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Polícia Civil prende homem envolvido em furto de transformador de energia de universidade em Sinop

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Um homem envolvido no furto de um transformador de energia instalado na Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), em Sinop, teve o mandado de prisão preventiva cumprido, na quarta-feira (2.7), em ação realizada pelos policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) do município.

O crime ocorreu em janeiro de 2026, quando o investigado, que prestava serviços terceirizados de manutenção na instituição, agiu em conjunto com um comparsa. Ambos se aproveitaram do acesso e da confiança depositados pela universidade para subtrair cabos, barramentos, disjuntores e componentes internos do transformador, incluindo bobinas de cobre.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

Para dificultar a descoberta do crime, os suspeitos teriam realizado uma manobra técnica de interligação elétrica (“bypass”) no sistema de distribuição de energia, o que evitou a interrupção imediata do fornecimento e retardou a percepção do furto pela instituição.

A manobra de “bypass”, além de ocultar o crime, gerou risco de sobrecarga na rede elétrica da universidade, colocando em perigo a integridade física de funcionários e estudantes que circulavam pelo local, situação que somente foi neutralizada após a constatação do problema pela instituição.

O prejuízo material causado à universidade é estimado em aproximadamente R$ 1 milhão, considerando os danos à estrutura elétrica e o comprometimento de parte significativa do sistema de distribuição de energia da instituição.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

Diante da gravidade dos fatos e do modo de execução, o delegado Lucas Pereira Santos representou pela prisão preventiva do suspeito, que foi deferida pela Justiça.

“As investigações evidenciaram a premeditação e o abuso da confiança depositada pela instituição no suspeito, que responderá pelo crime de furto qualificado pelo abuso de confiança”, disse o delegado.

As investigações seguem em andamento para a identificação e responsabilização de outros envolvidos no furto, bem como para a identificação dos possíveis receptadores do material subtraído.



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Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia

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Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.

A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.

O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.

A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.

O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.



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