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Polícia

Trabalho integrado da Polícia Civil resulta no cumprimento de dois mandados de prisão em Guiratinga

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A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia de Guiratinga, com apoio do Núcleo de Inteligência da Regional de Rondonópolis e da Polinter de Cuiabá, cumpriu dois mandados de prisão durante diligências realizadas no município.

As ordens judiciais foram cumpridas, nesta quarta-feira (17.6), após trabalho investigativo e levantamento de informações realizados pelas equipes policiais, que possibilitaram a localização e captura dos alvos.

O primeiro mandado foi cumprido no bairro Santa Maria Bertila, em desfavor de um homem, de 25 anos, investigado pelo crime de lesão corporal praticada contra mulher. A ordem de prisão preventiva foi expedida pela Vara Única da Comarca de Guiratinga.

O segundo mandado foi cumprido na região central da cidade contra um homem, de 60 anos. A prisão decorre de regressão de regime relacionada à condenação pelo crime de conduzir veículo automotor com a capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou de outra substância psicoativa. O condenado possui pena remanescente de quatro meses, conforme determinação expedida pela Vara Única da Comarca de Guiratinga.

Após o recebimento dos mandados, as equipes iniciaram diligências para localização dos procurados, obtendo êxito no cumprimento das ordens judiciais. Os presos foram conduzidos à unidade policial e colocados à disposição da Justiça para as providências legais cabíveis.

A ação reforça a importância da integração entre as unidades da Polícia Civil e do trabalho de inteligência policial no cumprimento de decisões judiciais e na responsabilização criminal.

As equipes seguem em diligências no município para o cumprimento de outras ordens judiciais e continuidade das ações de enfrentamento à criminalidade.



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Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia

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Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.

A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.

O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.

A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.

O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.



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