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FGV e universidade dos Emirados firmam acordo de cooperação

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A cooperação entre o Brasil e os Emirados Árabes Unidos entrou em um novo capítulo com a assinatura de um Memorando de Entendimento (MoU) entre a Fundação Getulio Vargas (FGV) e a American University of Sharjah (AUS), uma das principais instituições de ensino superior dos EAU e da região do Golfo. O acordo abre caminho para o intercâmbio de estudantes e professores, projetos de pesquisa conjuntos e novas oportunidades de colaboração acadêmica entre os dois países.

A cerimônia contou com a presença de Sua Excelência Sharif Essa Al Suwaidi, Embaixador dos EAU no Brasil; Nooraa Sultan Al Suwaidi, Diretora de Intercâmbio Acadêmico Internacional da AUS; além de representantes da Mubadala Capital e da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. A participação de atores do setor privado destacou um dos principais diferenciais desta parceria: aproximar universidades, empresas e instituições envolvidas na formação dos futuros líderes globais.

Segundo o Dr. Salah Brahimi, Vice-Reitor de Relações Externas e Professor da AUS, o acordo reúne instituições com perfis distintos, porém altamente complementares.

“O que eleva este acordo é o fato de reunir instituições com características diferentes, mas profundamente complementares. A AUS oferece um dos ambientes acadêmicos mais internacionais da região, enquanto a FGV traz o prestígio de uma das instituições de produção de conhecimento mais influentes do Brasil e do mundo. Juntas, criam oportunidades únicas para a troca de ideias, talentos e experiências”, afirmou.

Reconhecida como a universidade número um nos Emirados Árabes Unidos em diversidade de estudantes internacionais e uma referência em áreas como negócios, economia, arquitetura e sustentabilidade, a AUS une-se agora a uma rede colaborativa com uma instituição que figura entre os principais centros de pesquisa e think tanks de políticas públicas do mundo.

Mais do que um acordo acadêmico tradicional, a iniciativa reflete uma estratégia mais ampla para fortalecer as relações entre o Brasil e os EAU por meio da educação, da inovação e da cooperação institucional.

“O Acordo de Cooperação Técnica entre a AUS e a FGV demonstra como a cooperação internacional pode unir educação, inovação e desenvolvimento econômico. A presença de representantes da Mubadala Capital e da Bolsa do Rio destaca a importância de conectar as universidades ao setor produtivo para criar oportunidades para jovens talentos”, enfatizou o Embaixador Sharif Al Suwaidi.

Segundo Nooraa Al Suwaidi, a parceria também é fruto dos esforços de articulação realizados pela Embaixada dos EAU no Brasil, que uniu as diferentes partes interessadas e ajudou a transformar interesses comuns em uma agenda de cooperação concreta.

“O que tornou esta colaboração possível foi o papel estratégico da Embaixada dos EAU, que ajudou a alinhar as dimensões diplomática, acadêmica e institucional da parceria. Mais do que apenas facilitar um acordo, a Embaixada criou uma oportunidade para construir uma colaboração que reflete a ambição mais ampla da relação entre os EAU e o Brasil”, disse Al Suwaidi.

A assinatura ocorre em um momento de expansão dos laços entre os dois países em áreas como investimentos, inovação, educação e desenvolvimento sustentável. Nos últimos anos, universidades, centros de pesquisa e empresas dos EAU expandiram sua presença no Brasil, acompanhando o crescimento das relações econômicas e institucionais entre ambas as nações.

Para o embaixador, iniciativas como esta demonstram que o futuro da parceria bilateral também depende do desenvolvimento do capital humano e da construção de pontes entre o conhecimento e o desenvolvimento.

“Ao unir a academia e os negócios, fortalecemos a formação de líderes globais, ampliamos as perspectivas de carreira para as futuras gerações e geramos valor para a sociedade, ao mesmo tempo em que aprofundamos os laços estratégicos entre o Brasil e os Emirados Árabes Unidos”, concluiu o Embaixador Al Suwaidi.

A parceria entre a AUS e a FGV, com início previsto para o segundo semestre de 2026, deve impulsionar novos projetos de pesquisa, programas de mobilidade acadêmica e iniciativas focadas em inovação, consolidando a educação como um dos pilares do crescente relacionamento entre o Brasil e os Emirados Árabes Unidos.



