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Polícia Militar prende faccionado com tabletes e porções de drogas em Tangará da Serra

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A Polícia Militar de Mato Grosso, por meio do 19º Batalhão, prendeu um homem faccionado, de 28 anos, por tráfico ilícito de drogas, na madrugada desta sexta-feira (29.5), em Tangará da Serra. Com o criminoso, a PM apreendeu oito tabletes de maconha e cocaína, 85 porções de diversos entorpecentes e um simulacro de arma de fogo.

Conforme o boletim de ocorrência, por volta de 2h30, a equipe do 19º BPM recebeu denúncia anônima sobre movimentação em uma residência que estaria sendo utilizada como ponto de venda e armazenamento de drogas, no bairro Jardim Califórnia. Ainda segundo as denúncias, o local seria controlado por uma facção criminosa.

Os policiais foram ao endereço informado e, na primeira observação do local, encontraram um homem deixando o imóvel em um Gol branco. A equipe iniciou o acompanhamento e conseguiu abordar o carro alguns metros depois. Na verificação veicular, os militares localizaram um tablete de maconha e deram voz de prisão ao homem.

Em seguida, a PM retornou até a residência de onde o suspeito havia saído. Dentro do imóvel, os policiais iniciaram buscas e encontraram mais três tabletes de maconha, quatro tabletes de cocaína, 40 porções de cocaína, 45 porções de pasta base de cocaína, um simulacro de arma de fogo**,** e materiais para o tráfico de drogas.

O suspeito e os materiais encontrados foram encaminhados para a delegacia de Tangará da Serra para registro da ocorrência e demais providências cabíveis.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.



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Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia

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Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.

A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.

O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.

A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.

O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.



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