao manter-se conectada às mudanças do mercado sem perder sua essência. “Chegar aos 60 anos representa história, credibilidade, resiliência e transformação. É resultado do esforço de milhares de pessoas que dedicaram tempo, conhecimento e propósito para desenvolver o RH paranaense. Mais do que celebrar o passado, essa data reforça nossa responsabilidade com o futuro”.
Conhecimento que conecta gerações
Entre os principais marcos dessa trajetória está o Congresso Paranaense de Recursos Humanos (CONPARH), que, na mesma celebração dos 60 anos da entidade, chega à sua 19ª edição. Consolidado como o maior congresso de gestão de pessoas do Paraná, o evento reúne lideranças, especialistas e profissionais para discutir os desafios contemporâneos das organizações. Neste ano, o tema convida à reflexão sobre aquilo que nenhuma tecnologia é capaz de substituir: a capacidade humana de liderar, aprender, inovar e construir relações.
Para a vice-presidente da ABRH-PR (gestão 2025/2027), Vera Mattos, a longevidade da entidade é resultado de um compromisso permanente com o desenvolvimento humano. “A ABRH-PR representa seis décadas dedicadas à formação de lideranças, à disseminação do conhecimento e à construção de redes de relacionamento. Nosso propósito é continuar promovendo ambientes de trabalho mais saudáveis, estratégicos e inovadores, porque acreditamos que o futuro das organizações depende, acima de tudo, das pessoas que as constroem”.
Na avaliação do vice-presidente Financeiro e Mercado da ABRH-PR (gestão 2025/2027), Luís Humberto de Quental, esse legado consolidou a entidade como uma das principais referências em gestão de pessoas no Estado. “A ABRH-PR tem um papel fundamental no desenvolvimento da gestão de pessoas e da liderança no Paraná. Esses 60 anos representam legado, relevância e evolução contínua, refletindo seis décadas dedicadas ao desenvolvimento de líderes, organizações e profissionais, sempre pautadas pela ética, pelo conhecimento e pela valorização das relações humanas”.
Referência que inspira o Brasil
A contribuição da ABRH-PR ultrapassa as fronteiras estaduais e influencia diretamente o sistema nacional de Recursos Humanos. Para a presidente da ABRH Brasil, Leyla Nascimento, a entidade tornou-se uma das seccionais mais representativas do país. “Celebrar os 60 anos da ABRH Paraná é reconhecer a trajetória de uma das seccionais mais importantes e representativas do sistema ABRH no país. São seis décadas contribuindo para transformar o RH em uma área cada vez mais estratégica, humana e conectada às transformações da sociedade e do mundo do trabalho”.
Segundo ela, a atuação da Associação antecipou debates que hoje ocupam posição central nas organizações. “A ABRH Paraná sempre esteve conectada às grandes pautas do futuro do trabalho, como liderança humanizada, diversidade, inclusão, saúde mental, tecnologia e transformação organizacional, contribuindo para elevar o nível técnico e estratégico do RH brasileiro”.
Um legado construído por voluntários
A história da ABRH-PR também é marcada pelo trabalho voluntário de centenas de profissionais que ajudaram a construir a entidade ao longo de seis décadas. Entre eles está Ariel Ferreira da Silva, que ressalta o impacto da entidade na formação profissional e no fortalecimento das organizações. “A ABRH-PR transforma o RH em um parceiro estratégico dos negócios e promove o crescimento de quem participa de sua rede, tanto profissional quanto pessoalmente. Ver a entidade completar 60 anos é testemunhar um legado de inovação e desenvolvimento humano”.
Ao olhar para o futuro, a ABRH-PR reforça o compromisso de ampliar sua atuação nas discussões sobre inteligência artificial aplicada à gestão de pessoas, diversidade, inclusão, saúde mental, desenvolvimento de lideranças e novas relações de trabalho. “O grande desafio das próximas décadas não será apenas acompanhar os avanços tecnológicos, mas garantir que o ser humano continue no centro das decisões organizacionais. O futuro continuará exigindo transformação e inovação, mas também continuará exigindo aquilo que sempre defendemos: pessoas no centro de tudo”, conclui o presidente Gilmar de Andrade.
