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Polícia Civil detém dupla suspeita de latrocínio logo após o crime em Cuiabá

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A Polícia Civil prendeu, nessa quinta-feira (2.7), um homem, de 20 anos, e apreendeu um adolescente, de 17 anos, após um latrocínio ocorrido no bairro Carumbé, em Cuiabá.

A prisão foi realizada por uma equipe da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos Automotores de Cuiabá (DERFVA) logo após o roubo seguido de morte.

O crime teve início em um açougue na Avenida Jurimirim, onde clientes e funcionários foram rendidos por dois homens armados, que subtraíram joias e dinheiro do caixa e tentaram fugir.

As vítimas, no entanto, reagiram durante a fuga, interceptaram os suspeitos e pegaram a chave da motocicleta em que eles estavam, uma Honda Fan vermelha. A dupla, então, tentou uma fuga a pé.

Na sequência, eles tentaram roubar uma Honda Biz vermelha pertencente a um homem de 32 anos, identificado como Toni Marcos Pereira Souza. Porém, a vítima reagiu entrando em luta corporal com o suspeito de 17 anos e o de 20 atirou na região do tórax de Toni.

A vítima foi socorrida pelas testemunhas e encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Morada do Ouro, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. A equipe da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) foi acionada e realizou a liberação do corpo.

Prisão

Após o homicídio, os suspeitos seguiram em fuga, abordaram outra vítima e roubaram uma motocicleta Honda Fan preta, que utilizaram para sair do local.

Uma equipe da DERFVA estava em diligências no Bairro Jardim Itália quando encontrou dois homens andando a pé e com capacetes colocados apenas na metade na cabeça.

Os policiais abordaram os homens e encontraram uma arma de fogo calibre 765mm com o adolescente de 17 anos. A equipe identificou que se tratava da dupla que havia acabado de cometer o roubo ao açougue, das duas motocicletas e o homicídio e deteve os suspeitos.

Eles descreveram todo o crime aos policiais e disseram terem abandonado a motocicleta próximo ao Parque Tia Nair, pois havia acabado o combustível.

A dupla foi levada para a DERFVA e ficou à disposição da Justiça.



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Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia

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Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.

A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.

O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.

A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.

O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.



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