Economia
Empresas ampliam vagas e buscam talentos
Economia
O mercado de trabalho brasileiro mantém sua trajetória de fôlego e estabilidade em 2026. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em maio, a taxa de desocupação no país fixou-se em 5,8% no trimestre encerrado em abril. Embora represente uma oscilação sazonal em relação ao início do ano devido ao recuo natural após as festas de fim de ano, o índice é o menor patamar já registrado para um trimestre encerrado em abril em toda a série histórica, iniciada em 2012.
Acompanhando esse movimento de sustentação, grandes empresas de diversos segmentos anunciam a abertura de novos processos seletivos, que vão desde programas de estágio até cargos de alta gestão e especialistas técnicos.
O que as empresas buscam hoje
Apesar dos números favoráveis na geração de empregos, o nível de exigência das companhias subiu. Para Marlus Teixeira, vice-presidente de RH da Lhoist, multinacional reconhecida pela produção de cal, o diferencial competitivo do candidato em 2026 não está apenas no currículo técnico, mas na sua capacidade de adaptação e visão estratégica. “Atualmente, as empresas esperam candidatos que demonstrem um alto grau de agilidade de aprendizado e inteligência emocional. Além da competência técnica, buscamos profissionais que tenham fit cultural com o negócio, atitude de dono e que consigam transitar bem entre as novas tecnologias e as relações humanas. O mercado está mais dinâmico, e a capacidade de resolver problemas complexos de forma colaborativa é o que realmente diferencia um talento”, destaca Teixeira.
Oportunidades em destaque:
Lhoist
A Lhoist está com 19 posições abertas em Minas Gerais e Goiás. Entre as vagas disponíveis, destacam-se: representante técnico e analista de recrutamento (Belo Horizonte/MG), engenheiro de minas PL e geólogo PL (São José da Lapa/MG) e analista de meio ambiente (Planaltina/GO). As demais vagas e inscrições podem ser realizadas pelo site: link.
Grupo Zelo
O Grupo Zelo oferece mais de 200 vagas em diversas áreas e funções. Com forte atuação em Minas Gerais, Pernambuco, Espírito Santo, Bahia e Ceará, a empresa busca profissionais para a área comercial, além de motoristas, analistas de suporte, auxiliares e assistentes administrativos. Todas as oportunidades são destinadas a pessoas com deficiência (PcD). As contratações seguem o regime CLT e incluem benefícios como planos de saúde, odontológico e seguro de vida. Interessados podem se candidatar pelo site: link.
Camil
A Camil Alimentos está com vagas abertas em diferentes unidades industriais pelo país, com oportunidades voltadas ao seu programa de talentos. As posições estão distribuídas em cidades como Navegantes (SC), Capão do Leão e Camaquã (RS), Aparecida de Goiânia (GO) e Varginha (MG), contemplando áreas operacionais e industriais. As oportunidades fazem parte da Jornada de Talentos – Camil Alimentos, programa focado no desenvolvimento de profissionais interessados em iniciar carreira na área industrial, com aprendizado prático e atuação junto a equipes experientes. Interessados podem se candidatar pelo site: link.
Economia
Insuficiência cardíaca atinge 2 milhões de brasileiros
Considerada a via final de diversas doenças cardiovasculares, a Insuficiência Cardíaca (IC) segue entre as principais causas de internação, re-hospitalização e mortalidade cardiovascular no Brasil. Apesar do nome, a condição não significa que o coração “parou de funcionar”, mas sim que perdeu a eficiência de bombear sangue adequadamente para suprir as necessidades do organismo.
Com impacto crescente sobre pacientes, famílias e o sistema de saúde, a doença afeta aproximadamente 2 milhões de brasileiros e responde por cerca de 240 mil novos casos por ano. Entre 2014 e 2024, foram registradas mais de 2,2 milhões de internações relacionadas à insuficiência cardíaca no país. A região Sudeste concentra o maior volume de casos, com aproximadamente 931 mil hospitalizações no período, seguida pelo Nordeste, com mais de 503 mil.
O cenário reforça a relevância da doença como um importante desafio de saúde pública, especialmente diante do envelhecimento populacional e dos casos de hipertensão arterial, diabetes, obesidade e histórico de infarto.
Além do impacto clínico, essa doença também gera reflexos socioeconômicos significativos. Um levantamento do Centro de Inovação SESI em Saúde Ocupacional estima que a economia brasileira perca cerca de R$ 6 bilhões por ano em decorrência da redução da produtividade da população economicamente ativa acometida pela IC.
Como 9 de julho é o Dia Nacional de Alerta contra a Insuficiência Cardíaca, ampliar a conscientização sobre sinais, sintomas e fatores de risco torna-se fundamental para estimular o diagnóstico precoce através de intervenções médicas e evitar a progressão e piora da doença.
Para esclarecer as principais dúvidas sobre o tema, a cardiologista Dra. Ariane Vieira Scarlatelli Macedo (CRM-SP 106624), médica do ambulatório de miocardiopatias da Santa Casa de São Paulo e consultoria científica do Instituto Lado a Lado pela Vida, comenta os principais mitos e verdades relacionados à insuficiência cardíaca.
Insuficiência cardíaca é uma doença pontual? Mito.
“Trata-se de uma condição crônica e progressiva, mas que pode ser controlada com diagnóstico precoce, acompanhamento médico e tratamento adequado”, explica a cardiologista.
Cansaço excessivo e falta de ar podem ser sinais da doença? Verdade.
Entre os sintomas mais evidentes estão fadiga, falta de ar ao realizar esforços ou ao se deitar, inchaço nas pernas e tornozelos, tosse persistente, entre outros. De acordo com a Dra. Ariane, “muitas pessoas confundem esses sinais com ‘cansaço da idade’, e só procuram ajuda após agravamento dos sintomas, quando a doença já está instalada, levando ao atraso no diagnóstico”.
Só idosos desenvolvem insuficiência cardíaca? Mito.
“Embora seja mais frequente em pessoas acima dos 60 anos, a insuficiência cardíaca também pode acometer adultos mais jovens, especialmente aqueles com hipertensão descontrolada, histórico de infarto, diabetes, obesidade, doenças nas válvulas do coração, genéticas, dentre outras”, informa a cardiologista.
Quem teve infarto tem maior risco de desenvolver insuficiência cardíaca? Verdade.
Sem o tratamento correto, o infarto pode danificar o músculo cardíaco e comprometer a capacidade de bombeamento do coração. “Muitos casos de insuficiência cardíaca surgem como consequência de doenças cardiovasculares mal controladas ao longo do tempo”, alerta a especialista.
A insuficiência cardíaca tem tratamento? Verdade.
Os avanços da cardiologia nos últimos anos trouxeram novas opções terapêuticas que ajudam a controlar sintomas, reduzir hospitalizações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. “Mudanças no estilo de vida, prática de atividade física orientada, alimentação equilibrada e adesão ao tratamento são fundamentais”, recomenda a médica.
Inchaço nas pernas sempre é problema circulatório? Mito.
O edema pode ter diferentes causas, mas também pode ser um sinal importante de insuficiência cardíaca, principalmente quando associado à falta de ar e cansaço frequente.
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