Economia
Insuficiência cardíaca atinge 2 milhões de brasileiros
Considerada a via final de diversas doenças cardiovasculares, a Insuficiência Cardíaca (IC) segue entre as principais causas de internação, re-hospitalização e mortalidade cardiovascular no Brasil. Apesar do nome, a condição não significa que o coração “parou de funcionar”, mas sim que perdeu a eficiência de bombear sangue adequadamente para suprir as necessidades do organismo.
Com impacto crescente sobre pacientes, famílias e o sistema de saúde, a doença afeta aproximadamente 2 milhões de brasileiros e responde por cerca de 240 mil novos casos por ano. Entre 2014 e 2024, foram registradas mais de 2,2 milhões de internações relacionadas à insuficiência cardíaca no país. A região Sudeste concentra o maior volume de casos, com aproximadamente 931 mil hospitalizações no período, seguida pelo Nordeste, com mais de 503 mil.
O cenário reforça a relevância da doença como um importante desafio de saúde pública, especialmente diante do envelhecimento populacional e dos casos de hipertensão arterial, diabetes, obesidade e histórico de infarto.
Além do impacto clínico, essa doença também gera reflexos socioeconômicos significativos. Um levantamento do Centro de Inovação SESI em Saúde Ocupacional estima que a economia brasileira perca cerca de R$ 6 bilhões por ano em decorrência da redução da produtividade da população economicamente ativa acometida pela IC.
Como 9 de julho é o Dia Nacional de Alerta contra a Insuficiência Cardíaca, ampliar a conscientização sobre sinais, sintomas e fatores de risco torna-se fundamental para estimular o diagnóstico precoce através de intervenções médicas e evitar a progressão e piora da doença.
Para esclarecer as principais dúvidas sobre o tema, a cardiologista Dra. Ariane Vieira Scarlatelli Macedo (CRM-SP 106624), médica do ambulatório de miocardiopatias da Santa Casa de São Paulo e consultoria científica do Instituto Lado a Lado pela Vida, comenta os principais mitos e verdades relacionados à insuficiência cardíaca.
Insuficiência cardíaca é uma doença pontual? Mito.
“Trata-se de uma condição crônica e progressiva, mas que pode ser controlada com diagnóstico precoce, acompanhamento médico e tratamento adequado”, explica a cardiologista.
Cansaço excessivo e falta de ar podem ser sinais da doença? Verdade.
Entre os sintomas mais evidentes estão fadiga, falta de ar ao realizar esforços ou ao se deitar, inchaço nas pernas e tornozelos, tosse persistente, entre outros. De acordo com a Dra. Ariane, “muitas pessoas confundem esses sinais com ‘cansaço da idade’, e só procuram ajuda após agravamento dos sintomas, quando a doença já está instalada, levando ao atraso no diagnóstico”.
Só idosos desenvolvem insuficiência cardíaca? Mito.
“Embora seja mais frequente em pessoas acima dos 60 anos, a insuficiência cardíaca também pode acometer adultos mais jovens, especialmente aqueles com hipertensão descontrolada, histórico de infarto, diabetes, obesidade, doenças nas válvulas do coração, genéticas, dentre outras”, informa a cardiologista.
Quem teve infarto tem maior risco de desenvolver insuficiência cardíaca? Verdade.
Sem o tratamento correto, o infarto pode danificar o músculo cardíaco e comprometer a capacidade de bombeamento do coração. “Muitos casos de insuficiência cardíaca surgem como consequência de doenças cardiovasculares mal controladas ao longo do tempo”, alerta a especialista.
A insuficiência cardíaca tem tratamento? Verdade.
Os avanços da cardiologia nos últimos anos trouxeram novas opções terapêuticas que ajudam a controlar sintomas, reduzir hospitalizações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. “Mudanças no estilo de vida, prática de atividade física orientada, alimentação equilibrada e adesão ao tratamento são fundamentais”, recomenda a médica.
Inchaço nas pernas sempre é problema circulatório? Mito.
O edema pode ter diferentes causas, mas também pode ser um sinal importante de insuficiência cardíaca, principalmente quando associado à falta de ar e cansaço frequente.
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