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Polícia

PM apreende 70 porções de entorpecentes e prende dupla por tráfico em Nova Mutum

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Polícia

Policiais militares do 14º Comando Regional prenderam, nesta quinta-feira (11.6), dois homens suspeitos de tráfico ilícito de drogas, no município de Nova Mutum. Com a dupla, foram apreendidas 70 porções de entorpecentes, entre cocaína, maconha e pasta base, além de materiais utilizados para a comercialização das drogas.

Durante patrulhamento ostensivo pela cidade, a equipe policial identificou dois homens em atitude suspeita. Um dos suspeitos carregava uma mochila preta e, ao perceberem a aproximação da viatura, os dois suspeitos demonstraram nervosismo e passaram a caminhar rapidamente, olhando constantemente para os militares.

Em seguida, os suspeitos tentaram se deslocar para os fundos de uma quitinete localizada na via, na tentativa de evitar a visualização da equipe policial. Diante da atitude suspeita, os militares realizaram a abordagem e iniciaram buscas no local.

Na mochila que estava com um dos homens, foram encontrados 63 invólucros contendo substância análoga à cocaína, já fracionados e embalados de forma compatível com a venda ilegal.

Durante a entrevista, os próprios suspeitos informaram que havia mais entorpecentes no imóvel onde residiam. Com autorização dos moradores e diante da situação de flagrante, os policiais realizaram buscas na residência e localizaram mais duas porções de substância análoga à maconha e cinco porções de pasta base de cocaína, também preparadas para comercialização.

Diante dos fatos, os dois suspeitos receberam voz de prisão e foram encaminhados à delegacia de Polícia Judiciária Civil, juntamente com todo o material apreendido, para as demais providências cabíveis.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.



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Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia

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Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.

A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.

O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.

A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.

O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.



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