Política
“Carequinha” transforma luta contra o câncer em bandeira politica nacional
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Paula Dantas, a Carequinha, transforma luta contra o câncer em missão pelos pacientes oncológicos
Candidata a deputada federal pelo Partido NOVO, Paula enfrentou dois diagnósticos, sucessivas cirurgias e tratamentos agressivos. Ao lado do esposo, Fábio Moraes, e do filho, Miguel Moraes, ela busca levar ao Congresso Nacional a defesa de um atendimento oncológico mais digno, acessível e humanizado.
A história de Paula Dantas, conhecida nas redes sociais como Carequinha, com a causa oncológica não começou na política. Nasceu de uma experiência pessoal marcada pela dor, pelo medo e pela necessidade de lutar pela própria vida.
Aos 28 anos, Paula recebeu um diagnóstico capaz de mudar completamente os rumos de sua trajetória: um câncer de mama em estágio avançado, com um tumor de aproximadamente 14 centímetros.
Naquele momento, começava uma longa caminhada entre hospitais, exames, medicamentos e procedimentos dolorosos. Paula passou por oito sessões de quimioterapia, 30 sessões de radioterapia e duas cirurgias. Em uma delas, além da retirada do tumor, também foram removidos 14 linfonodos da região abaixo do braço.
O tratamento exigiu força física e emocional. Depois de enfrentar o primeiro câncer de mama, Paula ainda sofreu com um cisto hemorrágico e três episódios de hemorragia. Aos 29 anos, precisou passar pela retirada do útero.
As consequências da doença foram muito além dos hospitais. Ainda jovem, ela teve de enfrentar perdas que atingiram seus sonhos, sua autoestima, seus projetos pessoais e a forma como enxergava o futuro.
O nascimento da Carequinha
Foi durante o tratamento que nasceu a personagem que se tornaria conhecida e admirada nas redes sociais. Paula Dantas passou a compartilhar sua rotina e a mostrar, com verdade e sensibilidade, o que significa enfrentar um câncer em estágio avançado.
Assim surgiu a Carequinha: uma mulher que, mesmo vivendo dias difíceis, decidiu usar a própria história para acolher, informar e fortalecer outras pessoas.
Ao dividir os medos, as limitações, os efeitos do tratamento e também as pequenas vitórias, Paula criou uma relação de proximidade com pacientes oncológicos e seus familiares. Sua exposição nunca teve como finalidade apenas contar a própria história, mas mostrar a outras pessoas que elas não estavam sozinhas.
Mesmo enquanto lutava pela própria vida, Paula passou a lutar também por quem enfrentava dificuldades semelhantes.
Fábio e Miguel: força para continuar
Em toda essa caminhada, Paula não esteve sozinha. Ao seu lado estão o esposo, Fábio Moraes, e o filho, Miguel Moraes, seus parceiros inseparáveis nos momentos de medo, esperança, tratamento e recuperação.
Fábio e Miguel representam o apoio familiar que sustenta Paula nos dias mais difíceis. São eles que a ajudam a encontrar forças para continuar lutando, superar os efeitos dos tratamentos e transformar sua experiência em uma missão de vida.
A presença do esposo e do filho também fez Paula compreender, ainda mais profundamente, que o câncer não atinge apenas o paciente. A doença alcança toda a família, altera rotinas, provoca inseguranças e exige união, dedicação e cuidado diário.
Ao falar sobre sua trajetória, Paula faz questão de reconhecer que a força para continuar vem também do amor que encontra dentro de casa. Fábio e Miguel acompanham seus desafios, celebram suas conquistas e permanecem ao seu lado em cada etapa dessa batalha.
Um novo diagnóstico e mais oito cirurgias
Quando parecia ter superado a fase mais difícil, Paula voltou a enfrentar suspeitas relacionadas à doença. Diante de seu histórico clínico e dos riscos existentes, foi tomada a decisão de realizar a retirada das mamas.
Durante o procedimento, veio uma nova descoberta: Paula estava novamente com câncer.
O segundo diagnóstico deu início a outra etapa intensa de tratamento. Desde fevereiro, ela passou por oito procedimentos cirúrgicos. Na primeira sessão de quimioterapia, uma das cirurgias sofreu uma abertura, provocando novas complicações e exigindo ainda mais cuidados.
Mesmo diante da dor e das dificuldades, Paula continuou o tratamento. Ela já realizou quatro sessões de uma etapa conhecida popularmente como “quimioterapia branca” e ainda deverá passar por outras duas.
Sua luta, portanto, não pertence apenas ao passado. Paula segue em tratamento, enfrentando os efeitos físicos e emocionais da doença, enquanto constrói uma trajetória pública voltada à defesa daqueles que também enfrentam o câncer.
