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Polícia Militar prende homem por furtar baterias avaliadas em R$ 21 mil

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Policiais militares do 2º Comando Regional prenderam, neste sábado (13.6), um homem de 20 anos, suspeito de furtar baterias de lítio e outros equipamentos de uma torre de telefonia localizada no bairro Eliane Gomes, em Várzea Grande. O prejuízo estimado pela empresa responsável ultrapassa R$ 21 mil, sem contar os danos causados à estrutura e à interrupção dos serviços de telecomunicações na região.

A equipe policial foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após uma denúncia de furto em andamento em uma torre da operadora de telefonia. No local, os militares encontraram o suspeito já detido por populares.

Durante a abordagem, os policiais confirmaram o crime e realizaram entrevista com o suspeito, que relatou ter participado da ação criminosa com outros dois comparsas. Segundo o homem, um dos envolvidos teria sido responsável pelo arrombamento da estrutura, enquanto outro seria responsável pelo transporte dos materiais furtados em um veículo.

O grupo pretendia vender os equipamentos subtraídos e dividir os lucros obtidos com a comercialização. O suspeito afirmou que as baterias poderiam ser revendidas por cerca de R$ 12 mil.

Em contato com os policiais, um representante da empresa informou que cada bateria possui valor aproximado de R$ 7 mil, totalizando prejuízo superior a R$ 21 mil somente com os equipamentos. Além disso, a ação criminosa causou danos à torre de transmissão e comprometeu a prestação de serviços da operadora na região.

O suspeito foi encaminhado à delegacia para registro da ocorrência e demais providências cabíveis. As forças de segurança seguem realizando diligências para identificar e localizar os outros envolvidos no crime.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.



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Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia

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Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.

A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.

O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.

A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.

O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.



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