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Polícia Militar prende homem que ameaçou e enforcou companheira em Guarantã do Norte

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Policiais militares da cidade de Guarantã do Norte prenderam um homem, de 33 anos, pelos crimes de ameaça e lesão corporal, na manhã desta sexta-feira (12.6). O suspeito de violência doméstica foi localizado e preso poucas horas após agredir e enforcar a companheira em uma residência.

Conforme o boletim de ocorrência, ainda na noite de quinta-feira (11), a equipe policial foi acionada via 190 pela vítima, de 44 anos, que denunciou ter sofrido violência do seu companheiro. 

Os militares foram até o encontro da vítima, que relatou ainda que foi agredida com tapas no rosto e enforcamento, além de ter ouvido ameaças de morte do suspeito. A mulher ainda disse aos policiais que o agressor faz uso de tornozeleira eletrônica e deu características do homem para orientar os militares nas buscas. 

A PM fez diligências em execução da Operação Escudo Feminino, durante toda a madrugada, e recebeu informações de que o suspeito estaria escondido na residência da mãe dele. No endereço indicado, os militares fizeram abordagem e encontraram o homem, que recebeu voz de prisão.

Diante da situação, ele foi conduzido para a delegacia de Guarantã do Norte e entregue à Polícia Judiciária Civil para registro da ocorrência e demais providências.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.



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Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia

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Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.

A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.

O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.

A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.

O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.



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