Da experiência pessoal para a representação política
Agora, como candidata a deputada federal pelo Partido NOVO, Paula Dantas pretende transformar sua vivência em representação política.
Sua principal bandeira é a defesa dos pacientes oncológicos, especialmente daqueles que dependem do Sistema Único de Saúde e enfrentam demora para conseguir exames, consultas, medicamentos, cirurgias e o início do tratamento.
A candidatura surge como uma continuidade da atuação que Paula já desenvolve fora dos espaços institucionais. Por meio das redes sociais e de ações voltadas aos pacientes, Carequinha tornou-se conhecida por divulgar necessidades, mobilizar apoio e chamar a atenção para as dificuldades enfrentadas por quem luta contra o câncer.
Paula defende que o paciente oncológico não pode ser tratado apenas como um número, um prontuário ou mais um nome em uma fila de espera. Para ela, cada paciente tem uma história, uma família, sonhos e uma vida que não pode esperar.
Entre as prioridades defendidas por Carequinha estão a ampliação do acesso ao diagnóstico precoce, a redução do tempo de espera para consultas, exames e procedimentos, a garantia de medicamentos e o fortalecimento da rede de acolhimento aos pacientes, familiares e cuidadores.
Ela também chama a atenção para os impactos emocionais, sociais e econômicos provocados pela doença. Muitos pacientes precisam deixar o trabalho, viajar para outras cidades, permanecer longe de casa e enfrentar despesas que comprometem toda a renda familiar.
Uma candidatura construída a partir da vida real
A história de Paula Dantas reúne dor, superação, fé, amor e propósito. Sua entrada na política não representa o abandono da luta contra o câncer, mas uma tentativa de ampliar essa atuação e levar as demandas dos pacientes oncológicos ao centro das decisões nacionais.
Ao disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, Carequinha pretende fazer com que as dificuldades vividas nos corredores dos hospitais, nas filas por exames e durante os tratamentos sejam ouvidas e debatidas no Congresso Nacional.
Ao lado de Fábio Moraes e Miguel Moraes, Paula continua enfrentando o tratamento e compartilhando sua caminhada. O esposo e o filho são sua base, seus companheiros inseparáveis e a força que a impulsiona a seguir em frente, mesmo nos momentos mais difíceis.
Mais do que apresentar uma candidatura, Paula Dantas, a Carequinha, apresenta uma causa construída a partir da própria vida. Uma mulher que conheceu de perto o medo provocado pelo diagnóstico, enfrentou perdas profundas e decidiu transformar a própria dor em esperança, acolhimento e luta coletiva pelos pacientes oncológicos.
Política
saiba qual a ordem de votação
Neste domingo (25), os eleitores de todo o país voltam às urnas para o segundo turno das eleições.
Em cinco estados e no Distrito Federal, haverá escolha para governador e para presidente da República. Nos outros locais, onde o governador já foi eleito no primeiro turno, será preciso apenas escolher o presidente.
Haverá segundo turno nos seguintes estados:
- Acre,
- Amazonas,
- Distrito Federal,
- Rio Grande do Norte,
- Espírito Santo e
- Tocantins
Nesses locais, a ordem de votação na urna eletrônica será:
1 – Governador: digitar os dois números do candidato e confirmar
2 – Presidente da República: digitar os dois números do candidato e confirmar
Nos demais estados, a votação será assim:
1 – Presidente da República: digitar os dois números do candidato e confirmar
Celular e colinha
A legislação permite ao eleitor levar uma colinha de papel para a urna, com os números dos candidatos anotados.
O aparelho celular, no entanto, deve ser entregue aos mesários antes de entrar na cabine de votação. Também não são permitidos equipamentos como smartwatch, máquina fotográfica, filmadora e óculos inteligentes.
O celular pode ser utilizado para apresentar o e-Título ou outro documento digital aceito pela Justiça Eleitoral durante a identificação na seção eleitoral.
O objetivo é preservar o sigilo do voto e impedir fraudes ou tentativas de comprovação da escolha feita na urna.
Quem se recusar a entregar o aparelho poderá ser impedido de votar naquele momento, e o caso poderá ser registrado pela mesa receptora de votos.
Não se esqueça de levar um documento de identificação com foto .
O título de eleitor não é obrigatório para votar, mas ajuda a acelerar o processo por indicar a zona e a seção eleitoral. Uma opção é baixar o e-título, aplicativo da Justiça Eleitoral, com a versão digital do título de eleitor.
Lembre-se de conferir, no dia anterior, o seu local atualizado de votação.
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