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Número de acidentes com a rede elétrica cresceu no Brasil em 2025

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O número de acidentes com a rede elétrica aumentou de 685 casos, em 2024, para 703, em 2025, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (7) pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee).

Apesar do aumento das ocorrências, a associação constatou menos óbitos causados por esses incidentes : foram 257 casos em 2024 e 252 no ano passado.

De acordo com a pesquisa, a construção civil é a atividade em que ocorrem mais acidentes no país . Em 2025, foram 227 incidentes relacionados a obras, reformas e serviços de manutenção predial, que resultaram em 68 mortes.

A diretora de Comunicação e Sustentabilidade da Abradee, Cristina Garambone, chamou a atenção para a importância dos cuidados da população em relação à rede elétrica “porque, por atrás de cada acidente, há a vida de uma pessoa e uma família impactada”.

“O que a gente percebe é que, muitas vezes, os acidentes com mortes ocorrem em momentos de distração ou quando a pessoa acha que está dando um jeitinho. Por exemplo, algumas obras informais ou mesmo dentro de casa”, indicou Cristina Garambone, em entrevista à Agência Brasil .

A Abradee recomenda que somente profissionais devem realizar trabalhos na rede elétrica.

Lesões graves

Cristina ponderou que, embora o número de mortes tenha reduzido em 2025, ocorreram 241 lesões graves, incluindo mutilações . Outras 210 vítimas apresentaram lesões leves.

“A gente quer aumentar a consciência e diminuir esses números. A gente só vai ficar satisfeito quando tiver zero acidente”.

A pesquisa destaca também o crescimento dos acidentes relacionados à operação de equipamentos perto da rede elétrica, entre os quais máquinas agrícolas e guindastes. Em 2025, foram 66 registros, quase o dobro do observado no ano anterior.

Outra questão grave, conforme informou a diretora, são as ligações clandestinas, conhecidas em alguns estados como “gatos” ou “macacos”. Estão relacionadas a essas ligações 30 ocorrências, com 15 mortes.

Números regionais

A Região Sudeste foi a que mais concentrou acidentes no país em 2025, com 243 ocorrências, 78 mortes, 91 casos de lesões graves e 74 lesões leves. Entre as principais causas de ocorrência na região estão os acidentes ligados à construção civil.

Veja abaixo os números por região:

Acidentes na rede elétrica em 2025. Fonte: Abradee
Região Acidentes Mortes Lesões graves Lesões leves
Sudeste 243 78 91 74
Nordeste 187 67 46 74
Norte 122 50 64 8
Sul 81 31 12 38
Centro-Oeste 70 26 28 16

Segundo a Abradee, no Norte, as ocorrências foram associadas principalmente a atividades próximas à rede elétrica e intervenções irregulares. No Sul, as atividades de construção e manutenção predial permanecem entre os principais fatores de risco observados. Já no Centro-Oeste, o destaque é para atividades realizadas próximas à rede elétrica, especialmente em obras e operações com equipamentos.

A diretora de Comunicação e Sustentabilidade da Abradee destacou ainda que segurança é uma responsabilidade coletiva.

“Tem a parte das distribuidoras, a das empresas, a dos profissionais envolvidos e a da própria população. Porque, para a gente zerar esse número, é preciso mudar uma cultura, tem que levar informação. Só com a adesão de toda a sociedade é que a gente vai conseguir reduzir esses números”.

Campanha

A Abradee realiza neste ano a 20ª Campanha Nacional de Segurança com a Rede Elétrica, promovida em conjunto com suas 42 distribuidoras associadas. O objetivo é conscientizar a população sobre situações de risco envolvendo a rede elétrica.

A campanha tem como tema “Energia liga. Segurança protege” e se estenderá até setembro. No próximo mês, a divulgação ganhará mais força com o Agosto Vermelho, que chama a atenção para os riscos ao se lidar com a rede elétrica.

A iniciativa mobiliza as 42 distribuidoras associadas à Abradee, responsáveis por levar energia a 99,8% da população brasileira e atender cerca de 212 milhões de clientes.



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