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Polícia

Três suspeitos são presos pela PM por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo

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Policiais militares do 3º Comando Regional prenderam, na noite desta quinta-feira (2.7), três homens suspeitos por tráfico ilícito de drogas, em Sorriso. Na ação, as equipes apreenderam 60 porções de substância análogas à maconha, cocaína, uma arma de fogo, 43 munições e duas motocicletas. 

Os policiais militares do 12º Batalhão realizavam o patrulhamento tático pela Avenida Porto Alegra, quando identificaram dois homens, em atitude suspeita, em uma motocicleta Yamaha XT 660.

Durante abordagem, com o passageiro do veículo, os policiais localizaram duas grandes porções de maconha. Questionado, o suspeito informou que havia mais entorpecentes em sua residência.

No imóvel, a equipe encontrou novas porções do mesmo entorpecente e cocaína, além de munições calibre .22 e uma balança de precisão. O suspeito indicou que havia um revólver calibre .38 guardado no quarto de seu pai, além de outras diversas munições já deflagradas. 

Em seguida, o condutor da motocicleta também informou que mantinha drogas em sua residência. As equipes se deslocaram ao novo endereço e apreenderam mais 20 porções pequenas e uma porção maior de substância análoga à maconha.

De acordo com o relato dos suspeitos, um terceiro homem teria intermediado a aquisição dos entorpecentes, sendo o mesmo localizado e detido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município. Diante dos fatos, o trio foi conduzido à delegacia, junto do material apreendido, para demais providências cabíveis. 

Foto: Reprodução/Polícia Militar - MT
Foto: Reprodução/Polícia Militar – MT

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.



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Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia

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Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.

A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.

O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.

A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.

O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.



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